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06/10/2010 - 22h38

Taleban apresenta condições para negociações oficiais de paz, diz autoridade

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DA ASSOCIATED PRESS, EM CABUL

Representantes do Taleban têm mantido contatos periódicos e discretos com representantes afegãos e americanos por meses, mas não pretendem se engajar em negociações de paz formais até que os Estados Unidos concordem com uma agenda da retirada de tropas estrangeiras, segundo uma autoridade da inteligência do Paquistão e membros de um recém-formado conselho de paz do Afeganistão.

Hamid Gul, ex-chefe do principal serviço de inteligência do Paquistão, que manteve por muito tempo ligações com o Taleban, disse que os insurgentes apresentaram três pré-condições para negociações formais: uma agenda para a retirada das tropas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), libertação de todos os talebans presos e um acordo para retirar o rótulo de terrorista que foi dado ao movimento religioso após os ataques de 11/9 contra os EUA.

A Casa Branca disse nesta quarta-feira que o presidente Barack Obama apoia tentativas do governo afegão de começar conversas de paz com líderes do Taleban, mas ainda quer que os insurgentes renunciem à violência e deixem de apoiar a rede terrorista Al Qaeda.

Já o secretário de imprensa Robert Gibbs disse que os EUA não estão participando de nenhuma conversa do tipo. "Isso é sobre o Afeganistão", ele disse. "Isso tem de ser feito pelos afegãos."

ENCONTROS

O jornal americano "Washington Post" informou nesta terça-feira o início de conversas secretas entre representantes do Taleban e do governo do Afeganistão, para pôr fim à guerra no país.

O jornal citou fontes afegãs e árabes dizendo que acreditam pela primeira vez que os líderes do Taleban estão totalmente autorizados a falar em nome do Quetta Shura, o conselho que comando o Taleban no Afeganistão, e seu líder, mulá Mohammad Omar.

Por outro lado, outros paquistaneses e afegãos ligados ao tema insistem que todos os contatos foram limitados a trocas de mensagens indiretas, usando mediadores, que incluem ex-membros do Taleban. Esses contatos foram descritos como de exploração, com todos os lado tentando entender a posição do outro.

O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, disse hoje que apesar de os EUA terem visto altos representantes do Taleban se aproximando do governo afegão, "ainda é muito cedo para sugerir que há um movimento mais amplo --que a maré está virando para a reintegração e a reconciliação."

Por sua parte, o Taleban nega tais contatos insistentemente, dizendo que não vão discutir a paz enquanto os soldados dos EUA e da Otan estiverem no país.

Vários paquistaneses e afegãos insistem que representantes da CIA (agência de inteligência americana) mantiveram encontros secretos com altos líderes do Taleban. Ao menos duas rodadas de encontros foram mantidas na província paquistanês de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, segundo um ex-membro do Taleban que não quis ser identificado por questões de segurança.

Ele disse que as conversas foram mantidas no local entre as cidades de Peshawar e Mardan, e incluíram Qudratullah Jamal, ex-ministro de Informação do Taleban.

A CIA nega que tais encontros tenham acontecido, mas não soube dizer se representantes do governo americano se encontraram com talebans.

 

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