Israel e Hamas fazem acordo para desescalar tensões na faixa de Gaza

Anúncio ocorre após semanas de fogo cruzado entre palestinos e israelenses

Gaza | Reuters

O grupo palestino Hamas e Israel concordaram, nesta segunda-feira (31), em desescalar as tensões na faixa de Gaza, que já duravam semanas na fronteira.

O acordo prevê que o Hamas pare de lançar balões incendiários para Israel, que, por sua vez, deixará de realizar ataques aéreos contra o território palestino. O encontro foi mediado por um enviado do Qatar.

Ataque aéreo israelense sobre a faixa de Gaza levanta chamas e fumaça sobre o território palestino - Mahmud Hams - 18.ago.2020/AFP

Após o acordo, o Cogat (sigla em inglês para Coordenação das Atividades do Governo Israelense nos Territórios Ocupados Palestinos) afirmou que, depois de realizar consultas de segurança lideradas pelo ministro da Defesa, Benny Gantz, o principal corredor por onde entram os bens de consumo em Gaza seria reaberto e pescadores poderiam voltar ao trabalho.

Um comunicado da agência afirma que as decisões estão sujeitas "à continuação da calma e à estabilidade da segurança" e alertou que, se o combinado não for cumprido, Israel responderá proporcionalmente.

Segundo o Hamas, o acordo vai facilitar o caminho para implentar projetos "que servirão ao povo de Gaza, e aliviará o sofrimento em meio à onda do novo coronavírus".

Palestinos e grupos humanitários têm pedido reiteradamente que Israel atenue o bloqueio a Gaza, temendo que as dificuldades na região piorem com o primeiro surto da doença no território, na última semana.

Israel alega que as restrições são necessárias por questões de segurança em relação ao território controlado pelo Hamas, grupo considerado terrorista pelo país.

No mês passado, a tensão cresceu após o governo de Israel prometer dar início a um plano de anexação de áreas da Cisjordânia. Diante da forte pressão internacional, os israelenses adiaram o projeto.​

Os conflitos entre árabes e judeus já duram séculos e foram acentuados a partir do reconhecimento de Israel como um país, em 1948, e das disputas territoriais com os palestinos.

Historicamente, judeus recorrem aos textos sagrados da Bíblia e da Torá para reivindicar o direito de posse das terras.

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