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Gilson Machado Neto

O turismo não aguenta mais lockdown

Após meses em casa, brasileiros demonstram dia a dia o desejo de viajar

Gilson Machado Neto

Ministro do Turismo

Iniciamos no último dia 21 de dezembro o período mais importante da história do turismo brasileiro. A temporada de verão 2020/2021 será decisiva para a recuperação do setor mais fortemente afetado pela pandemia do coronavírus.

As ações desenvolvidas pelo governo federal ao longo do ano passado evitaram o desmonte do turismo nacional e ajudaram o setor a se preparar para a retomada, com protocolos de biossegurança e ações de crédito de apoio, principalmente, para o pequeno e microempreendedor.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, em cerimônia em Brasília - Evaristo Sá - 17.nov.20/AFP

É consenso, tanto entre empresários como trabalhadores dos segmentos turísticos, que o setor não suporta um novo lockdown. As perdas serão fatais para muitas empresas e para os empregos que elas geram.

A própria população brasileira tem demonstrado dia após dia seu desejo por voltar a viajar, após meses dentro de casa. É importante notar que, após meses de isolamento forçado, aprendemos a conviver com o coronavírus e a tomar todos os cuidados necessários para nos proteger do contágio.

Não podemos deixar milhares de chefes de família em todo o país sem seu ganha-pão. Promover o retorno de nossas atividades com segurança, assegurar a proteção aos turistas e trabalhadores não devem ser vistos como antagônicos, mas como processos perfeitamente complementares. Além de necessários.

Perdemos aproximadamente 25% dos postos de trabalho, segundo membros do “trade” turístico. Índice bem menor que o observado em outros destinos, como o Caribe, com 70%. E isso só foi possível graças a agilidade e liderança do presidente Jair Bolsonaro —mas esse número ainda é alarmante. Ainda mais em um país com quase 14 milhões de desempregados.

Não podemos mais nos dar ao luxo de, em nome de uma falsa premissa, a de que saúde e preservação de empregos caminham separados, permitir passivamente o fechamento de atividades fundamentais para a sobrevivência de milhares de trabalhadores. Além de cercear unilateralmente o direito de ir e vir de milhões de brasileiros.

Como orgulhoso integrante da força de trabalho do turismo, assumo o ministério com uma missão prioritária: trabalhar incansavelmente para a recuperação deste setor que responde por 8,1% do PIB nacional. Número pífio frente a outras potencias do turismo como Espanha (14,6%) e Grécia (20%). O desafio é grande, mas não me falta vontade e disposição para trabalhar e garantir que nossa atividade seja vetor de recuperação econômica para nosso país.

Temos, pela primeira vez na nossa história, um presidente visionário e defensor do fortalecimento do turismo e um “trade” unido em prol da retomada. Agora é colocar o pé na estrada e fazer com que a política federal para o turismo chegue a cada canto deste país e consiga fazer a diferença e promover o desenvolvimento regional. Esse é meu compromisso e acredito que teremos, em breve, excelentes resultados para celebrar.​

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