Ataque mata ao menos sete e deixa 20 feridos em hotel na Somália

Grupo islâmico al Shabaab reivindicou autoria de atendado em local frequentado por autoridades

Mogadício | Reuters

Um ataque com carro-bomba e atiradores matou ao menos sete pessoas e deixou outros 20 feridos em um hotel em Mogadísio neste domingo (16). O grupo islâmico Al Shabaab, ligado à Al Qaeda, reivindicou a autoria da ação e disse que seus militantes lutaram contra forças de segurança que chegaram ao local.

Por volta de meia-noite no horário local (18h em Brasília), a agência estatal de notícias Sonna afirmou que a operação tinha acabado e que 205 pessoas foram resgatadas, entre eles ministros, legisladores e civis.

De acordo com comunicado na rádio do grupo islâmico, havia integrantes do governo do presidente Mohamed Abdullahi Farmaajo no local no momento do ataque. Ahmed Ali, testemunha do atentado, disse que ouviu “uma grande explosão, seguida por tiros e nuvens de fumaça”.

Feridos são retirados de hotel em Mogadício após ataque
Feridos são retirados de hotel em Mogadício após ataque - Hassan Bashi/Xinhua

Segundo a Sonna, todos os quatro militantes, que carregavam fuzis AK-47, foram mortos a tiro. Eles desceram do carro-bomba e invadiram o hotel.

“Até o momento, confirmamos sete mortes, incluindo autores do ataque, diretores e civis”, afirmou à Reuters o porta-voz do Ministério da Informação, Ismail Mukhtar. “Quinze pessoas ficaram feridas.”

O chefe do serviço de ambulância AAMIN, Abdikadir Abdirahman, no entanto, disse mais cedo à Reuters que o serviço havia transportado 28 feridos após trocas de tiros no hotel.

Autoridades do governo e somalis que vivem no exterior costumam frequentar o local, cujo dono é Abdullahi Mohamed Nor, um legislador e ex-ministro das Finanças.

“Que Alá tenha piedade de todos os que morreram no ataque terrorista contra civis no Elie Hotel, onde eu estava”, escreveu Nor, em mensagem publicada no Facebook após ter saído do hotel.

A violência atinge a Somália desde 1991, quando clãs de senhores da guerra derrubaram o ditador Siad Barre e depois passaram a se enfrentar.

Desde 2008, o grupo Al Shabaab tem lutado para acabar com o governo central internacionalmente reconhecido e estabelecer uma administração baseada em sua própria interpretação da lei islâmica.

Ao menos 13 atentados aconteceram no país desde 2015. O ataque mais sangrento da história da Somália ocorreu em outubro de 2017, quando um caminhão-bomba explodiu na capital, matando 512 pessoas e ferindo 295. A ação foi reivindicada pelo Al Shabaab.

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