Polícia britânica passa a tratar como terrorismo ataque com faca em parque

Três pessoas foram mortas neste sábado em Reading; suspeito foi preso

Londres | AFP

A polícia britânica informou neste domingo (21) que passou a tratar como terrorista o ataque com faca que deixou três mortos em um parque lotado de Reading, a 60 km de Londres, neste sábado (20).

Um homem de 25 anos, nascido na cidade de 200 mil habitantes, foi detido pouco depois do ataque e está em prisão preventiva. No sábado, a polícia não confirmava a investigação do episódio como possível caso de terrorismo.

O primeiro-ministro Boris Johnson afirmou estar "chocado e enojado" com o ataque. "Se temos que aprender lições, vamos aprender", declarou, antes de destacar que o governo não hesitará em adotar medidas quando necessário.

policiais em volta de parque
Policiais monitoram cordão de segurança ao redor do parque em Reading onde aconteceram os esfaqueamentos - Ben Stansall/AFP

Além dos três mortos, três pessoas ficaram gravemente feridas e estão hospitalizadas.

O primeiro-ministro participou de uma reunião com autoridades da área de segurança, na manhã deste domingo, para acompanhar o avanço da investigação.

Os investigadores acreditam que o criminoso agiu sozinho, de acordo com o comandante da polícia antiterrorista, Neil Basu. "Não procuramos mais ninguém." Em seguida, afirmou que as razões do ato "continuam incertas" e confirmou que a unidade antiterrorismo assumiu a investigação.

O ataque aconteceu no fim da tarde de sábado no parque Forbury Gardens.

Testemunhas relataram que um homem atacou vários grupos reunidos no parque, que aproveitavam a tarde ensolarada após semanas de confinamento pela pandemia do coronavírus.

"O parque estava cheio, muitas pessoas estavam sentadas para beber algo com os amigos, quando um homem chegou, começou a gritar palavras ininteligíveis de repente e seguiu em direção a um grupo de uma dezena de pessoas, tentando atacá-las com uma faca", declarou Lawrence Wort, 20.

"Ele esfaqueou três pessoas no pescoço e debaixo dos braços, depois virou e começou a correr na minha direção. Nós começamos a correr."

A polícia pediu à população que não compartilhe as imagens do ataque que já circulam pelas redes sociais e que envie os vídeos apenas aos investigadores.

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