'Governo não será de esquerda ou de direita, será o que o centrão quiser', diz leitor

Partidos oficializaram apoio a Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência

Eleições

Veja o tom da entrevista do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Só se pensa em poder (“Alckmim terá de construir frente sem hegemonia do PSDB e saber dividir poder”. Será que eles, políticos, não percebem que a população não quer mais isso? Para eles, o Brasil e seus problemas são secundários, e o povo nem existe. Quem vai votar numa chapa dessas? 

José Pedro Pedroso (Aracaju, SE)

 

Nosso maior problema, com exceção de uma possível vitória de Jair Bolsonaro (PSL), não é quem ganhará as eleições presidenciais, e sim o nível do Congresso que tomará posse em 2019. O governo eleito não será de esquerda ou de direita, será o que o centrão quiser no momento da votação. E sabemos que o que eles querem é bom para eles, não para o Brasil.

Valter Cremonezi Junior (São Paulo, SP)

 

Cravou o presidenciável: “Botar juiz para voltar para a caixinha dele, botar o Ministério Público para voltar para a caixinha dele e restaurar a autoridade do poder político” (“Lula só tem chance de ser livre se assumirmos o poder, afirma Ciro”). Em curso a arquitetura do nosso Daniel Ortega?

Carlos Alberto Bellozi (Belo Horizonte, MG)

 

As prioridades da população são totalmente diferentes das do PT (“Programa evasivo”). Como vamos eleger um presidente, temos que votar em pessoas que se preocupem com o Brasil e que sejam agregadoras. Outra tarefa é renovar o Congresso Nacional.

Wilson Oliveira (São Paulo, SP)

 

Nenhum candidato será eleito sem deixar claro quais são suas propostas para tirar o país do caos econômico em que se encontra e para uma retomada do crescimento com geração de empregos a curto prazo. E também quais medidas serão tomadas para estancar a sangria dos cofres públicos, em todas as esferas, que ocorre por meio de práticas não republicanas. Não haverá como agradar a todos, e quem sempre se beneficiou das facilidades perpetuadas pela velha política será atingido (“Geraldo Alckmin, o besouro voador”).

Gilson Magalhães Teixeira (Belo Horizonte, MG)


Democracia

Perdemos a capacidade de convivência (“O cansaço democrático”). Aos 47 anos, já vi algumas coisas acontecerem e o que mais me assusta é justamente que a democracia virou um jogo no qual quem ganha a eleição leva tudo e quem votou no perdedor tem de engolir e pronto. Seu candidato perdeu? Então seus direitos —inclusive de opinião, o mais caro em uma democracia— estão suspensos até que seu candidato ganhe.

Luciano Panagio (Brasília, DF)


Saneamento

É realmente impressionante que nenhum dos candidatos levante a bandeira do saneamento (“Águas sujentas”). Hoje, a discussão no país encontra-se polarizada entre esquerda e direita, ambas com visão limitada e tendenciosa dos problemas e possíveis soluções. A verdadeira polarização está entre o avanço e o atraso. Quando consideramos que uma parcela da população não tem acesso a redes de esgoto e água potável, temos de concordar plenamente com o colunista sobre o tema ser uma prioridade.

João Silva (Rio de Janeiro, RJ)

 

É uma vergonha um país como o Brasil, com tanto potencial, ainda manter parte da população sem esgoto. Moro na zona oeste do Rio e a única preocupação em relação a isso é o mau cheiro que afeta alguns condomínios de luxo. Se há criança morrendo por isso, quem se importa? Certamente a elite é que não.

Gabriela Loureiro de B. Simões (Rio de Janeiro, RJ)


Fronteira

Para o combate ao crime organizado, o exemplo do vizinho Uruguai é o melhor: descriminalizar a maconha (“Pressão na fronteira”).

José Cláudio (Rio de Janeiro, RJ)


Pintura

Sensibilidades injustificadamente exacerbadas (“Exposição de pintura sobre tortura de escravos provoca crise em órgão de SP”). A exibição da obra não tem nada demais. Trata-se de um clássico que estava nos livros de história no meu tempo de estudante. Exibir o quadro ou admirá-lo não significa aprovar o açoitamento.

Paulo Cesar de Oliveira (Franca, SP)

 

Barbaridade. Essa é a palavra. Explico: o conceito de barbaridade é “ato próprio de bárbaro, estado de povo incivilizado”. É isso o que foi feito: retirar uma obra clássica de circulação porque ela retrata uma cena terrível do passado (absolutamente real) não é só censura, é também ignorância. Politicamente correto? Parece-me antes algo muito tolo.

Karina Ratton (Curitiba, PR)


Filhos

Ótimo texto, Vera Iaconelli (“‘Nanette’: entre proteger e preparar”). É sempre um prazer ler as suas lúcidas e argutas ponderações. Faço minhas as suas palavras, na integralidade. Você disse tudo sobre a necessidade de se ter o discernimento para reconhecer a impermanência de costumes e a permanência de valores. E também acerta acerca da sabedoria necessária aos pais para que possam lidar com o dilema entre proteger e dar liberdade aos filhos.

Carlos Frederico C. Moura (Brasília, DF)


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