Manifestantes protestam depois de familiares e aliados do governo furarem fila de vacina na Argentina

Escândalo foi chamado de 'vacina gate'; Ministério da Saúde mantinha uma espécie de centro de imunização VIP

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Buenos Aires

Centenas de pessoas se reuniram em vários pontos de Buenos Aires, a partir das 17h deste sábado (27), para protestar contra o escândalo chamado de "vacina gate".

Nas últimas semanas, revelou-se que, pelo menos, 70 pessoas haviam furado a fila para receber a vacina contra o coronavírus. Foram políticos, assessores, ex-presidentes, familiares e até mesmo jornalistas de veículos alinhados ao governo.

Manifestantes protestam, em frente à Casa Rosada, contra o governo devido a escândalo sobre vacinas contra o coronavírus
Manifestantes protestam, em frente à Casa Rosada, contra o escândalo de fila de vacinas - Alejandro Pagni/AFP

O escândalo já derrubou o então ministro de saúde, Ginés González García, que foi levado a renunciar depois que o jornalista Horácio Verbitsky, próximo a Cristina Kirchner, relatou que tinha sido convidado a furar a fila.

Ao longo da semana, a Justiça levou adiante algumas buscas e apreensões em locais onde há a suspeita de que foram usados como centro de vacinação para estes selecionados.

Alguns dos lugares em que isso ocorreu foi no hospital Posadas, um dos maiores da Argentina, e no próprio edifício do Ministério da Saúde.

Os pontos de encontro para a marcha foram vários —o Obelisco e a praça do Congresso entre eles. A ideia era caminhar ou ir de carro até a praça de Maio. Havia outra convocação para ocorrer diante da Residência de Olivos, onde vivem o presidente Alberto Fernández e sua família.

Os manifestantes, neste início de protesto, levavam bandeiras argentinas e cartazes com inscrições contra o governo e pedindo vacinas à população.

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