'Atitude de Marco Aurélio foi de uma irresponsabilidade pueril', diz leitor

Liminar concedida pelo ministro do STF mandava soltar presos após segunda instância

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF - Pedro Ladeira/Folhapress

Supremo

A atitude do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, foi, como mencionou a Folha em editorial (“Presepada suprema”), de uma irresponsabilidade pueril. Uma ação dessa abrangência que poderia pôr em liberdade mais de 169 mil presos é incompreensível, ainda mais partindo de alguém responsável por manter a ordem jurídica nacional. É mais um motivo, que se soma a tantos outros, para levar o brasileiro a desacreditar na lisura da corte suprema.

Melchior Moser (Timbó, SC)

 

É a vaidade suplantando a responsabilidade. A sociedade, em sua maioria, apoia o início de cumprimento de pena depois da condenação em segunda instância. Mesmo entre os defensores e desejosos da liberdade do ex-presidente Lula, há os que não consideram conveniente a soltura de todos os presos, notadamente Eduardo Cunha e Sérgio Cabral.

Dalton Matzenbacher (Florianópolis, SC)

 

No meu entendimento, um condenado em primeira instância deveria cumprir pena imediatamente. Com isso, a determinação de que condenados em segunda o façam é razoável. Ao tentarem criar mais e mais instrumentos para protelar a execução penal, os ricos, que podem pagar verdadeiras fortunas para advogados, ficarão livres (“PT diz que Toffoli cedeu a ‘motim judicial’ em decisão”).

Humberto Yoshiaki Higashi (São Paulo, SP)

 

Que país confuso. Prende, solta, julga, julga novamente e julga o julgamento. Em seguida, entra com liminar para anular o julgamento, porque o julgamento do julgamento não foi julgado. Por fim, uma liminar pausa o processo até que novo julgamento do julgamento julgado esteja novamente na pauta de julgamentos. E ainda se fala em segurança jurídica. Onde?

Francisco de Assis Amancio (Campinas, SP)

Sistema S

Paulo Guedes mira os sindicatos patronais e acerta os trabalhadores que buscam qualificação, os artistas que buscam espaço, os esportistas semi e profissionais, os alunos matriculados na educação básica e as cooperativas e as pequenas empresas que buscam apoio para empreender e inovar. Guedes e Marcos Cintra, em sua obsessão econométrica, não enxergam além de suas planilhas.

Rodrigo Veloso (São Paulo, SP)

Brasil X França

Tudo faz sentido no texto “Embaixador francês ironiza fala de Bolsonaro sobre migrantes”, apesar de não parecer. Jair Bolsonaro tocou em um dos principais problemas da França atualmente —e que também ocorre na Bélgica. O embaixador, então, pôs o dedo na ferida brasileira, que é a marca vergonhosa de mortes violentas a cada ano. A questão central é: o Brasil está tomando providências para melhorar seus números. A França também está?

Plinio Góes Filho (Maceió, AL)


Damares Alves

Sinto total empatia pelo sofrimento passado pela futura ministra (“‘O pastor ia ao meu quarto para me estuprar’”). Imagino como foi doloroso e triste os abusos que sofreu, mas espero que ela reflita sobre o absurdo dito a respeito do “bolsa estupro”. Nós precisamos é acabar com os casos de estupro, e não incentivar a mulher a criar filhos gerados no abuso.

Yasmin Mariane (São Paulo, SP)

 

Triste história vivida por Damares Alves, sem dúvida. Mas por que ela foi escolhida para ser ministra? Quais são as suas qualificações para um cargo como esse?

Adriana Justi Monti (São Paulo, SP )

 

Foi com alegria que li o texto “Em que mundo vive Damares?". De fato, este país clama por educação sexual nas escolas e tudo o que menos precisamos é cultivar a hipocrisia dos “príncipes e princesas”; de fato os dados clamam pela legalização do aborto de modo a garantir direitos e evitar mortes e sequelas; de fato o projeto “bolsa estupro” é uma aberração; e de fato precisamos de informação e prevenção. 

Angela Freitas (Rio de Janeiro, RJ)

Abril

Vejo com muita tristeza a notícia da “venda” da Abril, para um grupo especialista em ressuscitar empresas em dificuldades (“Família Civita vende Abril pelo simbólico de R$ 100 mil”). Trabalhei lá entre 1970/1985, com cinco idas e vindas para outros trabalhos. Tive muito contato direto com Roberto Civita. E na verdade a empresa acabou em 2013, quando ele morreu. 

Chico Santa Rita (Vila Real, Portugal)


Remédio para hepatite C

Enquanto toda a sociedade critica Marco Aurélio Mello, outro juiz, no último dia de expediente forense, concede liminar a favor de uma grande empresa farmacêutica para barrar o fornecimento de um medicamento barato para tratar a hepatite C, também numa briga jurídica que dura meses (“Liminar barra entrega de genéricos contra hepatite C para 15 mil pacientes”). Qual a urgência na medida uma vez que essa discussão já tem longa data? Com a palavra, o Conselho Nacional de Justiça.

Patricia Aude, funcionária pública (São Paulo, SP)


Boas-festas

A Folha agradece e retribui os votos de boas festas recebidos do jornal The New York Times, do Google, de María Elvira Domínguez, presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, da FGV Editora, da Bienal de São Paulo, de D’Urso e Borges Advogados Associados, de Graziano Messana e de Sandra Papaiz Velasco, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Associação Itália Per San Paolo, da Academia Brasileira de Ciências e de Luciano Harary (São Paulo, SP).


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