Descrição de chapéu Coronavírus

Fotógrafa registra início da reabertura na Costa Amalfitana

Imagens da brasileira Simone Monte mostram distanciamento e melancolia

Praia de Fiordo di Furore, na Costa Amalfitana

Praia de Fiordo di Furore, na Costa Amalfitana Simone Monte/Folhapress

Luiz Caversan

A fotógrafa brasileira Simone Monte, 55, viveu uma experiência que marcará sua vida pessoal e profissional para sempre.

A pandemia a colheu morando em Roma, de onde assistiu perplexa a Itália ser completamente assolada pelo isolamento, pelo medo, pela morte.

Viu e registrou tudo o que via, publicando em suas redes sociais o cotidiano de ruas, praças, monumentos, pontos turísticos da grande, magnífica Roma totalmente vazia, recolhida, aterrorizada pelo vírus.

Como se sabe, as restrições abrandaram, as pessoas tornaram a ocupar espaços livres nas cidades italianas.

E, como todos os anos, o sol voltou a brilhar firme e forte no cenário idílico, cinematográfico da famosa Costa Amalfitana, no sul do país, pedaço único do Mediterrâneo pleno de penhascos, vilas coloridas, pequenas praias e, agora no verão local, de vida que rebrota.

Destino certo de italianos em férias e turistas de toda parte do mundo, cidades como Amalfi, Ravello ou Positano são o oposto da sisudez de Milão ou da grandiloquência de Roma.

Portanto, são perfeitas para compensar as imagens sinistras que Simone colheu na capital do primeiro país europeu onde explodiu a pandemia.

Nos muitos recônditos da Costa Amalfitana, a água transparente, as cores gritantes, o bronze das pessoas, tudo remete à vida.

Mas as fotografias de Simone trazem sempre, meio dissimulados, um distanciamento, uma certa melancolia, muitas sombras contrastantes como que a lembrarem: nem tudo está bem; a luz voltou, mas o pesadelo ainda não acabou de vez.

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