'A Lava Jato só quer manter preso o troféu Lula', afirma leitor

Após série de decisões, Justiça decidiu manter o ex-presidente na prisão

Lula e o Judiciário

A vergonhosa tentativa de libertar o ex-presidente Lula mostra de forma cristalina a fragilidade da Justiça. Definitivamente, falta muito para sairmos do atoleiro.

Luciano Nogueira Marmontel (Pouso Alegre, MG) 

 

Vergonhosa a atitude de um juiz de primeira instância, em férias, que interfere na decisão de um desembargador. Contra o ex-presidente trabalham nas férias e até aos domingos. A Lava Jato só quer manter preso o troféu Lula.  

Wilson Ronaldo de Oliveira (Curitiba, PR)

 

Se Lula tivesse sido solto, uma nova prisão dele teria tudo para causar uma tragédia. Quem mais poderia agir para evitar isso senão as pessoas que efetivamente agiram? Há quem queira ignorar essa ação heroica e crucificar esses homens públicos de caráter invejável. Para isso, relevam a gravidade da ordem de soltura e se apegam a filigranas jurídicas para ressaltar os efeitos colaterais do remédio, omitindo a doença.

Thyrso de Carvalho Júnior (Pereira Barreto, SP)

 

Que tivessem trabalhado rápido como nunca antes na história deste país já era motivo de espanto. Que se abalem nas férias é de deixar qualquer um de queixo caído. Só mesmo o ex-presidente Lula para conseguir tanto empenho e voluntarismo. Quem mais?

Celso Balloti (São Paulo, SP)

 

Considera-se a atitude do desembargador Rogério Favreto, atropelando o colegiado a partir de um pedido político-partidário estrategicamente feito após o pôr do sol de sexta (6) e atendido nas sombras do domingo, um passa-moleque? Ou um desprezo à ordem hierárquica? 

Wagner Martins da Costa (São Paulo, SP)

 

É comum um juiz em férias no exterior (Sergio Moro) se dar ao trabalho de interferir na decisão de outro juiz que liberta alguém (Lula) condenado por ele? A Justiça não deveria ser impessoal?

Paulo Cesar de Oliveira (Franca, SP)

 

Por erros propositais, por ignorância jurídica ou por ideologia, o fato é que os juízes dos tribunais superiores estão levando o Judiciário às traças.

Sebastião Feliciano (Taubaté, SP)

 

Após acompanhar com estupefação o “bangue-bangue” judicial, o pronunciamento do professor Carlos Velloso, impecável em sua análise e ponderações, evidenciou que já não se fazem juízes como antigamente.

Rubem Prado Hoffmann Junior, procurador de Justiça aposentado (São Paulo, SP)


Roda Viva

Com o reconhecimento da TV Cultura de erro cometido no Roda Viva que teve como convidada a pré-candidata Manuela d’Avila (PC do B), prejudicada pelo excesso de intervenções dos debatedores, sugiro que ela seja convidada para um novo programa (“O Roda Viva não é simpósio”, de Jorge da Cunha Lima). Aproveito para pedir aos entrevistadores que sejam mais objetivos em suas perguntas, deixando mais tempo para que sejam respondidas. 

José Roberto Tamburus, professor aposentado da USP (Ribeirão Preto, SP)


Seleção brasileira

Fala-se agora o que fazer para 2022 no Qatar. Que tal pensar em 2020, na Olimpíada de Tóquio, quando o futebol deverá disputar outra medalha de ouro?

Mauro Sznelwar (São Paulo, SP)

 

Dois pontos a serem pensados: sobrar nas eliminatórias não significa absolutamente nada; e, para uma equipe bem treinada, é inadmissível que nos escanteios dois jogadores do mesmo time batam cabeça. Cada um deveria saber exatamente onde se posicionar.

Antonio Ludovico Beraldo (Paulínia, SP) 


Enem

O maior problema do ensino de matemática é o método da maioria das escolas públicas e privadas (“Matemática agrava abismo entre escolas públicas e privadas no Enem”). Elas não se adequam à realidade, vivem no mundo das cavernas, com teorias “decorebas” e professores sem qualquer preparo. Mesmo a matemática é ensinada sem ligar a sua importância a cálculos [cotidianos], como salários e planejamentos. 

Ana Paula Manfrinato (Maringá, PR)

 

A Folha trouxe uma importante contribuição para a análise dos dados do ensino —e, por consequência, para a busca da melhoria do sistema educacional— com a reportagem sobre os resultados do Enem (“1 a cada 3 escolas particulares de ricos tem nota no Enem abaixo do esperado”). É um salto de qualidade em relação ao noticiário do exame, por muito tempo refém de rankings simplificados. Pouco adiantam abordagens que reduzem o sentido do exame a um mero torneio anual entre escolas. A legitimidade dos exames em larga escala decorre também do uso que se faz de seus resultados.

Pedro Flexa Ribeiro, diretor do Colégio Andrews (Rio de Janeiro, RJ)


Itamaraty

Agradeço os elogios de Mathias Alencastro, mas sempre tive a orientação e o apoio do presidente Temer em todos os aspectos de minha gestão e sou testemunha de seu apreço por política externa. Não fosse a diplomacia presidencial de Michel Temer, não teriam prosperado a retomada do Mercosul, as negociações com a UE, o diálogo com a Ásia e uma política multilateral de respeito aos direitos humanos. O sólido compromisso do presidente com a democracia remonta à sua atuação no grupo fundador do MDB.

Aloysio Nunes Ferreira, ministro das Relações Exteriores


Bossa nova

Cumprimento a Folha pelas belas reportagens em comemoração aos 60 anos da bossa nova. Tão distante do Rio de Janeiro, pude acompanhar o novo gênero musical e seus artistas graças à Rádio Bandeirantes, que mantinha programas especialmente dedicados a ele. É uma pena que a bossa nova não esteja presente na vida dos jovens como esteve na minha geração. Parabenizo, também, Ruy Castro, que contribui para manter viva a memória da bossa nova.

Roberto Antonio Cêra (Piracicaba, SP)


Plano de saúde

Gostaria que Marilena Lazzarini fosse convidada a assumir a presidência ou algum outro cargo em uma operadora de saúde e conseguisse com suas críticas entregar uma margem de lucro satisfatória. Saúde pública é dever do Estado e está garantido na Constituição. Saúde privada já possui direitos e obrigações regulamentados. 

Júlio César Martins (São Paulo, SP)


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