Descrição de chapéu Coronavírus

Seu filho teme que o Papai Noel não apareça devido à Covid? Boris Johnson tem um conselho

Premiê britânico recebeu carta de menino com dúvidas sobre deixar desinfetante para as mãos junto com biscoitos para o bom velhinho

Londres | Reuters

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, publicou nesta quarta-feira (25) uma carta enviada por um menino de oito anos com dúvidas sobre a presença do Papai Noel em meio à pandemia de coronavírus.

No recado manuscrito, o garoto, chamado Monti, perguntou se o Papai Noel viria se ele deixar um desinfetante para as mãos junto com os biscoitos. "Eu entendo que você é muito ocupado, mas você e os cientistas podem, por favor, falar sobre isso?", questiona Monti.

O premiê britânico, Boris Johnson, gesticula durante entrevista coletiva em Londres
O premiê britânico, Boris Johnson, gesticula durante entrevista coletiva em Londres - Leon Neal - 5.nov.20/AFP

Em resposta, Boris disse que milhões de crianças estão perguntando a mesma coisa. "Só para ter certeza, liguei para o Polo Norte e posso te dizer que o Papai Noel está pronto e ansioso para ir, assim como Rudolph e todas as outras renas", escreveu o premiê.

"Deixar o desinfetante com os biscoitos é uma excelente ideia para ajudar a prevenir a propagação do vírus —e usá-lo você mesmo. Lavar suas mãos regularmente é exatamente o tipo de coisa que vai colocar você e seus amigos na lista de bons meninos."

Em abril, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, deu resposta semelhante às crianças neozelandesas atribuindo ao coelho da Páscoa o status de trabalhador essencial.

Ela alertou as crianças, contudo, "que caso o coelho da Páscoa não chegue até a sua casa, precisamos entender que é um momento um pouco difícil para que ele chegue a todos os lugares".

Outra agraciada no país com o status de essencial —geralmente reservado a profissionais de saúde e entregadores— foi a 'fada do dente', personagem que recompensa com uma pequena quantia de dinheiro crianças que deixam sob o travesseiro dentes de leite que caíram.

Jacinda acrescentou que, naquele momento, ambos os personagens podem estar "bem ocupados em suas casas, com suas famílias e seus próprios coelhinhos".

Se os premiês de Reino Unido e Nova Zelândia tiveram tato para abordar o assunto com crianças, o mesmo não pode ser dito sobre o atual presidente dos EUA, Donald Trump.

Em dezembro de 2018, uma garota de sete anos conversou por telefone com o republicano na noite de Natal e afirmou ainda acreditar em Papai Noel. A conversa entre os dois viralizou porque Trump lançou dúvidas sobre a existência do bom velhinho ao perguntar se Collman Lloyd ainda acreditava na figura.

Em seguida, após descobrir a idade da criança, o presidente pergunta: "Aos sete anos, não é [algo] insignificante?". "Sim, senhor", respondeu ela. Depois, Collman admitiu ao jornal americano Post and Courier que não sabia o significado da palavra usada pelo presidente —"marginal"— para se refeir à pequena quantidade de crianças dessa idade que acredita em Papai Noel.

A garota acrescentou que, após conversar com o líder americano, ela e sua família deixaram biscoitos e leite achocolatado para o Papai Noel na véspera do Natal. Na manhã seguinte, as lembranças haviam sumido e embaixo de sua árvore de Natal havia um presente com o nome de Collman no embrulho.

A cena se passou na sala de jantar da Casa Branca. O presidente e a primeira-dama, Melania Trump, sentados ao lado de duas imensas árvores de Natal, receberam telefonemas de crianças americanas.

Elas ligaram na esperança de falar com o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad, na sigla em inglês), que monitora em tempo real os movimentos do Papai Noel ao redor do mundo na véspera de Natal, e alguns dos telefonemas foram transferidos para Trump e Melania.

À época, o jornal The New York Times noticiou o ocorrido com o seguinte título: "Crianças, por favor não leiam essa texto sobre o que Trump perguntou a uma garota de sete anos sobre o Papai Noel".

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