'Eleitores não prestaram atenção nas declarações de Bolsonaro', diz leitora

Parcela expressiva da população discorda de temas da agenda do presidente, segundo Datafolha

Jair Bolsonaro

Pode triplicar salário de filho do vice e contratar amigo. Todos devem respeitar a lei, mas multa por pesca ilegal pode ser anulada. Foro especial é ruim, menos para os meus. Todo suspeito deve se explicar à Justiça, mas se for do meu círculo íntimo pode postergar. Pode ainda ser assessora parlamentar e personal trainer. Pois é, votei nele, mas estou vendo que tudo no palanque e nos tuítes é mais fácil do que na realidade.

Sérgio Aparecido Nardelli (São Paulo, SP)

 

Preparo técnico não se confunde com sagacidade política. Um presidente de fato não precisa e nem poderia conhecer a fundo as diversas áreas de seu governo. Além de noções mínimas, enquanto liderança política, exige-se sensibilidade para ouvir sua equipe, mediar as disputas internas e fazer as grandes escolhas. Com exemplos diários, a inabilidade política de Bolsonaro em questões das mais elementares é o que mais assusta (“A gente capota, mas não freia”, de Hélio Schwartsman).

Guilherme S. Teixeira (São Paulo, SP)

Plataforma presidencial

A agenda de Bolsonaro não foi uma surpresa. Surpresa está sendo a rejeição da maioria das pessoas, constatada na pesquisa, à agenda dele. Para mim, ainda prevalece a tese de que o povo não votou em Bolsonaro, mas contra o PT e o lulismo. O temor foi tão grande que votaram em Bolsonaro sem prestar atenção nas suas declarações sobre o que faria (“Agenda prioritária de Jair Bolsonaro gera interesse em poucos brasileiros”).

Marly Pigaiani Leite (Ubatuba, SP)

 

O resultado da pesquisa é surpreendente. O que se apresenta nas redes sociais é um total apoio às ideias e ações do presidente. Desaparelhamento do Estado, combate à corrupção, reequilíbrio das contas públicas, combate aos privilégios, revisão da política externa e posse de arma fazem parte da agenda presidencial e pelo que constato nas redes sociais há amplo apoio.

Dilson Gadioli (Santos, SP)

 

A análise confirma o que já era claro. Com exceção de um número modesto de fanáticos, a maioria dos eleitores de Bolsonaro são pessoas equilibradas, moderadas e que o escolheram por sentir enjoo da política “tradicional”.

Paolo Sarzi (Franca, SP)


Direitas

A análise de Matias Spektor (“Duas direitas”) é perfeita e vai além: o sucesso do governo depende da habilidade do presidente de mediar as duas vertentes de direita e impedir que os conservadores sobrepujem os liberais e estes pulem fora do barco. Se as reformas não avançarem, a nação rumará para a insolvência das contas públicas, a estagnação econômica e o regresso social.

Jean Marcel Arakawa (São Paulo, SP)


Instintos nacionalistas

O nacionalismo é o pior do “nós contra eles”. É enxergar inimigo onde pode haver parceiro. É o cidadão, com a bandeira do seu país, mais disposto a lutar do que a negociar e conviver (“Quando o populismo machuca”, de Clóvis Rossi).

Nelson de Paula (Curitiba, PR)

Militares e a reforma

Senhores militares, até concordo que suas atividades têm especificidades que devem ser consideradas, mas e as dos policiais que enfrentam diariamente criminosos? Se querem e acham que o país precisa ser reformado —e precisa!—, deveriam ser os primeiros a chegar ao consenso de que todos devem suprimir direitos esdrúxulos (“Militares intensificam lobby para ficar fora da reforma da Previdência”).

Randulfo da Silva Pereira (Indaiatuba, SP)

 

Partindo da premissa de que a reforma da Previdência é fundamental para o país e de que todos devem fazer sacrifícios pela nação, os primeiros a darem provas de abnegação devem ser os militares. Entretanto, “nossos soldados” querem se esconder. Seriam os “desertores” da batalha do Ajuste da Nação?

Benedito Silva (Paraisópolis, MG)

 

Com todo o respeito que tenho pelos militares, a exclusão deles da reforma seria um desrespeito a todos os outros brasileiros que trabalham duro neste país e que estão sujeitos a todas as dificuldades do mercado sem estabilidade. Seria uma bomba desmoralizadora para um governo com grande participação militar na sua composição.

Álvaro Scheffer (Ponta Grossa, PR)


Cargo no governo

O fato que vem a público mostra que a pessoa que trabalhou em uma agência durante a campanha eleitoral ganha agora um cargo na estrutura do governo. Podem nomear quem quiser, do time ou de fora do campo. Resta saber se o nomeado cumpre as exigências objetivas da lei e se, de fato, está apto a exercer a função. Simples assim, como ocorre em democracias (“Funcionária que disparou WhatsApp para Bolsonaro ganha cargo no Planalto”).

Roberto Oliveira M. Filho (Salvador, BA)


Vouchers para educação e saúde

À primeira vista, parece-me uma ideia digna de ser considerada (“Ideia de vouchers para educação e saúde esbarra em falta de exemplos”). Mas ainda deve ser discutida na sociedade e pelos seus representantes eleitos, pois há questões técnicas, jurídicas e ideológicas. A discussão não pode ficar restrita à esfera do Executivo.

Luiz Freitas (Brasília, DF)


Redes sociais

Muito bem, Juca Kfouri, siga em frente (“As raivosas redes sociais”). Há quem acredite que se esconder atrás de uma tela é permissão para praticar toda barbárie. Não é. E não poderá ser jamais. Não se pode admitir esse tipo de prática criminosa. 

Maria Alves (Brasília, DF)


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