No G20, Trump defende saída do Acordo 'injusto' de Paris

Estados Unidos abandonaram formalmente tratado no início de novembro

Riad (Arábia Saudita) | AFP

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu neste domingo (22) a decisão de retirar o país do Acordo de Paris, que ele chamou de injusto e unilateral, durante reunião virtual do G20, com sede em Riad, na Arábia Saudita. O acordo foi assinado em 2015 por 195 países.

"O acordo não foi projetado para salvar o meio ambiente. Foi projetado para matar a economia americana."

Presidente dos Estados Unidos Donald Trump (canto superior direito) durante conferência do G20. O encontro foi feito por videoconferência devido à pandemia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro por videoconferência - Yves Herman - 21.nov.20/AFP

Trump acrescentou que se recusa a "entregar milhões de empregos americanos e a enviar trilhões de dólares aos piores poluidores e transgressores ambientais do mundo".

Defensor da indústria de combustíveis fósseis e cético em relação à crise climática global, o republicano anunciou em novembro de 2019 que tiraria o país do trato em um ano. No começo deste mês, cumpriu a ameaça e retirou oficialmente os EUA do pacto.

O presidente americano também segue em cruzada contra o resultado das eleições, mesmo após recontagem de votos em alguns estados-chave e confirmação da vitória de Joe Biden.

Como presidente eleito, o democrata prometeu se unir novamente ao Acordo de Paris em seu primeiro dia como líder do país. Ele também propôs um plano de longo prazo no valor de US$ 1,7 trilhão para zerar as emissões de carbono americanas até 2050. O país é o segundo maior emissor do mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento na Casa Branca, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento na Casa Branca, em Washington - Mandel Ngan - 20.nov.20/AFP

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, também participou do evento e, em resposta à pressão internacional sofrida pelo Brasil diante da política ambiental e das queimadas pelo país, voltou a atacar os países que criticam seu governo.

"O que apresento aqui são fatos, e não narrativas. São dados concretos e não frases demagógicas que rebaixam o debate público e, no limite, ferem a própria causa que fingem apoiar", disse, ignorando os dados que apontam recordes de desmatamento e incêndios florestais durante sua gestão.

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