'Desconvidar presidentes da Venezuela e de Cuba é ridículo', diz leitor

Bolsonaro afirmou que 'regimes de violam as liberdades de seus povos' não estarão em sua posse

Desconvidados

Jair Bolsonaro, entre muitas barbaridades ditas ao longo de sua carreira de deputado inoperante, declarou seu apoio à ditadura militar. Agora, às vésperas de assumir a Presidência, desconvida, em atitude ridícula, os presidentes da Venezuela e de Cuba para a posse dele argumentando que ambos os países “são uma ditadura, pô, não podemos admitir” (“Maduro e cubano são desconvidados de posse”). Como acreditar em uma pessoa como essa?

Cristiano Mascaro (Carapicuíba, SP)

 

Quem votou no Jair Bolsonaro não esperava outra atitude dele. O ato de desconvidar mostra que para inimigo não se mandam flores. Mais um acerto sem nem ter tomado posse.

Carlos Oliveira (Porto Alegre, RS)

Imigração

Os “medos ancestrais” são uma chave de compreensão fundamental. Poucos temas despertam tanta reação emocional e irracionalismo. O instinto de proteção contra o diferente há muito é manipulado pelo populismo, tanto que qualquer dado empírico favorável à imigração está fadado a ser rejeitado. Difícil argumentar racionalmente contra sentimentos (“Medos ancestrais”).

Guilherme Silveira Teixeira (São Paulo, SP)


Servidores

Acho equivocado o termo privilégio quando se cuida das vantagens dos servidores. Eles entram no serviço público por meio de concurso, aberto a todos que satisfaçam os requisitos exigidos. Opções de vida são tomadas segundo a legislação vigente —o direito posto, do qual todos são destinatários (“O lado da receita”).

Raul Moreira Pinto (Passos, MG)


Índios isolados

Os povos indígenas têm o direito de determinar seu status político e perseguir livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural, incluindo sistemas próprios de educação, saúde, financiamento e resolução de conflitos. A Convenção 169 da OIT e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas garantem a eles o direito de serem consultados antes da adoção de medidas legislativas ou administrativas, além disso devem ter sua integridade física e moral mantida intacta (“Servidores da Funai temem impacto de mudança de ministério”). 

Marcelo Ribeiro (Pouso Alegre, MG)

50 anos do AI-5

Eu tinha 17 anos em 1968, já trabalhava na nossa empresa com administração familiar, que prosperava, e, à época, comprei um apartamento na planta, paguei com um sinal e mais 40 parcelas fixas. Recebi o imóvel, casei e moramos nele. Digo isso para enfatizar a estabilidade econômica do período. Sem fazer nenhum juízo do mérito do regime político em vigor, em nenhum momento foram afetados meus direitos individuais e os dos meus familiares. Havia respeito nas ruas, com muita ordem e progresso.

Arcângelo Sforcin Filho (São Paulo, SP)

 

Por que ninguém menciona, para igualmente constar na história e nas inúmeras considerações dos seus teóricos, as pessoas que foram vítimas de atos de movimentos de esquerda que agiram criminosamente durante o regime militar? Creio que assim muitas conjunturas históricas e condenações seriam vistas e esclarecidas de uma forma melhor, principalmente no que diz respeito à ponderação e à justeza dessas avaliações.

Marcelo Gomes Jorge Feres (Rio de Janeiro, RJ)


João de Deus

Sugiro alterar a identificação do indivíduo para João de Abadiânia, pois fato é que de Deus ele nada tem (“João de Deus dormiu no meio do mato antes de se entregar”).

Paulo Celso de Magalhães (Volta Redonda, RJ)

Cesare Battisti

Qual seria a fonte de renda de Cesare Battisti no Brasil? Quem paga a contratação de seus advogados? São grandes incógnitas (“PF divulga possíveis disfarces de Cesare Battisti”). 

Vânio João Resmini (Criciúma, SC)

Mais Médicos

Quem diz que “falta patriotismo aos médicos brasileiros” desconhece o interior, onde faltam profissionais de todas as áreas que “sobram” em outras cidades, quiçá formados em escolas públicas. Não sabe que as particulares recebem verbas públicas e vantagens. Melhores condições de trabalho, remuneração adequada etc. são bases para atrair profissionais e distribuí-los melhor. Nem só de médicos vive o interior.

Antonio Carlos Scaramello, médico patologista (Jaraguá do Sul, SC)

Escola sem Partido

Enquanto a burocracia didática não sair de gabinetes e ir conhecer o processo de ensinar e aprender dentro das comunidades escolares, ficará difícil sair da medíocre paranoia sexual e doutrinal (“Escola com evidências”).

Luiz Roberto da Silva (Campinas, SP)


Cotas no ensino superior

O sistema de cotas raciais é por certo controverso. A maneira de determinar se alguém é preto ou pardo é sempre incerta e polêmica. Apesar disso, o sistema tem funcionado bem, salvo distorções pontuais, e tudo indica que não tê-lo seria ainda mais problemático. O que se pode ver e provar, hoje, é que esse sistema tem permitido a entrada de milhares de negros e pardos nas universidades e vem se tornando a mais eficaz medida contra a perpetuação da pobreza entre a população negra (“Saudades da Idade Média”, de Hélio Schwartsman).

Waldo Assahi (Rio de Janeiro, RJ)

 

Está na hora de dar um basta no sistema de cotas raciais. Que prevaleça o mérito intelectual! O que o governo deveria fazer é reservar vagas para os egressos do ensino público, aqueles que cursaram todo o fundamental e médio na escola pública, independentemente da raça.

José William (Fortaleza, CE)

 

O mais justo no caso do sistema de cotas para ingressar em universidades públicas seria considerar as condições econômicas e financeiras do candidato ou de sua família. Considerar a etnicidade é muito controverso e insustentável.

Luiz Carlos de Abreu Albuquerque (Viçosa, MG) 


São Francisco

A gestão hídrica da transposição certamente será um desafio para maximizar o uso da água, que é escassa. O São Francisco precisará de um milagre para conseguir atender a toda a demanda. O governo terá que aplicar e fazer cumprir com rigor o Código Florestal, lei 12.651/12. Protegendo a vegetação no entorno das nascentes, ao longo dos rios e demais áreas de preservação permanente da bacia hidrográfica do São Francisco, teremos água suficiente para a transposição (“Operar transposição será maior desafio de futuro governo para combater a seca”).

Marcelo Bressan, engenheiro agrônomo (Curitiba, PR)

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