Descrição de chapéu Coronavírus

Maduro chama Bolsonaro de 'coronalouco'

Em entrevista a rádio argentina, ditador disse que há possibilidade de adiamento das eleições legislativas

Buenos Aires

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de "coronalouco", pela "irresponsabilidade que causou o contágio e a morte de milhares de brasileiros".

Maduro deu a declaração em entrevista à rádio argentina AM 750, na qual também disse que será bastante provável que as eleições legislativas da Venezuela, previstas para o dia 6 de dezembro, "tenham de ser adiadas" por conta do coronavírus.

"Temos como prioridade combater a pandemia, e seria uma irresponsabilidade agora se eu confirmasse que haverá eleições."

Nicolás Maduro em encontro com delegação de cientistas chineses para tratar do combate ao novo coronavírus
Nicolás Maduro em encontro com delegação de cientistas chineses para tratar do combate ao novo coronavírus - 9.abr.20/Presidência da Venezuela via Xinhua

Neste caso, porém, Maduro não explicou se a atual Assembleia Nacional, de maioria opositora e liderada por Juan Guaidó, considerado presidente interino do país por mais de 50 países, teria seu mandato estendido ou se haveria outra saída.

Disse, apenas, que a decisão seria tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça, órgão controlado pelo regime. "A prioridade agora é a pandemia, a economia, a estabilidade social e a vida das pessoas."

Maduro também disse que os números oficiais de infectados (204) e de mortos (9) pelo coronavírus na Venezuela são explicados pelo fato de o regime ter tomado "medidas audazes e a tempo", afirmou.

Organismos internacionais e a oposição colocam esses números em dúvida e os consideram maquiados.

Segundo o ditador, a pandemia teve consequências tão graves na Europa e nos EUA porque estes não trataram com seriedade o tema "por preconceito, porque vinha da China". Nós observamos desde o primeiro momento", afirmou.

"Agora, esses países estão desesperados para acabar com a quarentena, com decisões apressadas que vão causar dano a seu povo e à humanidade."

Maduro disse que a Venezuela está agindo como a China, "atuando em tempo recorde". Já médicos que atuam no país vêm alertando que o sistema de saúde venezuelano não terá como responder ao pico da pandemia, caso ela se alastre pelo país.

Ao final, o líder venezuelano manifestou o desejo de um dia viver na Argentina, por conta de ser "um povo muito afetuoso e que apoiou e amou Hugo Chávez".

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