Descrição de chapéu

'É preciso encostar o governo na parede para mudar algo neste país?', questiona leitora

Após 4 dias de paralisação, governo e entidades anunciaram acordo para suspender protestos

Caminhoneiros bloqueiam rodovia dos Imigrantes, no estado de São Paulo
Caminhoneiros bloqueiam rodovia dos Imigrantes, no estado de São Paulo - Miguel Schincariol/AFP

Paralisação de caminhoneiros

Para mudar alguma coisa neste Brasil é preciso paralisá-lo? É preciso encostar o governo na parede? Será que a população tem de ficar indignada, ameaçar um caos? Gostaria de uma análise, um comentário sobre isso.

Cristina Reggiani (Santana de Parnaíba, SP)

 

Ainda que a população esteja sofrendo com o protesto dos caminhoneiros, é notório o apoio à paralisação. Não são bandeiras políticas que estão sendo levantadas, mas sim a insatisfação de uma classe independente com medidas impopulares do governo.

Thiago Andrade (Recife, PE)

 

Que bom que o Brasil não ficou nas mãos das montadoras e construiu uma das melhores malhas ferroviárias do mundo, ligando todos os estados e as principais cidades do país. #sóquenão

Helder Martins (Bauru, SP)

 

O que não se percebe no momento é que não é o governo quem está interferindo na Petrobras, é o próprio mercado que ela serve, ou seja, os usuários. Além disso, embora a variação cambial e da cotação do óleo tenha sim de ser repassada à sociedade, vários mecanismos de atenuação do impacto deveriam ser acionados.

Antonio Camargo (São Paulo, SP)

 

Bom momento para ser discutido o fim do monopólio do refino de petróleo e permitir a entrada de mais empresas. Concorrência derruba preços e gera empregos. Mais empregos, mais arrecadação, mais desenvolvimento.

André Luis Coutinho (Campinas, SP)

 

Concordo com a greve. Acredito que as coisas neste país só funcionam assim.

Jorge Duarte (Santa Bárbara d’Oeste, SP)

 

A direção da Petrobras mostrou compromisso com o bem-estar do país ao reduzir temporariamente o preço do diesel (“Petrobras e Câmara reduzem custo do diesel”, Mercado, 24/5). Será que os políticos não poderiam fazer o mesmo? Se eles abrissem mão de apenas 10% do fundo eleitoral, a redução do preço do diesel poderia ser maior. Está na hora de o país decidir melhor como alocar os (escassos) recursos públicos.

Richard Dubois (Brasília, DF)

 

Já não aliviaria o problema se a Petrobras reajustasse uma vez por mês os combustíveis? 

Waldemar Crespo (Rio Claro, SP) 

 

Atualmente, o conflito principal é entre a sociedade civil produtora e o Estado gigante, incompetente e corrupto. Os privilégios devem ser cortados e o Estado, reduzido, cortando impostos e diminuindo despesas. Boa sorte e obrigado, caminhoneiros. 

Fernando Antonio Mourão Flora (Belo Horizonte, MG)

 

Por que os caminhoneiros não conseguem repassar seu aumento de custo, como qualquer empresa (“As (más) ideias imortais”, de Alexandre Schwartsman, Mercado, 23/5)? Por que não se organizam como classe econômica, estabelecendo uma política de preço mínimo de frete?

Adonay Evans (Marília, SP)


Philip Roth

A imersão demandada pela palavra escrita não é sedutora. As imagens roubam a atenção sem levar para um lugar profundo. A tecnologia deve um aplicativo que afunde raciocínios, um filtro útil e neutro. Que a partida de Philip Roth, escritor corajoso e livre, jogue luz à obra, que os livros consigam existir como expressão humana, que os jornais se viabilizem financeiramente para manter a discussão (“Por linhas tortas”, de Roberto Dias).

Marcelo Candido de Melo, escritor (São Paulo, SP)

 

“Num cenário punitivo e paranoico em que a euforia da correção de injustiças históricas no atacado começava a atropelar os cuidados para evitar injustiças no varejo, Silk devia expiar...” Excelente! Sérgio Rodrigues conseguiu retratar de forma precisa uma das principais características desse extraordinário escritor que, seguindo as portas abertas por Dostoiévski, retratou de forma fascinante os labirintos da alma humana (“Philip Roth e os ‘spooks’”).

João Silva (Rio de Janeiro, RJ)

 

Uma grande injustiça o Prêmio Nobel de Literatura não ter sido destinado a Philip Roth, que sempre foi um forte candidato. Deram para Bob Dylan, que, concordo, é um grande letrista e compositor, mas o que ela faz é música, não literatura. Lamento muito a morte de Roth e essa injustiça.

Lucia Margarida Currlin Japp (Porto Belo, SC)


Eleições

Excelente o texto “O medo em política e nas eleições”, de Contardo Calligaris. Ele explica, em parte, como venezuelanos em condições de miséria votam com o governo atual. O conceito se aplica ao corporativismo que impera no Brasil e impede que reformas estruturais tenham sucesso.

João Paulo Mendes Parreira (São Caetano do Sul, SP)


OAB

Infelizmente, a OAB perdeu-se no tempo e no corporativismo. Não cumpre o propósito de sua criação, que é defender a Constituição (“O TCU poderá abrir a caixa da OAB”, de Elio Gaspari).

Roberto Foz Filho (Jundiaí, SP)

 

Sou advogado, da geração dos mais novos. Pelo menos no meu entorno, defendemos eleições diretas e maior controle dos recursos provenientes da anuidade de classe. Também é desejada uma menor interferência em assuntos difusos e que não representam a classe.

Juliano Olivetti (Londrina, PR)


Proibição de fogos com barulho

Em vez de a Prefeitura de São Paulo agir com seriedade —isso não é de hoje— em resolver a degradação da cidade, só aplica medidas e leis fúteis, pois isso requer menos empenho.

Paolo Valerio Caporuscio (São Paulo, SP)


Greve dos professores

Como as escolas mais dignas, as pessoas de bem prestam todo o apoio às reivindicações da sofrida classe dos professores. Causa estranheza a falta de apoio dos políticos que se dizem representantes do povo a tão importante movimento.

Moacyr da Silva (São Paulo, SP)


Mariana

Sobre a coluna “A tragédia e a tragédia de Mariana”, a Fundação Renova esclarece que seu compromisso é reparar integralmente os efeitos do rompimento de Fundão. As consequências do desastre são o tema principal e o motivo de existir da Fundação. As soluções seguem um processo de construção conjunta com a comunidade, poder público e representantes da sociedade. Só assim conseguiremos recuperar o rio Doce, reconstruir as comunidades e diminuir a dependência das populações em relação à mineração.

Rafael Sânzio, coordenador de imprensa da Fundação Renova


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