Governo deveria tornar obrigatório tratar rejeitos de mineração, diz leitor

Mais de 50 morreram após rompimento de barragem em Brumadinho (MG)

Brumadinho

Nós ainda temos outras barragens. Temos também outros viadutos, outras boates sem saídas de emergência, outras zonas de alagamentos, outros trens sem manutenção e outros prédios desabando. E continuaremos chamando tudo isso como originariamente os dramas gregos eram chamados: tragédia. E a tragédia dos sucessivos governos assistem e aplaudem.

Arlindo Carneiro Neto (São Paulo, SP)

O governo deveria criar legislação obrigando o tratamento dos rejeitos de mineração. Dá trabalho e custa caro, mas é perfeitamente possível descontaminar a lama. 

Mário Barilá Filho (São Paulo, SP)

As barragens no Brasil e, em especial, em Minas Gerais, estão funcionando com riscos inaceitáveis. Dirão alguns técnicos que fazem parte do negócio. O inegável risco de morte indica que se deve procurar outras áreas para a estocagem de rejeitos, ainda que isso seja oneroso. A solução tem que vir imediatamente, sob pena de a mineração transformar-se na indústria da morte.

Paulo Affonso Leme Machado, professor de direito ambiental (Piracicaba-SP)

Sugiro que o jornal entreviste o ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco e o ex-presidente Michel Temer, já que as duas tragédias ocorreram praticamente no governo do MDB. Não dá para imputar na conta de Jair Bolsonaro, que está no cargo há apenas 28 dias.

Luciano d’Avila (Porto Alegre, RS)

O rompimento da barragem em Brumadinho, com perdas humanas e ambientais incalculáveis, é um reflexo de governos como o atual, pouco comprometido com a preservação do meio ambiente, reservas indígenas e quilombolas. A única preocupação do atual governo é com os lucros das grandes empresas e com o mercado. Entretanto, os impactos ambientais de tais políticas estão visíveis a todos.
Erivan Santana (Teixeira de Freitas, BA)


Stradivarius

A leitura da Folha integra meu viver desde o século passado. Neste domingo, toldado pela tragédia de Brumadinho, a leveza do jornal fica por conta de Antônio Prata, que nos brinda com aula poética sobre o Stradivarius. Obrigada!

Maria Inês de Araújo Prado (São João da Boa Vista, SP)


Crise nos estados

As reformas nos estados devem ser obrigatórias também. Privatizações, redução do quadro do funcionalismo, corte de privilégios, tudo isso deve ser cobrado como contrapartida.

Marcelo Resende (São Paulo, SP)

O governo Temer fez uma renegociação ruim das dívidas dos estados, além de não impor as contrapartidas necessárias. O governo Bolsonaro, caso não mude essa tendência leniente dos governos passados, vai ser mais do mesmo, e a conta vai para todo o país novamente.

Rafael Alberti Cesa (Caxias do Sul, RS)


Bolsonaro e a imprensa

Como candidato, Jair Bolsonaro fugiu de todos os debates com seus adversários. Agora, como presidente, ele se esquece de que é o maior mandatário do país e tem a obrigação de dar satisfação de suas ações ao povo. Fugir da imprensa não lhe cai bem.

José William (Fortaleza, CE)


Aposentadoria dos militares

É simples: se a sociedade concorda que determinadas classes profissionais devem se aposentar mais cedo, estes devem pagar alíquotas maiores para garantir tal benefício.

Ricardo Ferreira (São José dos Campos, SP)


Ficção científica

Excelente a reportagem de Everton Lopes Batista sobre autores brasileiros que ousaram deixar o terreno firme do realismo e abordaram temas até então reserva de mercado de escritores estrangeiros (“Distopia a brasileira”, Ilustrada, 26/01). Notei a falta de Fausto Cunha (1923-2004), crítico literário, autor de vasta obra, na qual se inclui o livro de contos “Noites Marcianas”.

Cícero Sandroni, membro da Academia Brasileira de Letras


Crise na GM

A Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), ligada à Universidade de São Paulo, vem lutando há muito tempo para que grandes corporações sejam obrigadas a divulgar suas demonstrações contábeis no Brasil. É um absurdo a sociedade brasileira não ter conhecimento de receitas, custos, margens de lucratividade, taxas de rentabilidade etc dessas caixas-pretas. Forças ocultas parecem trabalhar em sentido contrário à transparência.

Welington Rocha, professor e diretor-presidente da Fipecafi


Jean Wyllys

O editorial é vil ao não contextualizar o “capítulo lamentável” do cuspe do deputado do PSOL em seu colega parlamentar, dando a entender tratar-se de ataque banal. Exceto em tom de ironia, é fútil ao afirmar de forma taxativa que o país “felizmente” não ostenta as condições de ditadura ou de democracias em decomposição, mesmo após esta Folha ter publicado uma série de matérias com as opiniões de Steven Levitsky sobre o tema.

André Eterovic (Santo André, SP)

Parabéns à Folha de S.Paulo pelo editorial sobre a renúncia do parlamentar Jean Wyllys. Se um deputado federal não tem mais segurança para exercer seu mandato, imagine um cidadão de uma pequena cidade que seja um vereador de oposição ao prefeito local. Tempos bárbaros.

Vanderlei Vazelesk Ribeiro (Rio de Janeiro, RJ) 

O vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM), do MBL, também é gay (e negro). Ele não apenas sofreu ameaças, como foi alvo de um tiro que atingiu a vidraça de seu gabinete na Câmara em dezembro de 2018. Só que Holiday não fugiu.

Denis Tavares (Brasília, DF)


Tratamento dentário

Fiquei espantado com a reportagem “Com notícias falsas, filme da Netflix quer acabar com o tratamento de canal”. Impressionante que depois de um século de pesquisas e erros e acertos, a ciência odontológica ainda tenha que ficar sob o escrutínio da ignorância e do obscurantismo.

Fábio Cesar Cristiano, cirurgião-dentista (Porto Velho, RO)


Líder em audiência

Parabéns à Folha de S.Paulo. Como assinante, com muito orgulho voltei a andar com o jornal debaixo do braço em todos os lugares que vou. Chama muito a atenção.

Pedro Valentim (Bauru, SP)


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