Descrição de chapéu terrorismo

Número 2 da Al Qaeda foi morto em Teerã por enviados de Israel, segundo jornal

Abu Muhammad al-Masri é acusado de planejar ataques contra embaixadas na África

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São Paulo

Considerado número 2 do grupo terrorista Al Qaeda, Abu Muhammad al-Masri foi morto a tiros em Teerã, segundo o New York Times, que obteve a informação de quatro funcionários da inteligência dos EUA.

Al-Masri teria sido morto em 7 de agosto, por dois atiradores de moto que o atacaram na capital do Irã, enquanto ele dirigia seu carro. Os assassinos foram enviados por Israel, a pedido de Washington, em uma missão secreta. Além de Al-Masri, o ataque também matou sua filha, Miriam. Ela era viúva de Hamza bin Laden, filho de Osama bin Laden, ex-lider da Al Qaeda, morto pelos EUA em 2011.

Cartaz do FBI mostra Abu Muhsin al-Masri como um dos integrantes da lista de terroristas mais procurados da polícia federal americana
Cartaz do FBI mostra Abu Muhsin al-Masri na lista de terroristas mais procurados - Reprodução FBI

A nova versão contradiz um anúncio feito pelo Afeganistão em outubro: autoridades daquele país disseram que haviam matado Al-Masri lá. Na época, o governo americano não se pronunciou.

Teerã negou a informação divulgada pelo jornal, chamando-a de "informação inventada", e disse que não há "terroristas" da Al Qaeda em solo iraniano. "De tempos em tempos, Washington e Tel Aviv tentam ligar o Irã a esses grupos por meio de mentiras e vazamentos de informações falsas a fim de se eximir de sua reponsabilidade pelas atividades criminosas desse grupo e outros grupos terroristas na região", disse a chancelaria iraniana em nota.

Integrante da lista de terroristas mais procurados do FBI, a polícia federal americana, Al-Masri foi acusado de fornecer recursos a uma organização terrorista estrangeira e de conspirar para assassinar americanos.

Al-Masri é considerado um dos mentores dos ataques a embaixadas americanas na África em 1998.

Batizado Husam Abd-al-Ra’uf, ele era conhecido pelo apelido de sua nacionalidade: "al-masri" significa "o egípcio". Em 2001, a Al Qaeda foi a responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro, nos EUA.

O fato de Al-Masri estar no Irã foi visto com surpresa, pois o país é inimigo da Al Qaeda. O grupo jihadista é ligado aos sunitas, enquanto o Irã é um governo teocrático xiita. Cada um dos lados tem visões diferentes sobre os preceitos do islamismo.

Uma operação de assassinato em Teerã feita a mando dos americanos pode complicar ainda mais a relação entre o país persa e os EUA. No começo deste ano, os dois países quase entraram em guerra depois de o general iraniano Qassim Suleimani ser morto por um ataque americano no Iraque.

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