'Irresponsabilidade que nos trouxe até aqui não é só do PT', diz leitor

Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) disputam o segundo turno da eleição presidencial

Segundo turno

A irresponsabilidade que nos trouxe até aqui, que nos põe diante de uma escolha entre duas visões de mundo extremas, que em comum têm a ditadura, não é somente do PT. Todos os partidos políticos do país abandonaram a política. Eles se transformaram em facções de diversos matizes. O futuro é sombrio, independentemente da escolha. Com ou sem carta, deste ou daquele “partido” (“A carta que Haddad não escreverá”, de Demétrio Magnoli).

Mauro Tadeu Almeida Moraes (Curitiba, PR)

 

 

Sem a menor dúvida, essa carta me faria votar novamente no Partidos dos Trabalhadores, pois trata-se de uma autocrítica de grande valor para o partido e para o país. Como ela nunca será escrita e compartilhada, restará o voto nulo, pois não é possível votar no candidato Jair Bolsonaro (PSL) em função de seu ideário político, econômico e sobretudo cultural. Não dormirei assombrado por votar em partidos ou indivíduos que não têm apreço pela democracia.

Franco Oliveira (São Paulo, SP)

Direita

Excelente o texto “A direita veio para ficar no panorama político do Brasil? Não”, de Ricardo Antunes. O professor de sociologia enxerga com muita perspicácia um movimento mundial de retorno da extrema direita, que, agora, se reflete no Brasil e é avalizado por boa parte da população como justificativa para a aversão pelo PT. É a fatura da falta de viabilidade de uma terceira via.

Leonardo Bianchi (São Paulo, SP)

 

É gritante a diferença entre o artigo de Lucas Rodrigues Azambuja (“A direita veio para ficar no panorama político do Brasil? Sim”) e o de Ricardo Antunes. O de Azambuja é didático e com análise competente sobre os diferentes posicionamentos políticos de nossa população —bendita democracia. O de Antunes é simplesmente um amontoado de frases panfletárias finalizando com pedido de voto para Fernando Haddad. Que lástima!

Jussara Helena Beltreschi (Ribeirão Preto, SP)

 

O sucesso da “direita” nas eleições deste ano é uma reação natural em busca do desconhecido (“Acordar a tempo”, de André Singer). Atualmente, o medo da ditadura militar se foi... O maior engajamento na política tem reflexo nas urnas e está proporcionando a derrocada do establishment. A maior escolaridade e as redes sociais criaram uma opinião pública consistente. São novos tempos com uma renovação que nos levarão a outro patamar.

Tales da Fonseca Barros (Belo Horizonte, MG)

 

O grau de insanidade a que chegou a nação brasileira, movida pelo ódio e pelo delírio de soluções mágicas, é gravíssimo e de consequências nefastas. Jamais havíamos nos deparado com o caos anunciado em todos seus detalhes como ocorre hoje. Como uma manada, nos dirigimos ao abismo. Na vertigem do abismo, a esperança de que acordaremos. Somente a democracia é a saída.

José Olinda Braga (Fortaleza, CE)

Caetano Veloso

Brilhante e lúcido o texto de Caetano Veloso sobre o Olavo de Carvalho. Se fosse possível espalhar isso pelo país, nos daria a esperança de não ver a volta das trevas.

Vera Feitosa (São Paulo, SP)

 

Caro Caetano, o que você tem de belo cantando tem de horrível falando e escrevendo. Não seja tendencioso. Esperava mais lucidez.

Evandro Roberto Baldacci (São Paulo, SP)


Roger Waters

Inoportunas e desagregadoras as insinuações do cantor Roger Waters durante seus shows contra o candidato Jair Bolsonaro. Causa estranheza a atitude dele, particularmente durante as eleições. Com que direito um estrangeiro vem ao nosso país e tenta interferir em nossas decisões? Ele desrespeita nossa soberania de pensamento, debocha de nossa inteligência. Democracia também tem limites.

João Carlos Gonçalves Pereira, advogado (Lins, SP)

 

O show de Roger Waters foi politizado, mas não partidário. O que se propõe é a resistência à globalização e ao capitalismo selvagem sem pensar no futuro do planeta. Simples assim. E o show foi excelente.

Marcelo Cecilio Daher (Anápolis, GO)

Burocracia

Está aí uma tarefa que deveria ser executada pelo próximo governo (“Desburocratização tardia”). A informatização planejada da administração pública é uma tarefa possível e trará economia significativa para todos. Já imaginou se tivéssemos as nossas informações pessoais em um único cartão eletrônico (RG, CPF, prontuário de saúde, carteira de motorista, título de eleitor)? Temos tecnologia disponível. A empresa do governo federal, Serpro, deve receber mais apoio. É só fazer.

Marcelo Bressan (Curitiba, PR)


Racismo

Lamentável o episódio de agressão à professora Odara Dele, formada em ciências sociais (“Professora vítima de racismo relembra agressões da infância”). É sintomático do atual momento político do Brasil e lamentável também pelo fato de a agressão se dirigir a um professor de uma das disciplinas escolares que mais têm feito falta à consciência do brasileiro. A injúria racial é inadmissível em absolutamente qualquer hipótese e é preciso que sejamos solidários à professora, como também os seus colegas devem ser.

João Paulo Brandão do Amaral (Jaú, SP)


Minhocão

Em resposta à reportagem (“Plano prevê troca de dívida ambiental pelo plantio de árvores no Minhocão”), a prefeitura esclarece que não há decisão a respeito do projeto privado apresentado à PMSP. Já foram detectados problemas de engenharia, de legislação e de viabilidade econômica. Está sendo estudada outra intervenção, cuja viabilidade se daria através de outorga onerosa, não por TCAs. Ele se dará em duas etapas, com o encaminhamento de demandas do Ministério Público relativas à segurança e acessibilidade e a elaboração de um projeto urbanístico mais abrangente.

Luiz Motta, secretário especial de comunicação em exercício

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