Maior vulcão da Europa ilumina noite na Sicília; veja imagens

Com 3.300 metros de altura, Etna tem as crateras mais ativas do continente; jorros mais recentes chegam a 1.550 metros

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À noite, jorro de magma incandescente e fumaça saem de cratera de vulcão

Vistos do vilarejo de Fornazzo, na Sicília, jorros de lava saem de uma das crateras do vulcão Etna, o mais ativo da Europa Antonio Parrinello - 23.fev.2021/Reuters

Bruxelas

O vulcão mais alto —e um dos mais ativos— da Europa, o Etna, está fazendo a festa dos fotógrafos e dos vulcanologistas nesta semana, com jorros que projetam lava a até 1.500 metros e produzem gigantescas nuvens de fumaça laranja.

Cartão-postal da Sicília, na Itália, o Etna tem 3.300 metros e há registros de sua atividade há 2.700 anos. A última grande erupção foi em 1992, e uma das mais violentas, em 1789 —quando as fontes de lava chegaram a 3.000 metros de altura. Apesar do espetáculo—que, segundo relatos, deixava as noites claras—, ela foi menos destrutiva que a de 1669, quando dezenas de cidades foram cobertas de lava, que percorreu cerca de 30 km e chegou até a costa.

“Esta é certamente a explosão mais forte na cratera do sul que foi descoberta em 1971. Não vimos essas altas explosões há anos, mas no momento não há risco para a população, além da fumaça que pode criar problemas respiratórios por algumas horas, e as cinzas que cobrem edifícios e ruas”, disse ao jornal britânico Guardian o vulcanologista Marco Neri, do INGV (instituto nacional italiano de geofísica e vulcanologia).

Na erupção deste ano, as cinzas já chegaram à cidade de Catânia, 57 quilômetros ao sul da cratera, e interromperam o tráfego aéreo. Em rede social, o também vulcanologista do INGV disse que a erupção desta madrugada foi ainda mais surpreendente que a da noite anterior.

As imagens espetaculares são na verdade fruto de uma atividade considerada "normal" pelos especialistas para um vulcão que expele o que chamam de magma primitivo —que vem de camadas mais profundas e tem mais gás, o que provoca jorros mais altos de lava.

A erupção mais recente teve início no começo de fevereiro, acompanhada de tremores, e foi registrada por satélites da Agência Espacial Europeia. A manifestação desta semana começou às 22h de segunda (22) (horário local, 18h no Brasil).

A mais longa erupção já registrada começou em julho de 1614 e durou dez anos, expelindo lava suficiente para cobrir 21 quilômetros quadrados (área maior que a do arquipélago de Fernando de Noronha).

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