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03/08/2011 - 21h26

Graziano reconhece dificuldade em garantir ajuda à Somália

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FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

Eleito como novo diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o brasileiro José Graziano reconheceu que a entidade ainda "patina" na tarefa de distribuição de alimentos à Somália, país africano onde a ONU já declarou haver cinco zonas críticas de fome.

Graziano ressaltou, no entanto, que o Programa Mundial de Alimentos (PMA), das Nações Unidas, é o principal ator na distribuição dos mantimentos e que a FAO esteve atenta à situação de insegurança alimentar no Chifre da África.

"O nosso diagnóstico é de que o alerta foi dado há tempo: há dois anos a FAO tem rememorado as dificuldades da região, que passou por uma seca de um ano, que se repetiu no segundo ano...Os mecanismos de alerta temprano funcionaram (...). Mais uma vez nós patinamos na hora de efetivar a ajuda", afirmou Graziano nesta quarta-feira (3) em coletiva no Palácio do Itamaraty.

O novo diretor-geral da FAO afirmou que, quando assumir o cargo na agência, em janeiro de 2012, pretende dedicar atenção especial a uma melhor coordenação entre as diferentes agências da ONU. Graziano apontou uma "falta de mecanismos operativos específicos" para tratar de situações de fome em países em situação de guerra, como é o caso da Somália.

"Isso não é uma coisa fácil de fazer, nem tem nenhuma bala de prata, uma receita mágica. (...) Eu não tenho nenhum pudor ou vergonha de dizer explicitamente que eu não sei qual é a solução, mas sei que nós temos que encontrar uma rapidamente."

 

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