Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
26/07/2010 - 13h59

Irã se diz pronto para negociação nuclear sem impor condições

Publicidade

DA REUTERS, EM TEERÃ (IRÃ)

O Irã está pronto para retornar às negociações sobre a troca de combustível nuclear sem impor condições, disse nesta segunda-feira o enviado iraniano à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), segundo a agência oficial de notícias Irna.

A AIEA confirmou ter recebido a resposta de Teerã aos questionamentos do Grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia e França) sobre o acordo de troca de combustível nuclear feito pelo Brasil, Turquia e a República Islâmica.

Referindo-se à carta, Ali Asghar Soltanieh disse que a mensagem "clara" "foi a disposição total do Irã para realizar negociações sobre o combustível para o reator de Teerã, sem qualquer condição."

O Grupo de Viena rejeitou o acordo fechado por Irã, Brasil e Turquia em maio passado, segundo o qual os iranianos enviariam 1.200 quilos de urânio à Turquia para receber em até um ano 120 quilos de combustível nuclear entregues pelo grupo.

As potências alegam que o estoque iraniano já passa dos 1.200 quilos e que o documento não impede o país de manter o enriquecimento de urânio a 20% em seu território.

O recebimento da carta pela AIEA ocorre no mesmo dia em que os chanceleres da União Europeia (UE) aprovaram um novo pacote de sanções ao Irã, alegando como causa a falta de transparência sobre o programa nuclear iraniano.

Para Catherine Ashton, chefe de diplomacia do bloco, somadas às medidas já aprovadas no mês passado, as novas punições formam agora um 'conjunto de sanções completo' contra Teerã.

As novas medidas vão mais longe que as adotadas em junho pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o Irã por sua negativa de suspender suas atividades de enriquecimento de urânio, que o Ocidente vê como prelúdio para a fabricação da bomba atômica. Teerã nega as acusações e sustenta que as atividades são pacíficas.

Em particular, o bloco sediado em Bruxelas decidiu proibir qualquer investimento europeu, assistência técnica ou transferência tecnológica no setor do gás e do petróleo.

Apesar de o Irã ser o quarto produtor mundial de petróleo, até 40% de sua gasolina é importada porque o país carece de capacidade de refino para satisfazer sua demanda interna.

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página