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Polícia argentina prende suspeito de ataque com bomba ao jornal Clarín

Homem é um uruguaio de 44 anos simpatizante do anarquismo, segundo o veículo

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São Paulo

A polícia argentina prendeu nesta sexta-feira (26) o primeiro suspeito de ter participado de um ataque com bombas contra a sede do jornal Clarín.

De acordo com reportagem do próprio veículo, trata-se de um uruguaio de 44 anos, identificado como Martín Michell Gallarreta Albin, que foi encontrado após a análise de imagens de câmeras de segurança da região. Mais de 400 delas fazem parte da perícia do caso.

Grupo de encapuzados, à dir, ataca a entrada da sede do jornal Clarín, o maior da Argentina, com bombas incendiárias
Imagem de câmera de segurança mostra ataque à entrada da sede do jornal Clarín, o maior da Argentina - Reprodução/Clarín

O jornal afirma que Albín encontrou os agentes quando voltava da comemoração da vitória do River no Campeonato Argentino.

O ataque ocorreu às 23h05 da última segunda-feira (22), em Buenos Aires, quando um grupo de nove pessoas encapuzadas lançou pelo menos sete coquetéis molotov —tipo de bomba caseira em que se coloca um líquido inflamável dentro de uma garrafa de vidro— contra o prédio de um dos principais veículos do país.

Os artefatos danificaram a fachada e provocaram um princípio de incêndio na entrada, sem deixar feridos. O corpo de bombeiros chegou minutos depois, mas não precisou intervir, porque os focos se extinguiram sozinhos.

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De acordo com o Clarín, o suspeito tem publicações anarquistas em suas redes sociais e se mostra simpatizante do La Cámpora, grupo político juvenil que apoia a vice-presidente Cristina Kirchner e o presidente Alberto Fernández.

No início da semana, Fernández repudiou o atentado. Em uma rede social, escreveu: "A violência sempre perturba a convivência democrática. Esperamos que os fatos sejam esclarecidos e os autores, identificados".

Outros políticos, como o ex-presidente Mauricio Macri, e entidades de imprensa e direitos civis de todo o país também se manifestaram.

O Grupo Clarín, maior conglomerado de mídia da Argentina —além de editar o jornal homônimo a empresa é dona do esportivo Olé e dos canais de TV Trece e Todo Noticias—, divulgou comunicado condenando o ataque, que chamou de "expressão violenta de intolerância", e pedindo esclarecimento e punição urgentes.

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