'É muito triste ver o trabalho de Paulo Freire ignorado no Brasil', afirma leitor

Programa federal fala em expurgar autor, mas sem oferecer explicações

Paulo Freire
É muito triste ver que o trabalho de Paulo Freire —o acadêmico brasileiro mais influente no mundo— seja ignorado no Brasil (“Na mira de Bolsonaro, obra de Paulo Freire é pilar de escolas de elite”). Atualíssima, sua pedagogia defende uma educação que valoriza a diferença e emancipa.


Cesar B Rocha (Woods Hole, Massachusetts, EUA)

 

O educador Paulo Freire, durante entrevista em sua casa, em 1994 - Bel Pedrosa-18.abr.1994/Folhapress

A reportagem repete afirmações recorrentes sobre Paulo Freire (reconhecimentos honorários e citações na rede mundial) com pouco espírito crítico. Desde os 1990 há estudos sobre certas infelicidades da “sociologia da educação” que dão uma dimensão mais modesta para o “populismo pedagógico” (ver as releituras de Young). Esse viés está ausente nas análises freirianas mais conhecidas, de esquerda e direita, e a reportagem ignora isso.



Ronai Pires da Rocha (Santa Maria, RS)

 

 

Como viúva, biógrafa (“Paulo Freire: Uma História de Vida”), colaboradora e sucessora legal de parte da obra de Paulo Freire, manifesto o meu regozijo pela reportagem. Devo e quero enfatizar a qualidade do artigo, rigoroso e belo, pautado pela verdade e pela justiça, fidedigno à grandeza e honradez de meu marido, escrito com serenidade. Num momento como este que, infelizmente, atravessamos, quero louvar a ousadia e a coragem da Folha e do jornalista Paulo Saldaña.


Ana Maria Araujo Freire (São Paulo, SP)

 

Louco é aquele faz a mesma coisa e espera ter resultados diferentes. Depois de anos de PT sem grandes resultados, algo tem que mudar na educação. Se banir Paulo Freire melhorar a educação, que assim seja. A corrente esquerdista já teve sua oportunidade e falhou miseravelmente. Deixem o homem tentar.


Nelson Shishito (São Paulo, SP)


Social-democracia
Excelente a entrevista do jovem governador do Rio Grande do Sul sobre o que deve ser a social-democracia (“PSDB não pode se deixar levar ao sabor dos ventos, diz governador do RS”). Concordo totalmente com ele e acrescento que a social-democracia deve ser uma guardiã da política sem extremismos, um baluarte contra tendências de direita, que pipocam no mundo, ou seja, a história lhe reserva um papel fundamental. Os nomes tradicionais dela, no Brasil, que ainda estejam limpos, devem se aglutinar em torno de Eduardo Leite para fortalecê-la, e não enfraquecê-la.

Marly A. Cardone (São Paulo, SP)

 

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, no Palácio do Piratini, sede do governo - Leo Caobelli/Folhapress

Relações trabalhistas

O artigo “Em busca da justiça no caso do Grupo Abril” é uma amostra do que é o capitalismo no Brasil. Os empresários pouco perdem no caso de desastres provocados por suas más gestões e, muitas vezes, se saem até melhor. É o inverso das agruras vividas pelos trabalhadores abandonados à própria sorte. É nesse ambiente que muitos ainda defendem a precarização das relações trabalhistas. 

José Zimmermann Filho (São Paulo, SP)


Futebol feminino
Agora querem cota para o futebol feminino (“Gol contra”). Não seria mais interessante as mulheres usarem o empoderamento para elas montarem um time, assim como fizeram os homens, em vez de ficarem coagindo os clubes? 


Geraldo Magela da Silva Xavier (Belo Horizonte, MG)


Equipe de governo

Se quiser governar, Bolsonaro vai ter que ser como a rainha da Inglaterra, pois está muito longe de compreender a complexidade envolvida. Calado é um poeta (“Bolsonaro e o ‘estado profundo’”).

Paulo Cesar (Brasília, DF)

 

 

Bolsonaro é um paraquedista. A única coisa de economia que conhece é o Posto Ipiranga do Paulo Guedes. No Ministério da Educação, colocou um colombiano; no de Direitos Humanos, uma pastora; no de Ciência, um astronauta mequetrefe que plantou feijão no espaço; no das Relações Exteriores, um míope com dois neurônios e no de Minas e Energia, um almirante louco por armas atômicas. É um time de várzea ruim.

Davi Abrão da Silva (São Paulo, SP)

 

 


Creio que nenhuma nação teve alguém tão despreparado para o cargo de presidente quanto o Brasil tem agora. Jair Bolsonaro nem entende o que ele mesmo assina e tem que ser desmentido pela própria equipe (“Secretário da Receita desmente Bolsonaro sobre aumento do IOF”). 

Paulo Bittar (São Paulo, SP)


Posse de Bolsonaro
Que pena, o viés político do jornalista manchou o que poderia ser uma bela reportagem sobre os que assistiram a posse do novo governo em Brasília (“O grande circo místico”). As lindas fotos de Mauro Restiffe em meio ao povo foram o que restou de bom. Mais uma vez a Folha não disfarça sua preferência e não aceita que, em uma competição, existe quem ganha e quem perde. 


Milton Mattiazzo Medina (Carapicuíba, SP) 

 


Gostei do artigo “‘O Mito’ no poder”, de Ricardo Kotscho. Quem sabe daqui a um ano ele escreva outro: “O poder do ‘Mito’”. Vamos torcer.
 

Nagib Anderáos Neto (São Paulo, SP)


Paulo Guedes
Não sabia que Paulo Guedes tinha feito negócios com Previ (BB), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios) durante os governos Lula e Dilma (“Guedes foi fiador de empresa ‘de prateleira’”). Da mesma forma que os políticos que participaram dos governos do PT estão fora do de Jair Bolsonaro, os empresários que fizeram negócios vultosos no período Lula/Dilma também não deveriam participar da atual gestão. 

Walter Barretto Jr. (Salvador, BA)


Sergio Moro
Se o Ministro da Justiça, Sergio Moro, crê que irá conseguir administrar a pasta de dentro do gabinete, como brilhantemente fez na magistratura, está equivocado. Não é só mandar tropas ao Ceará (“Moro autoriza Força Nacional no Ceará para conter violência”), ou onde precisar, assinar uma ordem e pronto. Necessita ir ao local também e ser o timoneiro. Não apenas Sergio Moro, mas todos os ministros do novo governo. 

Ronan Wielewski Botelho (Londrina, PR)


Datafolha
“Pátria armada, Brasil” deveria ser o novo slogan da atual administração, já que, por decreto, pretende liberar a posse de arma de fogo, contrariando 61% da população, segundo recente pesquisa Datafolha (“Contrários à liberação de armas no país volta a crescer e atingem 61%”). 

Geraldo Tadeu Santos Almeida (Itapeva, SP)


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