'Narcisismo de ministros os fez esquecer que o STF é um só', diz leitora

Dias Toffoli suspendeu decisão de Marco Aurélio que mandava soltar presos após 2ª instância

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal - Pedro Ladeira - 28.nov.18/Folhapress

Supremo

Perfeito o editorial “Presepada suprema”. Será que o ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), pensa que ele é mais importante do que a instituição? O funcionário público deve  pôr a instituição acima de suas convicções. O servidor passará, irá para a poeira da história e a instituição ficará. Faltou bom senso.

Neli Aparecida de Faria, procuradora aposentada (São Paulo, SP)

 

A Constituição é para ser cumprida (“O STF se apequena”, de Roberto Dias). Quantos dos presos sem decisão transitada em julgado serão absolvidos em instâncias superiores? Centenas, milhares? Que fossem apenas seis já seria um absurdo trancafiá-los injustamente nas masmorras prisionais brasileiras por um só dia. Não se trata de defender Lula, que cedo ou tarde será condenado definitivamente, mas de se opor ao encarceramento de pessoas que podem vir a ser absolvidas.

Barbara Maidel (Blumenau, SC)

 

No imaginário de qualquer jovem que comece a descobrir os meandros do direito, seria o Supremo a inicial fonte referencial de bom senso e, consequentemente, de bom juízo. Infelizmente, há muito, as decisões emanadas da corte têm demonstrado falta de coerência e alto grau de subjetividade de seus integrantes, deixando não apenas os jovens, mas também os mais experientes estupefactos e incrédulos.

Américo Machado Filho (Salvador, BA)

 

O narcisismo individual dos 11 ministros do STF os fez esquecer que o STF é um só. Nisso, de acordo com a mitologia grega, os 11 mergulham e quem encontra a morte é a instituição.

Maria Ester de Freitas (São Paulo, SP)

 

A atuação dos ministros do Supremo comprova a falência do sistema de indicação política do colegiado (“De ministro a carcereiro”, de Bruno Boghossian). Seus integrantes sugerem que o direito não é uma ciência, mas um amontoado de regras e princípios estabelecidos e interpretados de acordo com a conveniência e a linha ideológica de cada um.

Magnaldo Nicolau Costa (João Pessoa, PB)

 

Quem assiste a uma sessão do Supremo normalmente verifica que o país tem 11 Constituições, 11 Códigos de Processo Civil e Penal e 11 visões doutrinárias do direito. Abençoado por Deus o país que verifica que possui 11 Supremos em atividade.

José Tadeu Gobbi, publicitário (São Paulo, SP)

 

Quem vai querer investir no Brasil? O que vale hoje não vale amanhã, dependendo dos humores. Se a lei é para ser discutida caso a caso, conforme quem a infringe, não dá para ter segurança do que é legal ou ilegal.

Carlos Guimarães (Curitiba, PR)

 

As decisões e principalmente as não decisões —como o já anual protelamento que não apenas beneficiaria Lula, mas respeitaria a Constituição— foram feitas com um só objetivo: manter o ex-presidente trancafiado.

Nicola Granato (São Paulo, SP)

Novos na política

O Brasil passa por um momento interessante. Ao mesmo tempo em que há uma onda de eleitos mais preocupados em fazer política com o fígado, há outros com os pés mais no chão, tentando sedimentar a incorporação de boas políticas públicas baseadas em evidências. Este segundo grupo, do qual Alessandro Vieira, Felipe Rigoni e Tabata Amaral se propõem a fazer parte, faz tremenda falta no cenário público (“É possível acreditar”, Tendências / Debates). Desejo a eles enorme sorte na empreitada. Vão precisar. Também acredito que é possível, passo a passo.

Alexander Vicente Christianini (Sorocaba, SP)


Ex-assessor de Flávio Bolsonaro

É tão séria a “urgência médica” que impede Fabrício Queiroz de falar? Ou é uma desculpa para ganhar tempo e planejar as devidas explicações (“‘Urgência médica’ adia depoimento de ex-assessor de Flávio Bolsonaro”)?

Marina Gutierrez (Sertãozinho, SP)

 

Querido Papai Noel, em 2019 gostaria de ganhar um emprego de motorista na família Bolsonaro.

Joaquim Miguel Couto (Maringá, PR)


Olavo de Carvalho

Nunca li a obra de Olavo de Carvalho, salvo duas entrevistas. Nada de excepcional, nem para o bem nem para o mal. Já li texto muito melhor e muito pior nesta Folha mesmo. Mas considerei o texto “Nem totem nem tabu” interessante por me parecer ter sido escrito por alguém que o leu de fato. 

Jussara Maria Moreno Jachinto (Aracaju, SE)

Limite de gastos

Há um retrocesso, incentivo à má gestão e ao gasto irresponsável (“Na Presidência por 1 dia, Maia publica lei que flexibiliza gasto”). Trata-se de retorno à prática de passar a administração municipal quebrada, coberta de dívidas, ao sucessor, para dificultar a gestão dele. Somos governados por populistas irresponsáveis.

José M. Leal (Campinas, SP)


Opiniões

Corajoso e atualíssimo o texto de Joel Pinheiro da Fonseca (“Lugar de silêncio”). E concordo com a conclusão dele: seria uma tolice se homens e mulheres não pudessem opinar sobre tudo e aprenderem uns com os outros. 

Márcio Augustus Ribeiro (Vinhedo, SP)


Penduricalhos

O colunista Bruno Boghossian foi perfeito no texto “Novela indecorosa”. Uma pena que tenha deixado todo trabalhador brasileiro em completo desânimo.

Ney Spiri Nery (Limeira, SP)


Colunista

Nizan Guanaes corrobora o entendimento de que rivalidades, invejas, ciúmes, ódio e violência possam ser diluídos por meio de valores comuns, de relações mais tolerantes e de respeito por diferenças e divergências. Reconhecer-se no outro por modos similares de ser, sentir e pensar é elemento de formação da “arquitetura anímica”. A diminuição da violência e da intolerância passa pelo enraizamento cultural, por relações sociais pautadas no respeito mútuo e no reconhecimento do próximo como irmão (“Neste Natal, seja judeu”).

Pedro Mastrobuono, sócio-fundador e presidente do Instituto Volpi (São Paulo, SP)


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