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18/08/2011 - 19h05

Ativista indiano preso Anna Hazare prega a não violência, diz amigo

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ELEA ALMEIDA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O indiano Anna Hazare, 74, senta no chão com suas vestimentas brancas e fica calado, sem comer durante dias e sem brigar. É assim que o ativista social protesta contra a corrupção no governo da Índia e cativou milhares de pessoas, que saíram às ruas para pedir por sua liberdade.

Hazare foi preso pela polícia na terça-feira (16), após começar uma greve de fome em protesto contra políticos corruptos na administração indiana.

Segundo o líder espiritual Yogi Arwind, que conhece o ativista há mais de 20 anos, Hazare é defensor da não violência e, por isso, nunca tentou resistir à prisão e até preferiu ficar dentro dela para conseguir chegar a um acordo e poder se manifestar. Isso faz parte da filosofia promovida por Mahatma Gandhi, de quem o ativista é seguidor.

Danish Siddiqui/Reuters
Seguidor de Mahatma Gandhi, Anna Hazare ajusta os óculos durante entrevista no distrito de Ahmednagar
Seguidor de Mahatma Gandhi, Anna Hazare ajusta os óculos durante entrevista no distrito de Ahmednagar

A respostas às manifestações foram prisões em massa --estima-se que, somente em Nova Déli, 2.600 tenham sido detidos. Após um acordo alcançado com as autoridades, o ativista deve ser solto amanhã e poderá ficar sem comer por 15 dias.

"Anna Hazare preenche um grande vácuo deixado na Índia no combate à corrupção, função que deveria ser da mídia e da oposição", diz Arwind. "Por isso, ele conseguiu o apoio de tanta gente. É visto como a pessoa mais honesta que existe".

Arwind, que acompanha de perto os trabalhos de Hazare, conta que o ativista iniciou um movimento contra a corrupção em 1991 e fez com que seis ministros fossem retirados do governo e outros 400 funcionários fossem demitidos, sempre com greves de fome e sem enfrentar ninguém violentamente.

Apesar da visibilidade e influência do ativista, Hazare, que já fez parte do Exército, não tem ambições de ingressar na política e concorrer a cargos públicos para promover o combate à corrupção internamente.

"Ele é muito popular e receberia o apoio dos indianos, mas ele não quer ser político. Prefere fazer o que sempre fez: suas manifestações pacíficas", afirma Arwind.

Gurinder Osan/Associated Press
Ativista indiano, Hazare fica em postura de meditação durante greve de fome pública em Nova Déli
Ativista indiano, Hazare fica em postura de meditação durante greve de fome pública em Nova Déli
 

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