Tiroteio em casa noturna de Nova York deixa quatro mortos

Motivação de crime em clube que funcionava sem licença ainda é desconhecida

Nova York | AFP

Pelo menos quatro pessoas morreram e três ficaram feridas em um tiroteio pouco antes das 7h (horário local; 8h em Brasília) deste sábado (12), em um clube noturno do distrito do Brooklyn, em Nova York.

As vítimas têm idades entre 32 e 49 anos. Foram encontradas duas armas de fogo no local, de acordo com investigações preliminares. Segundo a polícia, pelo menos 15 tiros foram disparados enquanto os frequentadores jogavam cartas e dados.

O clube Triple A Aces não tinha licença para operar, mas funcionava no primeiro andar de uma casa no bairro de Crown Heights. O espaço, que atraía uma clientela em carros luxuosos, era usado para jogos ilegais, de acordo com moradores locais e investigadores.

Oficiais da polícia do lado de fora do clube Triple A Aces, no Brooklyn - Lloyd Mitchell/Reuters

Nenhum suspeito foi detido, e as circunstâncias exatas do episódio ainda são desconhecidas, disse um oficial da polícia de Nova York à agência de notícias AFP.

Por enquanto, a polícia descarta que tenha sido um acerto de contas entre gangues, mas trabalha com a hipótese de o crime ter sido motivado por jogos de azar. "É muito cedo para saber se se trata de uma disputa, de uma briga por apostas ou de um roubo", disse à imprensa o oficial Dermot F. Shea.

Este foi o segundo tiroteio em massa no Brooklyn nos últimos três meses e o segundo homicídio quádruplo em Nova York em uma semana.

O prefeito Bill de Blasio, que proclamou Nova York "a cidade mais segura da América" durante uma entrevista nesta semana devido à baixa taxa de criminalidade, afirmou que o tiroteio ressalta a necessidade de "tirar as armas de nossas ruas de uma vez por todas".

"Não há dois tiroteios em massa iguais, mas todos abalam a sensação de segurança da comunidade", disse Blasio. "Não descansaremos até acabar com o flagelo da violência armada na cidade de Nova York."

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.