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Marco Vinholi

Plano São Paulo avança e incomoda os negacionistas

Passado mais de um mês de aplicação, os resultados positivos são inegáveis

Marco Vinholi

Secretário de Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo

O Plano São Paulo, do governo do estado, é o mais completo e transparente projeto de enfrentamento da pandemia e retomada das atividades econômicas. Anunciado em maio pelo governador João Doria, contou com a colaboração de prefeituras, empresas e trabalhadores que auxiliaram os comitês de Saúde e Desenvolvimento Econômico na definição dos critérios para uma reabertura segura e gradual. Trabalho ancorado no princípio basilar de preservação da saúde e de vidas.

Passado mais de um mês de aplicação prática, os resultados positivos do Plano SP são inegáveis. Na capital e nas cidades da região metropolitana onde os índices indicavam queda na propagação do vírus e redução das internações, a reabertura do comércio completou três semanas sem que houvesse a propalada “explosão” de casos —pelo contrário.

Marco Vinholi, o secretário de Desenvolvimento Regional do governo do estado de São Paulo
Marco Vinholi, o secretário de Desenvolvimento Regional do governo do estado de São Paulo - Rodrigo Capote - 8.mai.19/Folhapress

O chamado “novo normal” começa a ser a realidade de São Paulo, para a contrariedade de dois grupos políticos, à extrema direita e à extrema esquerda, que apostaram no “quanto pior, melhor”. O primeiro grupo todos conhecemos desde antes da decretação da pandemia pela Organização Mundial da Saúde. São os negacionistas da ciência, os que se regojizam com o triste momento que o mundo vive.

O outro é formado pelas viúvas de passado recente, marcado por incompetência e corrupção. Na pandemia, foram os catastrofistas de sempre. Apostaram que o sistema de saúde iria entrar em colapso. Perderam. Disseram que não haveria apoio aos mais pobres e vulneráveis. Erraram.

Restou-lhes a crítica sonhática, idealizada com base em suposições. É o caso do artigo “Improviso e equívocos marcam a reabertura de Doria e Covas em SP”, de Nabil Bonduki (Saúde, 7/7). Suposições que se desmancham como fumaça face à realidade objetiva dos fatos.

O fracasso desse grupo pode ser medido não pelo que fantasiam, mas pelo que gostariam de ter criticado e não conseguiram. A coordenação do governo de SP e a cooperação dos setores econômicos e da população silenciaram seu oportunismo. A começar pela impressionante expansão do atendimento no SUS.

Em três meses, o governo expandiu em 125% o número de UTIs. Criou sete novos hospitais. Comprou respiradores em três países, vencendo disputas mundiais pelo produto, forneceu equipamentos e insumos. E mais importante: contratou e capacitou mais de 6 mil profissionais da saúde.

Em todos os países do mundo, é notoriamente mais difícil sair da quarentena do que entrar nela. O Plano SP reconhece essa dificuldade e prevê o endurecimento de medidas, se necessário, para salvar vidas. A retomada das atividades, contudo, seria mais efetiva, garantindo mais empregos e renda a quem precisa, se a sociedade não tivesse que superar permanentemente o boicote e a sabotagem de negacionistas e oportunistas da política.

São muitos os desafios superados pelo governo do estado e pelo governador João Doria junto com a sociedade neste período. Do índice de 97% de utilização de máscaras à revolução que dobrou o número de leitos no estado, mas considero o principal deles a liderança responsável e técnica do governador em face do populismo que vemos à frente do Brasil.

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