Entre correções bem-vindas e 'trapalhadas', leitores divergem sobre recuos de Bolsonaro

Indicação de amigo de Bolsonaro para gerência executiva da Petrobras também divide opiniões

Governo Bolsonaro 

Não vejo prejuízo em refazer ou corrigir algo que foi dito ou feito, desde que exista sempre o objetivo de fazer melhor, o que for justo, valorizando a meritocracia, protegendo os mais fracos e promovendo a igualdade e a humanidade. Sinceramente, estou torcendo para que este governo dê certo e espero que todos colaborem, ao menos enquanto a gestão estiver no rumo certo.

José Salioni (Ribeirão Preto, SP)

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Senhor presidente, meu pai dizia: “Brasileiro morre pela boca; de tanto comer ou de tanto falar”.

Pedro Carlos Pires de Camargo (Juiz de Fora, MG)

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Um governo despreparado e demagogo naturalmente tende à desorientação, ao açodamento, a “bater cabeça”, à insegurança, a não saber o que fazer e, enfim, aos recuos, que logo levam aos erros na economia e na política, culminando com a impopularidade, que o imobiliza.

Antonio Melo (São Paulo, SP)

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Se o presidente Jair Bolsonaro continuar a fazer trapalhadas e concentrar na agenda de costumes seus discursos e comentários, certamente ele perderá o apoio até de seus eleitores, pois muitos o apoiaram somente porque ele concorria contra o candidato do PT.

Franco Oliveira (São Paulo, SP)


Indicação de amigo

Quem foi eleito prometendo moralizar a administração pública deveria ter como primeiro critério para a nomeação que o indicado não seja amigo, para que não haja dúvidas sobre a competência do nomeado. Indicar um amigo e dizer que o critério foi técnico é argumentar para os desprovidos de inteligência.

Antonio Marcos Mendes Augusto (Brasília, DF)

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Queriam que colocasse um amigo do Lula?

Luiz Felipe Lopes de Britto (Brasília, DF)


Fernando Haddad

Acho o governo atual, nos seus primeiros dias, uma lástima, com chance remota de sucesso. Porém Fernando Haddad perder a compostura não melhora o debate nem a percepção da classe política por parte da população. Se hoje temos uma pessoa como essa no posto mais importante do país, é em muito fruto do trabalho de trapalhões do seu partido.

Jorge Mendes (Rio de Janeiro, RJ)


Alfabetização

A Associação Brasileira de Alfabetização (Abalf) está construindo um manifesto, a ser enviado ao ministro da Educação, assinado por centros de pesquisa, ONGs, associações científicas e dirigentes. O documento reitera o que setores da sociedade, que acumularam conhecimento pedagógico, científico e político sobre a problemática da alfabetização, já constataram: as soluções são mais complexas do que só mudanças nas metodologias. Todos se dispõem a contribuir para que sejam enfrentados os desafios.

Isabel Cristina Alves da Silva Frade, presidente da Associação Brasileira de Alfabetização (Belo Horizonte, MG)


Modelo de governo

Muito oportuna a advertência do professor Luiz Carlos Bresser-Pereira quando aponta a necessidade de diálogo entre centro-direita e centro-esquerda, na busca de um modelo econômico razoável capaz de deter o avanço da desigualdade social via concentração de renda.

Ramon R. Corrêa (Belém, PA)


Bandeira vermelha

Em seu artigo “Nossa bandeira será vermelha”, o professor Vladimir Safatle nos oferece, mais uma vez, uma admirável lição de história política.

Fábio Konder Comparato, professor emérito da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP)

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Vermelho é a minha cor preferida. Bom texto, didático. Mas o vermelho a que o presidente se refere tem uma conotação objetiva, com a esquerda no foco. Se assim for, faz sentido e tem o meu apoio.

Nacib Hetti (Belo Horizonte, MG)

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Ótima, como sempre, a coluna de Vladimir Safatle. Com muita lucidez nos é mostrada a origem da bandeira vermelha e por que é tão temida, em nossos dias, no Brasil. Parabéns, professor, por mais essa aula de história.

Cleide Maria Quadros Batista (São Paulo, SP)


Faróis

Uma delícia a travessia pela história resgatada por Marcelo Coelho sobre o farol de Eddystone. O mar, a navegação e pessoas como o construtor de faróis Henry Winstanley e o rei Luís 14 fazem a história da nossa humanidade. E como é importante nos vermos revelados nessas passagens, especialmente para viajantes como eu que tiveram a necessidade de se guiar pelas luzes dos faróis marítimos, em especial em travessia transoceânica realizada em 1986 entre o Brasil e a África. 

Antonio Carlos Brasiliense Carneiro (São Paulo, SP)


Dias melhores

Parabéns pela reportagem, Ricardo Kotscho (“Casal monta escola gratuita para mais de 100”). Trata-se de uma história que vale a pena ser contada e que,  nesses tempos sombrios, é um alento.

Maria Cristina Donadi Benassi (Santos, SP)


Colunistas

Não poderia deixar de cumprimentar os colunistas Bruno Boghossian e Ruy Castro pelas brilhantes abordagens sobre a situação do país. Seus textos fazem com que mais ainda estejamos de mãos dadas com a Folha. Parafraseando um velho adágio, os cães ladram e a Folha passa.

Hélio de Almeida Rocha (Piracicaba, SP)

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