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02/08/2011 - 18h27

Dilma diz que acordo nos EUA "evita o pior", mas faz alerta

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ANA FLOR
DE BRASÍLIA

Pouco antes de o Congresso dos EUA aprovar o acordo que aumenta o teto da dívida norte-americana, colocando fim à crise que ameaçava o país com o risco da moratória, a presidente brasileira, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que o acordo "evitava o pior", mas que um "longo período de tensão econômica" seguirá.

Repetindo a fala da última semana, em que ao lado da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou ser necessário "blindar" as economias emergentes, Dilma foi mais dura nesta terça-feira ao acusar países desenvolvidos de impor aos emergentes um "opressivo desequilíbrio cambial".

A desvalorização do dólar, que tem entre as causas o gasto excessivo do governo norte-americano, é visto como uma ameaça para a indústria e exportações brasileiras.

No discurso durante o lançamento da nova política industrial brasileira, batizada de Plano Brasil Maior, Dilma voltou a chamar de "insensatez" a dificuldade de acordo.

"O mundo viverá um longo período de tensão econômica, resultado dramático da insensatez, da incapacidade política e da supremacia de ambições regionais ou corporativas de alguns países sobre as necessidades globais", disse a presidente.

Assim como o presidente dos EUA, Barack Obama, que após assinar a lei que aumenta o teto da dívida pediu ao Congresso políticas que incentivem a criação de empregos, Dilma citou novos postos de trabalho, e a proteção do emprego no Brasil, como uma prioridade para vencer o atual momento econômico.

"É imperativo defender a indústria brasileira e nossos empregos da concorrência desleal, da guerra cambial, que reduz nossas exportações", afirmou ela.

 

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