Descrição de chapéu Opinião

'Parada Gay é necessária, mas, infelizmente, não resolve o preconceito', diz leitora

Com tom político, 22ª edição do evento ocorreu no último dia 3 reuniu uma multidão em São Paulo

Parada Gay

Após ler a reportagem “Parada Gay de SP tem tom político e pedidos de intervenção do amor”, refleti sobre o fato de que a Parada é necessária, mas, infelizmente, não resolve, nem em partes, o preconceito que a população tem contra os LGBTs. O país ainda representa um retrocesso social no que diz respeito à homossexualidade.

Maria Giulia Moral (Piracicaba, SP)


Acordo com caminhoneiros

O capitalismo não tem segredo: o mercado se autorregula (“Acordo de Temer com caminhoneiros espalha conflitos”). Mais hora menos hora, as coisas voltam ao estágio de como devem ser. O que precisamos é eleger pessoas responsáveis e competentes. Quem tem mais caminhões que a oferta de frete, lamento, terá de se adaptar à realidade.

Eder Rizotto (Uberlândia, MG)


Subsídios

Tenho 25 anos de experiência no ramo de transporte e, em 2013, avisei alguns amigos que o excesso de caminhões causaria danos. Vivi todas as crises das décadas de 1980 e 90 e posso garantir que o governo Dilma Rousseff interferiu decisivamente na oferta de veículos, causando um descompasso entre fornecedor e tomador. Se o país estivesse crescendo 4% a 5% ao ano, estaria tudo certo, mas... (“Pista falsa”, de Laura Carvalho).

Euzir Baggio (Curitiba, PR)


Preços dos combustíveis

Não há na ciência econômica nenhuma tese de que a empresa estatal deve fornecer os seus produtos abaixo do preço de mercado. Consumidores devem pagar o custo da produção e comercialização do produto para que não haja a “socialização dos prejuízos”. Empresas estatais não são do povo, mas do Estado e, nas mistas, também pertencem aos acionistas (“Socialização, de Antonio Delfim Netto).

Paulo Marcos Gomes Lustoza (Rio de Janeiro, RJ)


Sistema de saúde 

O artigo expõe quase toda a ideologia retrógrada que não deixa o país avançar nas soluções para os problemas da saúde (“Crônica do Atraso”, de Mário Scheffer). É impossível negar o aumento crescente dos custos, a importância do setor privado na assistência à população usuária do SUS, assim como negar os excelentes resultados obtidos pela rede privada no âmbito da saúde pública, em diversas áreas, prestando serviços com mais qualidade a um custo menor. Atraso é contar com cabeças como a de Mário Scheffer no debate sobre os rumos da saúde.

Yussif Ali Mere Jr., médico e presidente do sindicato e da federação dos hospitais, clínicas e laboratórios de São Paulo (SINDHOSP e FEHOESP)  


Homicídios

Lendo o editorial “602.960”, noto um constrangedor silêncio quanto às armas de fogo. Boa parte dessas mortes ocorreu com tais instrumentos, como mostra o “Atlas da Violência”, publicação do Ipea com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Sem as armas de fogo, não se registrariam 603 mil vidas ceifadas, com lucros para os fabricantes e vendedores de armas e munições, que não respondem por esses crimes. Quanto valem essas mortes e tantas lágrimas para esses “negociantes”? 

Bismael B. Moraes, advogado (Guarulhos, SP)


Teto do funcionalismo

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) aprovada pelos deputados paulistas que elevou o teto salarial do funcionalismo público estadual de R$ 21 mil para R$ 30 mil é um verdadeiro acinte, pois privilegia apenas quem já é bem remunerado, comprometendo os futuros reajustes das demais categorias (“Assembleia de SP aprova emenda que eleva teto do funcionalismo”). A isso dá-se o nome de irresponsabilidade fiscal. Com a palavra, as entidades de classe do funcionalismo, para repudiar tal insensatez.

Geraldo Tadeu Santos Almeida, professor aposentado (Itapeva, SP)


Eleições

Muito oportuno a cabo Katia Sastre admirar o Tiririca (“Oportunismo é meu pastor”, de Mariliz Pereira Jorge). Afinal, qualquer partido que a levar às urnas esperará dela o mesmo que se esperava —e obteve-se— de Tiririca: que seja uma puxadora de votos. E conseguirão com a ajuda do eleitor inconsequente que vai às urnas, vota “no artista engraçado” ou “na policial que reagiu ao assalto” e depois passa os próximos quatro anos se queixando dos políticos que não resolvem os problemas do país. É como esperar que um bom açougueiro seja um bom dentista.

Cleide Bragliollo (São Paulo, SP)

 

O mais impressionante é que a policial realmente cogite se candidatar. Quais propostas ela tem para o país? Nenhuma. O Congresso é mesmo uma festa em que muita gente quer entrar.

Ana Paula Rusinas (São Paulo, SP)


Bruno Covas

É a verdadeira “ação entre amigos”, prática condenável, mas comum na política brasileira, que passa longe da meritocracia (“Covas dá cargo a mãe de seu amigo e braço direito na prefeitura”, Cotidiano, 7/6).

Luiz Rogério de Carvalho (Florianópolis, SC)

 

Exagero da Folha. Ele pode contratar pessoas em quem confia. E não é parente, portanto, não fere a lei. Uma professora pode muito bem treinar estagiários ou chefiar quem treine.  

Maria Alvarez (São Paulo, SP)


Prisão de Lula

Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso há dois meses, já se fala menos da Lava Jato e muito menos do juiz Sergio Moro. Objetivo cumprido, sabemos que a história nos reserva belas surpresas.

Evaldo Gândara Barcellos (Santa Rita do Passa Quatro, SP)


Despesas de presos

É inacreditável o mundo de fantasias em que os congressistas vivem (“Projeto que obriga preso a pagar gasto na prisão avança no Senado”). A maioria dos presídios não dá condições para trabalho interno. Se dessem, talvez o projeto poderia servir para alguma coisa. Mas sem condições de trabalho e tendo que pagar suas despesas, para quem o detento pedirá dinheiro?

Ernesto Medeiros Teixeira de Araújo (São Paulo, SP)


Bolsas para indígenas

Comovente a ponderação da professora Maria Gouvea ao comparar o injusto corte de verbas para estudantes indígenas e quilombolas com o pagamento de auxílios-moradia no lerdo Judiciário. Acrescento a esse quadro de desperdício os recentes aumentos de ganhos na Câmara Municipal de São Paulo e na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Alfredo Sternheim, jornalista, cineasta e professor (São Paulo, SP)


Jogos do Brasil na Copa

 

Não concordo com o texto “Para programar a folga e os churrascos”, pois ele estimula as pessoas ao lazer, alienando-as dos graves problemas socioeconômicos vividos no país. 

Hiroaki Torigoi (Piracicaba, SP)


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