Descrição de chapéu China

Polícia de Hong Kong invade escritório de magnata pró-democracia

Operação ocorre meses depois de Jimmy Lai ser preso por violação de nova lei de segurança

Hong Kong | Reuters

Um dos nomes mais conhecidos do movimento pró-democracia em Hong Kong, o bilionário da mídia Jimmy Lai teve um de seus escritórios invadidos pela polícia local nesta quinta-feira (15).

A ação ocorreu pouco antes de o magnata se apresentar em uma audiência, na qual encara acusações por ter participado de uma vigília não autorizada pelo regime chinês, em junho, que homenageou as vítimas do massacre da praça da Paz Celestial, em 1989.

O ativista pró-democracia Jimmy Lai (centro) conversa com jornalistas após deixar tribunal de Hong Kong nesta quinta (15)
O ativista pró-democracia Jimmy Lai (centro) conversa com jornalistas após deixar tribunal de Hong Kong nesta quinta (15) - Isaac Lawrence/AFP

Segundo Lai e um de seus assessores, Mark Simon, 14 policiais entraram no escritório, confiscando documentos e recusando-se a se identificar. Também não aceitaram aguardar a chegada de advogados do ativista, de acordo com Simon. A polícia não respondeu a pedidos de comentário.

“Eles só queriam obter algo contra mim”, disse Lai a repórteres na saída do tribunal. “Esse não é o caminho da lei. Eles simplesmente levaram tudo.”

Em agosto, o bilionário havia sido preso junto a outros ativistas pró-independência sob suspeita de conluio com forças estrangeiras, acusaçnao baseada na nova lei de segurança que pune atos que a China considere subversão, secessão e terrorismo.

Lai foi taxado de traidor por Pequim ao visitar Washington diversas vezes, onde se reuniu com funcionários do governo americano, incluindo o secretário de Estado, Mike Pompeo.

O magnata é dono da Next Digital, empresa que publica o popular Apple Daily e tem sido um dos manifestantes mais proeminentes na cidade governada pela China e crítico fervoroso de Pequim.

A lei de segurança nacional para Hong Kong, sancionada em junho, recrudesceu o controle de Pequim sobre a ex-colônia britânica, aumentando o cerco a opositores e restringindo liberdades individuais.​

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.