Descrição de chapéu The New York Times

Livro de memórias de Obama será lançado em novembro em 25 línguas

'Uma Terra Prometida' também sairá no Brasil; tiragem é de 3 milhões de exemplares só nos EUA

The New York Times

O novo livro de memórias do ex-presidente Barack Obama será publicado em novembro, pouco após a eleição, anunciou a editora Penguin Random House.

“A Promised Land” (uma terra prometida), com 768 páginas, será o primeiro de dois volumes e vai abranger partes do início da vida política de Obama e sua campanha presidencial em 2008, concluindo em 2011 com a morte de Osama bin Laden.

Traduzido para 25 línguas, o livro será lançado em 17 de novembro mundo afora —inclusive no Brasil, pela Companhia das Letras.

A expectativa é de que a demanda pelo livro seja enorme, e a Crown, selo da Penguin Random House, encomendou uma primeira tiragem de 3 milhões de exemplares da edição americana.

Para atender um pedido tão elevado, a editora pretende imprimir 1 milhão desses exemplares na Alemanha e organizou o transporte deles aos EUA em três navios, equipados com 112 contêineres.

Barack e Michelle Obama venderam seus livros de memórias à Crown como um pacote pelo valor recorde de US$ 65 milhões (o equivalente a R$ 362 milhões). Não parece, até agora, que a editora tenha pago mais do que os livros valem. O de Michelle, “Minha História” (“Becoming”), vendeu mais de 8,1 milhões de cópias nos EUA e no Canadá desde seu lançamento, no outono de 2018.

O livro de Barack Obama levou mais tempo para escrever. O ex-presidente começou a produzi-lo pouco depois de deixar o cargo, trabalhando em sua casa, em Washington, enquanto viajava e em Martha’s Vineyard, no verão americano deste ano. “Não há emoção que se compare à de concluir um livro, e tenho orgulho deste”, disse Obama em comunicado.

“Passei os últimos anos refletindo sobre minha Presidência, e em ‘A Promised Land’ procurei fazer um relato honesto de minha campanha presidencial e do meu tempo na Presidência: os fatos e as pessoas principais que a moldaram, minha visão dos meus acertos e dos erros que cometi, e as forças políticas, econômicas e culturais que minha equipe e eu tivemos que enfrentar na época –e que nós, como nação, ainda estamos enfrentando hoje.”

Obama disse que o livro também proporciona aos leitores uma ideia da trajetória pessoal seguida por ele e Michelle durante esse período, “com todos altos e baixos incríveis”.

Ele também tece reflexões sobre como sanar as divisões do país e espera que o livro inspire jovens a “desempenhar seu papel em reconstruir o mundo para que seja melhor”.

Muitos dos maiores livros do ano costumam ser lançados no outono, mas, segundo uma porta-voz de Obama, o ex-presidente não cogitou publicar “A Promised Land” antes da eleição porque queria concentrar seus esforços na campanha de seu ex-vice, Joe Biden, na disputa pela Casa Branca. A notícia da data de publicação do livro foi divulgada primeiro pelo New York Post.

O que é incomum neste livro de memórias presidenciais é que Obama não é apenas um político –é também um escritor. Seu primeiro livro, “A Minha Herança” (“Dreams From My Father”), foi publicado em 1995 por Peter Osnos, da Times Books.

Osnos disse que pagou um adiantamento de US$ 40 mil (R$ 223 mil) depois de o contrato original com a Simon & Schuster ser cancelado porque Obama não cumpriu o prazo estipulado para a entrega do livro.

Falando da trajetória que começou com um contrato de US$ 40 mil por um livro e chegou a outro de US$ 65 milhões, Osnos comentou: “Deve ser o maior arco na história do mundo editorial”.

“A Minha Herança” já vendeu mais de 3,3 milhões de cópias nos EUA e no Canadá, segundo a Crown, e “A Audácia da Esperança”, lançado em 2006, teve mais de 4,2 milhões de cópias vendidas.

Obama, que narrou as versões em áudio de seus livros, ganhou um Grammy de melhor álbum de palavra falada por cada um, como Michelle também recebeu por sua narração de “Becoming”. Obama também vai ler a versão em áudio de “A Promised Land”.

Ainda não foi anunciada uma data de lançamento do segundo volume de memórias presidenciais de Obama.

Tradução de Clara Allain 

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