'Mundo está de olho em nós, temos o que eles não têm', diz Bolsonaro em nova viagem ao Nordeste

Em discurso em Piranhas, em Alagoas, presidente cita referência de Joe Biden à Amazônia

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Recife

Com a apuração presidencial nos EUA apontando vantagem para o democrata Joe Biden, o presidente Jair Bolsonaro, sem citar diretamente a Amazônia, disse nesta quinta-feira (5) que o mundo está de olho no Brasil porque “ninguém tem o que nós temos”.

Ele não mencionou as eleições americanas, mas declarou que estava de olho na política externa.

“O mundo está de olho em nós. Nós temos o que eles não têm. E, para que possamos dizer que é isso é nosso, isso passa pela união dos 210 milhões de brasileiros”, discursou em Piranhas, em Alagoas, durante inauguração de um sistema de abastecimento de água.

Durante o primeiro debate presidencial nos EUA, ao se referir à Amazônia, Biden disse que "a floresta tropical no Brasil está sendo destruída".

O presidente Jair Bolsonaro, à esq., em Piranhas (AL), ao lado do senador Fernando Collor (PROS)
O presidente Jair Bolsonaro, à esq., em Piranhas (AL), ao lado do senador Fernando Collor (Pros) - Alan Santos/Presidência

Nesta quarta-feira (4), em conversa com apoiadores em frente ao Palácio do Planalto, o presidente falou comentou a disputa presidencial nos EUA.

"Só [para] complementar aqui: o candidato democrata, em duas oportunidades, falou sobre a Amazônia. É isso que estamos querendo para o Brasil? Aí, sim, uma interferência de fora para dentro", declarou.

Em Piranhas, Bolsonaro disse que o Brasil é "uma pátria abençoada". “Acompanhamos a política externa. Ninguém tem o que temos. Para dizermos que isso é nosso, passa pela conscientização de cada um dos cidadãos brasileiros.”

Durante o evento, Bolsonaro estava acompanhado do senador e ex-presidente da República Fernando Collor (Pros).

“Fiz um convite, e ele aceitou. Com muita satisfação, está integrando nossa comitiva. É o nosso senador Fernando Collor, também um homem que luta pelos interesses do Brasil e, em especial, do seu estado”, afirmou.

Antes, Collor tinha feito elogios a Bolsonaro e dito que o presidente demonstra ter priorizado o Nordeste e Alagoas.

“É importante que possamos entender o simbolismo dessa visita de Bolsonaro, que foi eleito pelo voto popular. Demonstra carinho e amor pelo Nordeste”, disse o senador.

O ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) lembrou que a obra do Canal do Sertão foi idealizada quando Collor era governador de Alagoas.

Os primeiros trechos da obra foram inaugurados em 2013, durante gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O presidente e sua comitiva deveriam ter pousado inicialmente na cidade de Paulo Afonso, na Bahia. Devido ao mau tempo, a aterrissagem ocorreu em Aracaju. De lá, em dois helicópteros, a comitiva presidencial se deslocou para Piranhas.

Enquanto esperava o novo embarque no aeroporto de Aracaju, o presidente, que não usava máscara, foi até uma lanchonete. Comeu pastel e conversou com apoiadores, causando aglomeração.

Em Piranhas, Bolsonaro também anunciou a liberação de R$ 14,8 milhões que serão empregados em outra etapa do chamado Canal do Sertão.

Surfando na melhora dos índices de aprovação do governo provocada pelo auxílio emergencial, é a nona visita de Bolsonaro ao Nordeste desde junho.

Ele já esteve em Imperatriz (MA), Penaforte (CE), Raimundo Nonato (PI), Campo Alegre de Lourdes (BA), São Desidério (BA), Aracaju (SE), Mossoró (RN), Coremas (PB) e São José do Egito (PE).

Após o evento, o presidente retornou a Brasília.

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