Descrição de chapéu
Bruno Covas

São Paulo deve trocar de prefeito? NÃO

Não vendo ilusões, o momento é de construir consensos

Bruno Covas

Prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSDB, é economista (PUC-SP) e advogado (USP); foi deputado estadual (2007-2011) e federal (2015-16) pelo PSDB e secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo (2011-2014; gestão Alckmin)

Neste domingo (29) estará em jogo o destino da cidade de São Paulo pelos próximos quatro anos. Com o mundo todo vivendo sua pior crise econômica e sanitária em mais de um século, a escolha se torna ainda mais decisiva. Não é hora de São Paulo correr o risco de andar para trás. Não é momento para retrocessos e aventuras.

Sou prefeito há pouco mais de dois anos e meio. Orientei todas as nossas políticas numa única direção: reduzir a desigualdade. Nossa vitória em todos os distritos eleitorais no primeiro turno reflete a forma como temos governado: para todos. Fizemos muito, mas ainda há muito por fazer. Por isso, peço a confiança do eleitor para continuar mais quatro anos na prefeitura.

A esq. Retrato do candidato Guilherme Boulos (PSOL) com sua mascara; a dir. Retrato de Bruno Covas (PSDB) de mascara
O candidato à Prefeitura de São Paulo Bruno Covas (PSDB), à esq., e o seu adversário, Guilherme Boulos (PSOL) - Eduardo Knapp - 16.nov.20/Folhapress

A maior parte das nossas realizações foi feita na periferia, para quem mais precisa do poder público. A pandemia de Covid-19 jogou mais luz sobre essa necessidade e nos levou a redobrar a aposta e a buscar a geração de mais emprego e oportunidades.

Mas não se promove justiça social com palavras de ordem, com utopias, com violência e radicalismo. Justiça social se faz com responsabilidade, trabalho, respeito e solidariedade. É dessa forma que vamos continuar fazendo o que a boa política deve fazer: melhorar a vida das pessoas.

O desafio de cuidar de uma metrópole com dimensões e problemas de um país exige do prefeito, sobretudo, experiência. Essa experiência fez toda diferença quando herdamos um rombo bilionário no Orçamento, um cemitério de 285 obras abandonadas e um ensino cuja qualidade, medida pelo Ideb, só piorava. Arrumamos a casa e viramos o jogo.

Tenho orgulho de nossas conquistas. Na educação, com o fim da fila por vagas em pré-escolas, a criação de 85 mil vagas em creches e os 12 novos CEUs; na saúde, com 8 novos hospitais e 17 novas UPAs; na habitação, com as 70 mil moradias viabilizadas até 2024; na segurança, com a redução ainda mais pronunciada da criminalidade; e na mobilidade, com a renovação de 50% da frota de ônibus e a expansão das ciclovias.

Também demos atenção especial ao combate ao racismo —assumo aqui, inclusive, o compromisso de ampliar a participação de negros em posições de chefia da prefeitura— e praticamos, sempre, a tolerância e o respeito com a diversidade.

Minha gestão foi marcada por desafios. De gestão, de conjuntura e até pessoais. Minha doença me tornou um homem e um político melhor, um gestor mais atento, ao ampliar meu contato com dificuldades pelas quais passam todos que lutam pela vida.

Mas o maior deles tem sido atravessar a pandemia do coronavírus sem deixar ninguém sem atendimento, ninguém passar fome e mobilizar a população para manter os cuidados. Essa experiência será fundamental para enfrentar e vencer os desafios dos próximos anos, que não serão fáceis.

Não vendo ilusões. Trabalho sempre com realismo, franqueza e transparência. Exercito, todos os dias, meu compromisso com a responsabilidade: com a vida e com a boa gestão dos recursos públicos, para dar mais bem-estar à população.

O momento é de diálogo, de equilíbrio e de união para construir consensos e dar respostas a problemas reais. A população está cansada de extremos que só se retroalimentam: um depende do outro para sobreviver. A minha cartilha é outra: a da tolerância e do respeito à democracia, às instituições, à lei e à ordem; e da sustentabilidade e da inovação.

Segundo turno é momento para comparar e escolher. Cotejar a trajetória, a experiência, a capacidade e a atitude dos candidatos. Neste domingo, exerça seu direito: vote! Tenho certeza: quem compara vota 45 para São Paulo seguir mudando com segurança. A esperança de verdade vai vencer.

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