Descrição de chapéu Coronavírus

EUA incluirão Coronavac entre vacinas aceitas para entrada de estrangeiros

Novas regras de viagem incluem permissão de ingresso a quem receber qualquer imunizante aprovado pela OMS

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Washington | Reuters

Os Estados Unidos passarão a permitir, no mês que vem, a entrada de viajantes de outros países, desde que eles estejam vacinados contra a Covid-19 com algum dos imunizantes aprovados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em entrevista à agência de notícias Reuters, uma porta-voz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) disse que as vacinas autorizadas pela OMS "atenderão aos critérios para viagens aos EUA". Atualmente, a lista da entidade inclui, para uso emergencial, os imunizantes Coronavac, Pfizer/BioNTech, AstraZeneca, Janssen, Moderna e Sinopharm.

Embora prazos e detalhes das novas regras ainda não tenham sido divulgados, o anúncio indica que as restrições de entrada impostas a viajantes com passagem pelo Brasil, por exemplo, podem ser flexibilizadas.

Passageiros fazem fila no aeroporto internacional de Miami, na Flórida - Joe Raedle/Getty Images - 3.set.21/AFP

No mês passado, o país havia anunciado que voltaria a permitir a entrada de viajantes do Brasil e de outros 32 países a partir de novembro, desde que estivessem vacinados. Na ocasião, o coordenador da resposta à pandemia na Casa Branca, Jeff Zients, mencionou que poderia haver variações nas regras de acordo com a marca dos imunizantes aceitos pelos EUA. A decisão, segundo Zients, caberia ao CDC.

Nesta sexta, a porta-voz do órgão disse que as companhias aéreas foram informadas sobre os requisitos no início da semana para que preparem seus sistemas. "O CDC divulgará orientações e informações adicionais assim que os requisitos de viagem forem finalizados", acrescentou.

A definição de quais fármacos seriam aceitos vinha sendo discutida com o governo americano. Alguns países pressionaram a administração de Joe Biden a aceitar a lista de vacinas da OMS, já que nem todos os imunizantes aprovados pelo FDA, a agência reguladora americana, são amplamente utilizados em outras partes do mundo. Em sua campanha, os EUA têm aplicado os imunizantes Pfizer, Janssen e Moderna.

O plano para o próximo mês, que reverte em partes a imposição de restrições feita em março de 2020, é retomar as permissões de entrada gradualmente. Ainda que estejam com o esquema de vacinação completa, os viajantes que quiserem voar aos EUA deverão apresentar testes de Covid-19 com resultado negativo e data de até três dias antes da viagem. Em solo americano, por outro lado, os imunizados não serão mais obrigados a cumprir quarentena.

O CDC também aguarda uma revisão feita pela Casa Branca acerca de novas formas de acompanhamento epidemiológico dos viajantes internacionais. O planejamento inclui uma ordem às companhias aéreas exigindo que sejam coletados números de telefone e endereços de email dos viajantes para viabilizar um novo sistema de rastreamento de contatos e monitoramento de sintomas.

Nesta quinta-feira (7), a OMS e a ONU definiram uma estratégia para que 40% da população global esteja vacinada até o final deste ano. Entre as medidas anunciadas, há uma orientação para que os países evitem medidas e restrições diferentes para pessoas vacinadas com produtos já incluídos na lista de uso emergencial da OMS —como, por exemplo, a Coronavac, usada no Brasil. ​

Segundo as instituições, não faz sentido que alguns países obriguem viajantes protegidos por esses imunizantes a fazer quarentenas, já que eles tiveram sua eficácia, segurança e qualidade de fabricação atestados pelos órgãos reguladores.

Também foi ressaltado o fato de que, por causa dessas restrições, pessoas que já estão completamente vacinadas acabam tomando doses extras de produtos diferentes apenas para facilitar viagens, o que é um problema sério tanto de saúde quanto de desperdícios de recursos já escassos.

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