'Se o escândalo atingir a Presidência, todos nós vamos pagar caro', diz leitor

Segundo Jornal Nacional, Flávio Bolsonaro recebeu na conta dele 48 depósitos em dinheiro

O senador eleito Flávio Bolsonaro e o presidente da República, Jair Bolsonaro, em Brasília, em novembro de 2018
O senador eleito Flávio Bolsonaro e o presidente da República, Jair Bolsonaro, em Brasília, em novembro de 2018 - Adriano Machado/Reuters

Flávio Bolsonaro

Para alguém que tinha apenas um Gol 1.0 passar a ter o patrimônio de R$ 4,2 milhões (isto é o que pensamos saber) em tão pouco tempo, é para se investigar mesmo. As fontes são fidedignas (“Filho de Bolsonaro comprou R$ 4,2 mi em imóveis em 3 anos”). Será que Sergio Moro não está temeroso por ou de seus novos amigos? Será que os depósitos contínuos (48) que sabemos pelo Coaf não serão “as rachadinhas”? E aí estava uma família exemplar...

Mariza Bacci Zago (Atibaia, SP)

 

Não votei em Bolsonaro e não estou feliz com o que vejo. O país não está de pé ainda, empresários e trabalhadores ainda estão sangrando. Se esse escândalo se aprofundar e atingir a Presidência, todos nós, eleitores ou não de Bolsonaro, vamos pagar muito caro por tudo isso (“Relatório do Coaf mostra pagamento de R$ 1 milhão”).

Alexandre Oliveira (Vassouras, RJ)

 

O sonho de consumo da esquerda é achar que ninguém presta. Assim todos se igualariam a ela.

Plinio Góes Filho (Maceió, AL)

 

Com tantas trapalhadas, Flávio Bolsonaro está criando tantos problemas para o pai e tamanho constrangimento que, a meu ver, só há uma saída: para deixar o pai bem à vontade, ele deve assumir o mandato no Senado e em seguida se licenciar, deixando o suplente no lugar até que tudo seja esclarecido. Isso dará ao presidente Bolsonaro a condição moral de continuar a cruzada contra os bandidos.

Luis Baibich (Curitiba, PR)

 

Algum tempo atrás eram os seguidores de Lula que criticavam a Folha e falavam em perseguição. Agora são os de Bolsonaro. Parabéns, Folha, isso mostra que estão no caminho certo.

Austin Assis Andrade (Campo Mourão, PR)


Militares no governo

As Forças Armadas levaram muitos anos para apagar a má impressão deixada de 1964 a 1985. Espero, sinceramente, que esta nova participação não venha manchar o que, a muito custo, reconstruiu na sociedade brasileira, tornando-se uma das instituições de maior respeito (“Militares já se espalham por 21 áreas do governo, de banco estatal à Educação”).

Antônio João da Silva (Brasília, DF)

 

Este país, que se tornou o império da corrupção, privilégio e mentira, na verdade é um grande país. Temos aqui verdadeiros homens e mulheres que querem trabalhar e construir um futuro digno para nossas famílias e descendentes. Que os militares que estão assumindo o poder sejam da classe de homens e mulheres de valor. Não podemos suportar mais a mentira, o despreparo, a ignorância, a estupidez como o prato do dia. O Brasil precisa mudar. Não há mais espaço.

Geraldo Diniz (Taubaté, SP)

 

O que surpreende mesmo é que existam tantos cargos para serem preenchidos politicamente, por militares ou não.

Luiz Claudio Carvalho (Campinas, SP)

Redes sociais

Excelente o texto de Ronaldo Lemos (“O desafio de governar com redes sociais”). Eu só acrescentaria que as figuras midiáticas me parecem personagens. Não sei bem até que ponto as pessoas se transformam ou são transformadas pelas caricaturas. Mas o fato é que, passada a eleição, acaba a ficção. Quando termina o filme, Stallone vota a ser só Sylvester. Deixa de ser Rambo, Rocky etc.

Antonio Oliveira (Vila Velha, ES)


Estado e religião

Se o Estado é laico, por que um dos primeiros atos do presidente foi garantir ao estudante o direito a faltar à aula ou mesmo à prova por razões religiosas? Estamos mesmo interessados é em tomar conhecimento dos temas relevantes relacionados ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Temos de exigir dos responsáveis políticos o mínimo de coerência e clareza de objetivos (“Pelo fim da intolerância”, de Damares Alves e Sérgio Augusto de Queiroz).

César Augusto da Conceição Reis (Belo Horizonte, MG)

 

Achei bacana o texto, mas acrescento que querer impor a sua fé, como faz o atual governo com o seu “Deus acima de todos”, também é uma forma de intolerância.

Karina Ratton (Curitiba, PR)


Acesso a armas

É irônico que Onyx Lorenzoni, envolvido com caixa dois e membro de um governo tão recente e já com lama nos sapatos, use o termo “cidadão de bem” para defender a sanha armamentista de seu chefe (“Em defesa do direito à legítima defesa”). Arrisco dizer que gente verdadeiramente de bem usaria o espaço para dar explicações convincentes sobre as graves denúncias que circundam o Planalto.

Alex Fabiano Nogueira, professor (São Paulo, SP)


Ferrovias

Lamentamos que a iniciativa do governo não contemple uma prévia regulação do setor, com um marco regulatório que classifique as ferrovias conforme sua utilização e que possa garantir a interoperabilidade entre concessões, ou seja, a livre circulação de todos os trens. A presença do Estado no setor de ferrovias é essencial para que o país tenha projetos estratégicos, e o interesse público do Brasil, país continental e com enorme déficit no uso de sua malha ferroviária, precisa ser preservado (“Ministro diz que governo vai conceder 3 ferrovias até 2020”).

José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente da Ferro Frente (São Paulo, SP)


Maioridade penal

A lei garante proteção integral ao menor de 18 anos levando em conta seu desenvolvimento mental incompleto. A proposta de reduzir a maioridade penal desconsidera a condição peculiar do menor. O envolvimento de menores na criminalidade diminuirá à medida que haja melhora da qualidade da escola pública e a erradicação da pobreza, da marginalização e das desigualdades (“Discursos vazios exploram o medo e a boa-fé”, de Liana de Paula e Mariana Chies Santiago Santos).

Jairo Edward De Luca (São Paulo, SP)


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