'O PSDB foi privatizado, quem comprou foi o centrão S/A', afirma leitor

Partidos que compõem o centrão formalizaram apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB)

Eleições

Enquanto houver tempo de TV com a regra atual para as campanhas eleitorais, grupos como o centrão vão se impor e apresentar a fatura depois da eleição. Hoje, é com Geraldo Alckmin (PSDB), mas amanhã poderá ser com Ciro Gomes (PDT). Não há limites para essa turma. Um ponto chave da reforma política é ou democratizar o tempo de televisão entre todos os candidatos ou acabar com isso. Daí acaba-se o poder de barganha desses grupos.

Carlos Rogério de Mello (Lavras, MG)

 

Se a candidatura de dez pessoas é aceita e podem, por exemplo, concorrer ao cargo de presidente, por que algumas têm um grande tempo para se promover na TV e outras quase não podem aparecer? Dirão que é por causa das bancadas dos partidos. E daí? Os outros também não foram aceitos como candidatos? Isso é manter fortes os fortes e fracos os fracos. E o candidato de um partido pequeno tem de se conformar em continuar assim. É uma injustiça. Todos deveriam ter rigorosamente o mesmo tempo.

Tulio de Azevedo Tagliaferri (São Paulo, SP)

 

O PSDB foi “privatizado”, quem comprou foi o “centrão S/A”. O partido estava caindo pelas tabelas, e seu candidato, pior ainda. A solução foi “vender” a legenda por cotas (“Alckmin terá de construir frente sem hegemonia do PSDB e saber dividir poder”).

Armando Lopes (São Paulo, SP)

 

Ciro Gomes (PDT) quer enquadrar o Judiciário e o Ministério Público. Isso não pode ser intenção de candidato a presidente da República. É manifesto desejo de ditador. Lamentável...

Sebastião Magalhães (Marília, SP)

 

Ciro é intempestivo, mas fala muitas verdades. Entre elas, ele assume, com coragem, que o Judiciário extrapolou seu papel e que hoje é cabeça de ponte para o conservadorismo e a via para um Estado de exceção.

Dimas Floriani (Curitiba, PR)

 

Estranhei o tom apologético de Josué Alencar no texto (“Nas eleições deste ano, não se pode errar”). Democracia é disputa, é a pluralidade e a diversidade de postulantes e até a possibilidade de “erro” na escolha. Quem deve decidir, com direito a cometer equívocos, é o eleitor, jamais pessoas ou grupos com interesses nem sempre coincidentes com os desejos de quem vota. A democracia não admite que figuras privilegiadas se sintam no direito de dar lições: todos nós somos professores e mestres na rica escola da vida.

Elisabeto Ribeiro Gonçalves (Belo Horizonte, MG)


Montenegro e Maia

Ao receber meu exemplar da Folha, tive uma grande alegria ao ver a bela foto de Fernanda Montenegro, com aquela linda cabeleira branca, na abertura da Flip. Ela parece radiante e sem apelos a artifícios para ficar mais bonita. Mas, como nem tudo são flores, cheguei à página A8 e dei de cara com a entrevista de Rodrigo Maia, na qual ele afirma que não houve negociação de cargos, mas que Alckmin tem que entender a necessidade de abrir espaços num eventual governo. 

Antônio Dilson Pereira, advogado (Curitiba, PR)


Plástico

O texto de Thais Mauad e Luís Fernando Amato é inequívoco sobre os problemas trazidos pelo uso excessivo de plásticos (“Plástico não é só carbono e hidrogênio e tem potencial de danos aos humanos”). Lamento apenas que fatos tão corroborados tivessem que ser publicados nesta circunstância [em resposta à entrevista de José Ricardo Roriz Coelho]. Infelizmente, há pessoas que deturpam a informação e a realidade de temas que não dominam em vista de interesses duvidosos.

Antonio Marques (Cotia, SP)

 

Levo a minha sacola ao supermercado há mais de 15 anos. Lamentavelmente, vejo pessoas usando até duas sacolinhas para levar apenas um produto. A sociedade só quer comodismo, pouquíssimas pessoas colaboram. Se cada um fizesse a sua parte, muitos problemas seriam resolvidos. Amo a natureza e continuarei fazendo a minha parte até o último dia da minha vida. 

Rinaldo A. Perez Alba Perez (Campinas, SP)


Crime organizado

O PCC se fortalece em São Paulo e no resto do país. A população teria de pensar em eleger deputados e senadores comprometidos com a reforma da legislação penal —que, por sua leveza, é responsável pelo crescimento do crime organizado— e com a educação, sobretudo na formação de crianças e de adolescentes.

Natanael Batista Leal (Brasília, DF)


Ajuste fiscal

Professora Laura Carvalho, estamos indo de mal a pior em termos fiscais e, se abrirmos mais o cofre, vamos quebrar de vez internamente. Com a atual nata política, o corporativismo dos servidores e seus privilégios e a falta de coragem do empresariado para investir, não há matriz econômica que funcione.

Marcos Molina (Salto, SP)


Técnicos

A demissão de Jair Ventura e Roger Machado demonstra mais uma vez o quanto a cultura do futebol continua atrasada: a responsabilidade pelos maus resultados é sempre do técnico, pouco importando a estrutura e a gestão dos clubes. Entra técnico, sai técnico e nada muda.

Luciano Harary (São Paulo, SP)


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