Descrição de chapéu Opinião

Leitores comentam presença de megablocos na  23 de Maio

Fechada para veículos, avenida passou a receber desfiles de rua neste Carnaval

Carnaval

Parabéns à Folha pela reportagem "O lado B da folia" sobre o impacto do Carnaval na avenida 23 de Maio e nos hospitais da região. Como a prefeitura já declarou que o desfile de megablocos ali foi um sucesso absoluto, concluímos que o lema humanista da nova ordem paulistana —"os incomodados que se mudem"— vale também para pacientes de UTI.

Lucia Boldrini (São Paulo, SP)

 

Estranho a Procuradoria e a Defensoria não se manifestarem a respeito [da interdição da av. 23 de Maio]. Essa atitude prejudicou a cidade e nenhuma delas, que deveriam defender os interesses dos cidadãos, se manifestou. Há o Anhangabaú, o Ibirapuera etc. Não era preciso bloquear uma artéria da capital.

Mauricio de Paula (São Paulo, SP)

 

O que o prefeito João Doria fez —a pedido (ou não) ou em acordo (ou não) com a associação dos supostos moradores da Vila Madalena— é o maior ataque institucionalizado às liberdades individuais no país desde o AI-5. E, infelizmente, isso não é um exagero. Doria proíbe que pessoas transitem em determinadas ruas. A pessoa não pode andar na via pública. Não pode visitar um amigo. Não pode simplesmente ir do ponto "a" ao ponto "b". Isso é imoral, ilegal e irracional.

Marcelo Arbix Nascimbem (São Paulo, SP)


Vôlei

Sobre o caso Tiffany Abreu [atacante no voleibol], há a pergunta: há transexual fazendo o caminho inverso, deixando os times femininos para ingressar nos masculinos? A resposta é não por uma razão simples: entraria em quadra com enorme desvantagem física. Não se trata de direitos humanos ou reconhecimento jurídico do direito de ser mulher. É uma questão meramente atlética, esportiva.

Nelson Xisto Damasceno Filho (Belo Horizonte, MG)

 

É profícua a lembrança de que existem coisas em jogo no jogo, em especial, no esportivo. Oportuno e feliz o título do editorial "Direitos em quadra", especialmente no reconhecimento de que o esporte deve ser mediado à luz dos direitos humanos e, portanto, da cidadania. No atual debate, o direito à dúvida e à reflexão sobre as questões de gênero é imperativo para a construção de um jogo social mais humano.

Walter Roberto Correia, professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP (São Paulo, SP)


Octavio de Lazari

Em entrevista à Folha, o próximo presidente do Bradesco, Octavio de Lazari  Junior, classifica o Brasil como um "país pobre" e faz uma análise crítica interessante acerca de juros e sobre sua "empresa rica". País pobre, o Brasil? Estamos entre as dez economias mais ricas do mundo. Somos desiguais. E o sistema financeiro é o produtor da imensa concentração de renda no topo da pirâmide.

Marco Akerman, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP (São Paulo, SP)


Venezuela

A invasão de venezuelanos em Roraima e os números estarrecedores divulgados pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos são o resultado da falta de alternância de poder em um país administrado por ditadores.

André Pedreschi Aluisi (São Paulo, SP)


Judiciário

A informação de Ranier  Bragon a respeito dos vencimentos do desembargador Victor Laus é, no mínimo, estarrecedora. Como é possível um servidor público receber R$ 59,6 mil de "gratificação por encargo, curso/concurso"? Apesar de legal, o que se espera é que imoralidades como essas sejam banidas por aqueles que devem dar o exemplo à sociedade.

Luiz Fernando Paulin (Bragança Paulista, SP)

 

Espero que algum juiz devolva os valores recebidos. Seria uma demonstração de dignidade e a atitude certamente levaria outros juízes a fazer o mesmo. Além disso, aumentaria a confiança da sociedade no Judiciário.

Alan Moacir Ferraz (São Sebastião, SP)

 

Deveríamos dar a eles [juízes] bônus por produtividade para acelerar o ritmo da Justiça, e não ficar de picuinha em razão de ganharem bem.

Eduardo de Oliveira Cavalcanti (Campo Grande, MS)


Minhocão

Nabil Bonduki acerta quando afirma que São Paulo tem se tornado uma cidade mais amigável para as pessoas, mas, salvo melhor juízo, equivoca-se ao dizer que a lei que cria o Parque Municipal Minhocão deveria prever a possibilidade do desmonte. A lei municipal n° 16.833 se amolda perfeitamente ao que prevê o Plano Diretor, fazendo uma escolha explícita: a criação do Parque Minhocão. Portanto, a discussão sobre a demolição ou a criação do parque está juridicamente encerrada.

Wilson Levy, advogado e membro da Associação Parque Minhocão (São Paulo, SP)


Eleição

Registro minha indignação com a omissão do Partido Novo da lista de partidos citados na reportagem "Grupos pró-renovação política devem lançar 500 candidatos". Convém ressaltar que o partido, de sólidos princípios liberais, elegeu quatro vereadores em 2016 e tem, até o momento, 284 candidatos em fase de preparação.

Jorge Eduardo Vettorazzo (São Paulo, SP)


Nizan Guanaes

Depois de ler o artigo "Julio Ribeiro", do colunista e publicitário Nizan  Guanaes, gostaria de saber se há uma segunda parte do texto a ser publicada, a fim de que a homenagem se realize e, oxalá, o leitor tenha uma ideia mais ampla do legado de Ribeiro. Talvez traído pela emoção ou por si mesmo —que abismo é o ego— o colunista parece ter aproveitado a deixa para atualizar seu verbete na Wikipedia por meio do jornal, esquecendo o amigo morto.

Rodrigo Levino, cozinheiro (São Paulo, SP)


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