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Protesto contra restrições por causa da Covid termina com 30 presos na Holanda

Reuniões de mais de duas pessoas estão proibidas no país; ato termina com 4 policiais feridos

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Amsterdã e Haia | Reuters e AFP

A polícia holandesa entrou em confronto com uma multidão de milhares de pessoas que se reuniram em Amsterdã, neste domingo (2), para protestar contra medidas de restrição impostas pelo governo para conter o avanço da Covid-19.

Os agentes agiram com cassetetes e cães para dispersar o ato.

A prefeita da capital holandesa, Femke Halsema, autorizou a polícia a retirar os manifestantes da praça dos Museus depois que eles desrespeitaram a proibição de promover reuniões e passeatas, imposta em meio à mais recente onda de infecções por coronavírus.

Manifestantes se reúnem em Amsterdã contra medidas de restrição para frear avanço da Covid - Piroschka van de Wouw/Reuters

Os confrontos terminaram com a prisão de 30 manifestantes e quatro policiais feridos, de acordo com um comunicado das forças de segurança.

Gritando palavras de ordem como "poder para o povo", a maioria dos manifestantes não usava máscaras e ignorava o distanciamento social. Sob as atuais restrições, estão proibidas reuniões públicas de mais de duas pessoas no país.

O governo do primeiro-ministro Mark Rutte determinou um novo lockdown no dia 19 de dezembro. As novas regras estabelecem o fechamento de todos os estabelecimentos de serviços não essenciais, como restaurantes, salões de beleza, academias, cinemas e museus, até pelo menos 14 de janeiro.

Como outros países europeus, a Holanda impôs as medidas num esforço para evitar uma nova onda da variante ômicron do coronavírus, que poderia sobrecarregar um sistema de saúde já pressionado.

Em ascensão desde o fim de outubro, o total de infecções no mundo cresceu mais de 80% desde 1º de dezembro, em meio à disseminação da cepa identificada inicialmente na África do Sul.

Os números também estão muito acima da onda mais grave que o planeta já havia enfrentado, em abril deste ano. O diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, descreveu a atual onda de infecções como "um tsunami de casos".

A média de mortes, porém, continua abaixo da registrada em ondas anteriores da doença —o que, segundo especialistas, pode ser creditado à eficiência da vacinação.

Para os especialistas, a expectativa é a de que a ômicron avance ainda mais com a reabertura das escolas na próxima semana após as festas de fim de ano. Médicos afirmam que ainda é cedo para determinar se a variante causa doenças mais graves nos mais jovens, mas apontam que a alta transmissibilidade é um fator-chave para entender o aumento das hospitalizações.

Com isso, vários países têm ampliado as restrições. A Grécia proibiu música em bares e restaurantes, além de limitar seu funcionamento a até no máximo meia-noite —no Ano Novo, a autorização se estende até as 2h, mas sempre sem música.

Manifestantes saem em marcha contra medidas de restrição contra a Covid-19, em Amsterdã - Piroschka van de Wouw/Reuters

A França também determinou que os bares fechem até as 2h e decidiu proibir as boates. Além disso, limitou as aglomerações, proibiu público em pé em shows, restringiu o serviço em restaurantes a consumidores sentados e voltou a incentivar trabalho remoto e uso de máscaras em ambientes externos.

Portugal, uma das nações mais vacinadas do mundo, mandou fechar bares e casas noturnas até 9 de janeiro, período em que o trabalho remoto também será obrigatório, e limitou reuniões públicas a no máximo dez pessoas. A Alemanha também anunciou limite de dez pessoas para reuniões e o fechamento de casas noturnas, além de suspender o público em partidas de futebol.

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