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'É absurdo que seletos cidadãos sejam beneficiados com o foro', diz leitora

Por unanimidade, o Supremo restringiu o foto especial para deputados federais e senadores

Os ministros Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello, do STF, durante a sessão em que a corte decidiu restringir o foro privilegiado
Os ministros Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello, do STF, durante a sessão em que a corte decidiu restringir o foro privilegiado - Antonio Cruz/Agência Brasil

Foro privilegiado

Se a Constituição prega que todos são iguais perante a lei, nada mais absurdo que seletos cidadãos, como políticos e juízes, sejam beneficiados com o foro privilegiado. É graças a esse privilégio que assistimos todos os dias a escândalos de corrupção e desvio de dinheiro público. Todo cidadão, independentemente de sexo, raça, credo e atividade profissional, deveria ser julgado por seus atos pela Justiça comum. Só assim eu teria a certeza de que há igualdade de condições no país.

Deborah Farah (Rio de Janeiro, RJ)

 

Apesar de defensor da restrição do foro privilegiado, algo me pareceu errado. De fato, caso caia a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, os políticos investigados estarão no melhor dos mundos, pois passarão a dispor da primeira, segunda e terceira instância, com a infinidade de seus recursos protelatórios. Se até aí os crimes não estiverem prescritos, os réus ainda contarão com o STF (Supremo Tribunal Federal), como ocorre hoje.

Agostinho Sebastião Spínola (São Paulo, SP)

 

A decisão do Supremo em relação ao foro privilegiado, atingindo somente os parlamentares federais, tem provocado discussões e contestações. De uma vez por todas, por que não se adota uma medida geral? Quem comete qualquer tipo de irregularidade tem de ser investigado e julgado sem privilégios.

Uriel Villas Boas (Santos, SP)

 

O ministro Gilmar Mendes tem absoluta razão. A única consequência dessa votação é desafogar a corte. E como fica a prerrogativa de função para os demais casos? O Supremo constantemente viola a Constituição e o Congresso totalmente desmoralizado não tem condições de reagir. Triste país.

Osmir D. Lima Filho (Rio Branco, AC)


Eleições

Infelizmente, alguns de nossos pré-candidatos à Presidência estão desprestigiados a ponto de a presença deles reduzir a Agrishow —um evento internacional de tecnologia agrícola, um dos maiores do tipo no mundo e o maior da América Latina— a uma simples feira ruralista.

Daniel da Silva Follador (Sertãozinho, SP)


Noam Chomsky e Lula

Alguma chance de enviar o artigo de Hélio Schwartsman para Noam Chomsky com a devida tradução? É imperdível e o americano deveria ser o primeiro a ler o texto. Sendo linguista, terá ainda a oportunidade de sentir como nunca o poder esclarecedor das palavras bem utilizadas e das frases irretocáveis. Com cópia para o argentino Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz em 1980, por favor. 

Nuno M.M.Martins (Barueri, SP)

 

Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores deveriam ter combatido o sistema, que só se agigantou durante os governos petistas. O ex-presidente foi o algoz de si mesmo. No aspecto “político-eleitoral”, os petistas sempre vão persistir nos mesmos equívocos. Lula e o PT só vão continuar a falar de Lula. Já nós temos de olhar para a frente. O que nos interessa é o país. Temos de avançar, retomar os mecanismos da economia.

Walter Raucci Junior (Ibitinga, SP)


Desastre em São Paulo 

Não tem sentido cobrar de maneira igual do Estado e dos movimentos sociais, como tem feito parte da imprensa, a responsabilidade pela tragédia do edifício Wilton Paes Almeida. Ou alguém acredita que os movimentos sociais possuem o mesmo orçamento e poder de decisão que a Justiça e o poder público?

Fabiana Tambellini (São Paulo, SP)

 

A propriedade tem de cumprir a sua função social e o poder público tem o dever de assentar os sem-teto onde houver imóvel vazio. Pior do que culpar os sem-teto que morreram e os que ficaram desabrigados pelo desabamento do prédio, é culpara os movimentos sociais pelas ocupações.

Paulo Sérgio Cordeiro Santos (Curitiba, PR)


Sem-teto

Parabéns à Folha, que dá espaço para diferentes opiniões (“Verdades e mentiras sobre os sem-teto”, de Guilherme Boulos). Isso se chama democracia, o que é normal em países civilizados. Os movimentos sociais cumprem o papel de expor questões que atingem a coletividade e cabe aos poderes governamentais encaminhar soluções. Ou será que há gente pretendendo abolir a Constituição?

Armando Lopes (São Paulo, SP)

 

Todos têm parte da culpa pelo que ocorreu: poder público, moradores e, inclusive, movimentos. O primeiro por abandonar um bem público, permitindo a sua deterioração. Os moradores por terem invadido o que não lhes pertence, e, mesmo após ocuparem, não se preocuparem com a segurança do local. Os movimentos e seus líderes por estimularem o descumprimento das leis e, se for verdade, ainda cobrarem por isso.

Mauro Luiz Ribeiro de Souza (Rio de Janeiro, RJ)

 

Precisamos urgentemente de uma reforma urbana que priorize a moradia, que enfrente a especulação imobiliária e que promova a distribuição de imóveis vagos e a construção de moradias dignas. Não sou eleitor de Guilherme Boulos, mas apoio a luta legítima e honesta do MTST. Há pessoas oportunistas que se aproveitam da desgraça alheia? Sim e devem ser punidas. Num país em que poucos bilionários possuem a mesma renda que milhões de pessoas, culpar os movimentos é algo bem conveniente, não é mesmo?

Tiago Oliveira (Florianópolis, SC)


Sindicalismo 

O artigo (“Nosso sindicalismo é uma vergonha”) mistura indevidamente fato ocorrido no Paraná com ações do Sindicato dos Jornalistas de SP. O sindicato atua sempre em defesa do exercício profissional, inclusive enfrentando quem ameaça jornalistas. Talvez o articulista discorde, mas jornais são passíveis de críticas por suas opções editoriais e, para o sindicato, as empresas de comunicação também são responsáveis pela tensão política atual. O bom jornalismo exige apuração, mas não fomos sequer procurados pelo articulista. Lamentável!

Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo 


Ruy Castro

Em meio a tantas notícias desagradáveis, as crônicas do Ruy Castro são um bálsamo (“Inspiração macabra”).

Leão Machado Neto (São Paulo, SP)


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