Descrição de chapéu Venezuela

Maduro promete retomar venda de petróleo com desconto para o Caribe em 2020

Programa Petrocaribe foi iniciado por Chávez e incluía também longos prazos para pagamento

Havana | AFP

O governo da Venezuela, chefiado pelo ditador Nicolás Maduro, prometeu retomar no primeiro semestre de 2020 o programa Petrocaribe, que vende petróleo venezuelano a países vizinhos por preços mais baixos.

Ainda não foram divulgados detalhes de como será a nova versão do programa. A iniciativa foi criada em 2005 pelo ex-presidente Hugo Chávez e é apontado como uma das razões para os problemas financeiros da petroleira venezuelana PDVSA.

Por ele, os países vizinhos tinham, além do desconto nos preços, longos prazos de pagamento. 

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, durante entrevista em Caracas
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, durante entrevista em Caracas - Marlene Bergamo - 13.set.10/Folhapress

No início da década, uma queda no preço do petróleo cru, o principal produto de exportação da Venezuela, ajudou a levar o país ao colapso econômico, com inflação altíssima e falta de alimentos.

Medidas tomadas pelo regime Maduro para controlar preços agravaram a situação.

A economia em recessão profunda levou a um enorme êxodo: cerca de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2015, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Com a crise, vieram também falhas na entrega de petróleo, e os países do acordo passaram a buscar outros fornecedores. A PDVSA é alvo de pesadas sanções dos EUA, o que dificulta sua operação e reduz os mercados para os quais pode vender seus produtos.

O anúncio do governo Maduro foi feito em reunião da Alba (Aliança Bolivariana das Américas), no fim de semana.

A vantagem será oferecida aos países do grupo, que inclui atualmente Antígua e Barbuda, Cuba, Dominica, Granada, Nicarágua, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas e Suriname.

O Equador deixou o grupo em 2018, e a Bolívia se retirou em 15 de novembro, depois da renúncia de Evo Morales da Presidência do país.

 

A reunião do grupo foi realizada em Havana. Além de Maduro, participaram Daniel Ortega, ditador da Nicarágua, e o dirigente cubano Miguel Díaz-Canel, entre outros.

Os participantes chamaram a saída de Evo de golpe de Estado e condenaram "as ameaças dos EUA de usar a força contra a Venezuela e as tentativas de desestabilizar o governo da Nicarágua".

O bloco também refutou acusações de que governos de esquerda do continente estariam por trás dos protestos que atingem a região, especialmente no Chile e na Colômbia.

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