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Leitores comentam disciplina sobre 'golpe de 2016'

Após UnB, Unicamp cria curso sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff

Resultado da votação final da sessão no Senado do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff
Resultado da votação final da sessão no Senado do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff - Alan Marques - 31.ago.2016/Folhapress

Universidades

O editorial (“Golpes de insensatez”) contra a disciplina que vou ministrar na UnB (Universidade de Brasília) revela um entendimento primário da universidade e da pesquisa científica e, ao lançar acusações de alinhamento partidário, uma abissal ignorância quanto à bibliografia do curso. Mas não seria mesmo da Folha que se esperariam lições de respeito à democracia.

Luis Felipe Miguel, professor da UnB (Brasília, DF)

 

Parabéns à iniciativa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para ajudar a entender um momento complexo da nossa história. A disciplina poderia ser online, para atender à demanda de outras cidades, como o Rio de Janeiro.

Arthur Augusto da C. Carvalho (Niterói, RJ)

 

Chamar de estudo da história do Brasil uma disciplina criada em 2018 cujo conteúdo é o que ocorreu um ou dois anos atrás é muito mais próximo de um debate político do que de um curso de história. Chamar de golpe um processo que seguiu e respeitou todo o processo político e jurídico de uma democracia estabelecida é, no mínimo, um desrespeito às instituições. O que é mais desconfortável é o fato de eu financiar esses movimentos estapafúrdios com o suor do meu trabalho.

Ariosto Pereira (São José dos Campos, SP)


Intervenção no Rio

O decreto de Michel Temer não tem como finalidade reduzir a violência. O desfile de militares pelas ruas é politicamente eficiente: dialoga com o medo da população e garante aplausos. O fracasso da reforma previdenciária impulsionou a tomada de uma medida populista. Ora, se o pretexto para a intervenção federal é a garantia da segurança pública, por que não intervir em estados com índices de violência superiores, como o Ceará? Qual o real critério que rege o emprego das Forças Armadas?

Beatriz Brichucka de Paiva (Guarulhos, SP)


Polícia Federal

A situação de Fernando Segovia ficou insustentável após as suas declarações de grave teor. O caso mostra, de qualquer forma, o despreparo dos governantes para lidar com a coisa pública (“Policiais reclamam de clima de instabilidade”). 

Alexander Pereira da Silva (Brasília, DF)


Ministério da Segurança

Considerando-se que o estado do Rio de Janeiro não é uma exceção no que tange à incapacidade dos estados de gerir seus graves problemas de segurança, penso que corremos o sério risco de o governo federal ter de intervir em outras áreas que se apresentem caóticas, seja pela falta de verbas, seja pela incompetência dos agentes políticos, comprometendo a autonomia dos estados.

Rodolpho O. Sverzutti Cava (Cafelândia, SP)


Previdência

Muito esclarecedora a coluna de Antonio Delfim Netto. Não se nega a necessidade de revisão da Previdência, visto que educação, saúde e segurança precisam de maior nível de recursos para atender às necessidades da população. No entanto, a atual proposta de reforma da Previdência deixa intocáveis diferenças salariais. Ou seja, os maiores privilégios ficam intactos.

Maria Aparecida Mezzalira Gomes (Jundiaí, SP)

 

A sociedade não enxerga a bomba-relógio em que está sentada. Ela prefere rifar o futuro de seus filhos a entender que, caso não haja reformas profundas e sustentáveis em nosso regime, não haverá como garantir a Previdência das futuras gerações.

Eduardo Leivas Bastos (Novo Hamburgo, RS)


Imposto aos bancos

Castigar setores que têm maior eficiência não é a solução  (“Exemplo húngaro para sair da crise”). Medidas como controlar gastos, desinchar a máquina do governo e tornar a economia brasileira menos burocrática é que vão tirar o Brasil do buraco.

Rodrigo Campos (São Paulo, SP)

 

Seria interessante tributar o resultado dos bancos. O custo dessa mudança, entretanto, certamente seria repassado ao cliente —ou seja, quem de fato pagaria seria o correntista. 

Francisco de Assis Amancio (Campinas, SP)

 

Com todo o respeito ao autor [Paulo Feldmann], criar impostos, mesmo que seja para bancos, parece-me absurdo. Ainda nem sequer fizemos a nossa parte, reduzindo a máquina pública, usando o dinheiro público de forma inteligente e principalmente fiscalizando a sua aplicação. Não falta dinheiro, falta competência para geri-lo. Depois, pensamos em mais tributos.

Rogério Leonetti (São Caetano do Sul, SP)


Deputados presos

Não me canso de reiterar o meu desprezo por uma grande parte das ditas autoridades deste país (“Deputados presos e membros do TCE do Rio afastados mantêm os salários”). Elas não têm o meu respeito, não as reconheço como tais. Espero que esse seja o sentimento de grande parte dos brasileiros e que a resposta a isso seja dada nas urnas. 

Fábio Irani Juliano (Rio de Janeiro, RJ)


Neymar

Como entender um país que para só para falar de um jogador que machucou seu dedinho, enquanto nada mais se comenta sobre uma professora heroína (Heley de Abreu) que salvou dezenas de crianças de um incêndio numa escola, em Minas Gerais, dando a própria vida por elas. No nosso país, há uma grande inversão de valores.

Francisco José Cardia, professor e sociólogo (Bragança Paulista, SP)


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