Paquistão confirma que só 2 sobreviveram a acidente aéreo

Todas as outras 97 pessoas a bordo morreram; caixa-preta foi encontrada

Karachi (Paquistão) | Reuters

A caixa-preta do avião que caiu numa área residencial do Paquistão na sexta (22) foi encontrada, e o número de mortos foi oficializado em 97 pessoas. Dois passageiros sobreviveram.

A informação sobre o número de mortos era alvo de conflito até a noite de sexta, e agora foi confirmada pelas autoridades. Não foi identificada nenhuma morte na área densamente povoada onde a aeronave caiu, um bairro da cidade de Karachi.

O voo PK 8303, da Pakistan International Airlines, era um modelo Airbus A320 e voava da cidade de Lahore para Karachi com 99 pessoas quando caiu no meio da tarde, em sua segunda tentativa de pouso.

Na caixa preta, encontrada na noite de sexta, havia os registros do voo e as gravações dos comandos do piloto. Segundo o principal executivo da companhia aérea, Arshad Malik, a última mensagem do piloto indicava que havia um problema técnico.

Segundos antes da queda, ele disse aos controladores de tráfego que perdeu energia nos dois motores, segundo um site de monitoramento de aviação.

De acordo com a Airbus, a nave voou pela primeira vez em 2004 e tinha motor da CFM International, da empresa americana General Electric e da francesa Safran.

O primeiro-ministro do país, Imran Khan, anunciou pouco depois do acidente que haveria um inquérito sobre o caso, e uma equipe de quatro pessoas foi montada na noite de sexta, segundo notificação da divisão aérea do governo.

O Paquistão retomou na semana passada seus voos domésticos, após suspensão por causa da pandemia de Covid-19.

O avião tinha capacidade para 180 pessoas, mas voava com número reduzido de passageiros para respeitar regras de distanciamento e evitar a transmissão do coronavírus.

O acidente desta sexta é o pior desastre aéreo do país desde 2012, quando um avião comercial da Bhoja Air, modelo Boeing 737, caiu em Islamabad e matou 127 pessoas.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.