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Arnaldo Niskier

Modernidade e educação

Visão centrada no indivíduo e menos conteudista

Arnaldo Niskier

Discute-se muito o que nos reserva o futuro em matéria de mudanças. Foi um dos temas predominantes das palestras realizadas no Brasil pelo historiador israelense Yuval Noah Harari, muito aplaudido em todas as suas apresentações, como aconteceu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Assim como falou em mudanças climáticas e na ascensão da inteligência artificial, abordou os grandes avanços na biotecnologia e na bioengenharia. Mas modificações no genoma humano é coisa para daqui a 100 ou 200 anos, quando se prevê que será quase possível competir com certos poderes divinos.

O professor e escritor Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) - Paula Giolito - 27.abr.11/Folhapress

A realidade do cotidiano já nos coloca diante de startups, youtubers e podcasts, entre outros atrativos. Historicamente, as habilidades lógico-matemáticas e verbal-linguísticas predominam nas avaliações e metodologias utilizadas pelos professores em sala de aula. É inegável que os sujeitos envolvidos no processo ensino-aprendizagem diferem entre si. O professor, sempre a mola mestra disso tudo, deve estar ciente dessas diferenças, buscando estratégias que possam atender às expectativas e aos interesses dos alunos.

Com Israel, o Brasil pavimenta uma bela estrada de relacionamento. Surgem possibilidades de intercâmbio com a Aeronautica Ltd. e a Israel Aerospace Industries, que é líder mundial em mercados de defesa.

Também com o IMI Systems, a Verint e a Matimop, entidade pública independente responsável pela política de inovação do país. Deve-se incluir na lista a Vintage Investment Partners, a Viola Partners e a Hutchison Knot Accelerator, além de Carmor Integrated Vehicle Solutions, Sosa, Groove Ventures e Pitango Venture Capital, todas interessadas nesses contatos.

A modernidade ganhou muitos seguidores, principalmente entre aqueles envolvidos de alguma forma com a educação. Existem múltiplas habilidades humanas, tão importantes quanto aquelas historicamente aferidas e privilegiadas pelos famosos testes de quociente de inteligência (QI).

Deve-se considerar que existe uma variedade de inteligências humanas, conduzindo a uma nova visão da educação, menos conteudista e mais centrada no indivíduo. 

Uma escola assim constituída privilegia a avaliação das capacidades e interesses individuais, procurando adequar os alunos não apenas às áreas curriculares específicas, mas também considerando maneiras particulares de ensinar esses assuntos. 

É essa a escola que queremos, dando forma ao que o filósofo Platão dizia à sua época (427-347 a.C): “Uma boa educação consiste em dar ao corpo e à alma toda a beleza e toda a perfeição de que são capazes”. Deve ser o objetivo de cada um de nós.

Arnaldo Niskier

Professor, jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e presidente do Conselho de Integração Empresa-Escola Rio (CIEE-RJ)

TENDÊNCIAS / DEBATES

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