'Forças Armadas não devem ser atores político-eleitorais', diz leitor

General Villas Bôas, comandante do Exército, recebeu dez pré-candidatos à Presidência

Militares

Forças Armadas não são e nem devem ser atores político-eleitorais (“Quartéis e palácios”, de Bruno Boghossian). Elas o foram durante parte da história do Brasil e causaram, na maioria das vezes, instabilidade política e/ou enfraquecimento de princípios e práticas democráticas. A sociedade, especialmente a acadêmica, tem de se debruçar sobre as causas do “revival” que se verifica agora. Se o fizer, encontrará muita explicação na atual estrutura de formação, organização e funcionamento do denominado “alto comando”.

Marcelo Pimentel Jorge de Souza (Recife, PE)

 

O espaço que os militares brasileiros querem na política não é para resgatar prestígio algum. Eles já o têm de sobra. Acredito que a maior aspiração da classe, juntamente com a sociedade, é ver um país moralizado e desenvolvido, e não assistindo a essa avalanche de absurdos, como o que testemunhamos no último dia 8, quando uma dita “autoridade” plantonista chegou a mandar liberar um condenado a 12 anos de prisão. Precisa-se de respeito, não de prestígio.

Carlos Alberto Félix da Silva (Parnamirim, RN)


Ex-reitor da UFSC

A Folha acertou novamente (“Arbítrio à solta”). Não existe nenhuma instituição inteiramente boa ou ruim. A Polícia Federal é um ente do Estado e como tal deve se comportar. Intimidar cidadãos que expressam sua opinião sobre a atuação de determinados agentes do Estado é próprio de outros tempos que já foram tarde. Tenho confiança de que o diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, não compactua com essas ações. Espero que ele venha a público e expresse isso claramente para retirar essa nódoa na instituição.

Valmir Aparecido Moreira, advogado (Araras, SP)

 

Parabéns pelo editorial. É importante que toda a sociedade tenha presente a gravidade do que a Polícia Federal está fazendo para calar vozes que querem lembrar a covarde e truculenta ação policial e judiciária que se abateu sobre Luiz Carlos Cancellier, ex-reitor da UFSC. É bom que se ponha em evidência a intimidação praticada pela máquina repressiva do Estado, que é incompatível com a liberdade de crítica e de manifestação. Resta perguntar: onde está Raul Jungmann que não se pronuncia?

Alberto Zacharias Toron, advogado (São Paulo, SP)


Procurador da Lava Jato

Estava difícil entender a entrevista do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima tamanho o cabotinismo (“Polícia fez acordo com Palocci para provar que tinha o poder de fazer”). Quem a lê acaba descobrindo que o núcleo da Justiça no Brasil está em Curitiba. Também pensará que a Lava Jato é um poder soberano, maior do que o Poder Judiciário, a PF, o Supremo Tribunal Federal e juízes. E ainda terá certeza de que delação premiada é o único método válido e infalível, desde que feito, é claro, em Curitiba, coincidentemente o local onde o procurador se encontra.

Anísio Franco Câmara (São Paulo, SP)


Entidades patronais

Durante longo período, fui executivo graduado das nossas principais entidades empresariais, como a CNI e a Fiesp. Posso afirmar que o editorial “Sinecura patronal” aponta na direção correta. Entretanto, temos bons exemplos de entidades patronais dirigidas corretamente: na Febraban e no seu braço sindical, a Fenaban, onde também trabalhei, há presidente profissional de alto nível recrutado no mercado. O mesmo ocorre com a Fecomercio-SP, o Sesc e o Senac, estes dois comandados por educadores eméritos.

Ney Figueiredo (São Paulo, SP)


Reforma do Estado 

As diretrizes publicadas no editorial da Folha neste domingo (29) são o programa de governo que todos esperamos (“Conserto da máquina”). Parabéns ao editorialista.

Francisco Machado (Viçosa, MG)


Doações

Consta que o Partido dos Trabalhadores pedirá a militantes que doem alimentos a famílias das periferias, dizendo que “foi Lula quem mandou entregar”. Ao leitor, pode parecer que se trata de uma compra de votos, mesmo antes do lançamento da candidatura.

Fernando Versiani dos Anjos (Belo Horizonte, MG)


Facebook 

Uma vez uma pessoa me disse que nos dias atuais não ter uma conta no Facebook era quase o mesmo que não ter identidade. Como nunca me interessei em ter uma conta nessa rede social e obviamente também nunca perdi minha identidade, tenho certeza de que ficando longe dela já ganhei muito tempo (“Negócios da China”, de Sérgio Dávila, Opinião, 29/7).

Adauto Levi Cardoso (Sorocaba, SP)

 

Trata-se de uma perda de tempo com fotos de pessoas que gostam de se exibir ou que querem mostrar uma vida perfeita —e mentirosa. Há um monte de textos falsos e fundamentalistas sobre a visão de mundo de cada um. Quando uso a rede social? Em 0,1% do meu tempo, para dar parabéns em aniversários.

Marcio Mira (Curitiba, PR)


Renova

Com relação ao artigo “A semântica do eufemismo”, a Fundação Renova assegura que não busca “consertar” a imagem das empresas que a instituíram e concorda com o procurador da República Edmundo Antonio Dias de que isso seria um desvio de sua finalidade. O artigo da antropóloga Bianca Pataro (“O tempo suspenso na reconstrução do passado”), publicado na íntegra no site da fundação, não tem a intenção de minimizar o desastre, mas de refletir sobre o processo de reconstrução da vida das pessoas que foram atingidas.

Leonardo Gandara, gerente jurídico da Fundação Renova


Flip

Ótima a opinião de Felipe Fortuna sobre Hilda Hilst (“Trovas para um amada senhora”), colocando as coisas nas suas devidas proporções e lugares, lembrando o saudoso crítico José Geraldo Nogueira Moutinho e fazendo uma pergunta mais do que necessária: “Literatura é só mercado ou ainda vale a pena estudar?”.

Antonio Carlos Fester, escritor (São Paulo, SP)


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