'Se promoção de filho de Mourão for legal, não há do que reclamar', diz leitor

Antônio Hamilton Rossell Mourão passou para assessoria especial do Banco do Brasil

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão - Nelson Almeida - 4.out.18/AFP

Filho de Mourão

Por mais competente que possa ser a pessoa —detentora até, se fosse o caso, de um Nobel—, o fato é que o parentesco com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, faz tal nomeação, no mínimo, cheirar bem mal. Para um grupo que disse durante a campanha buscar a moralização do Brasil, a fotografia passa a ficar bem feia (“Filho de Mourão vira assessor de presidente de estatal e triplica salário”).

Ricardo Candido de Araujo (Taboão da Serra, SP)

 

O cargo é de confiança, portanto, a confiança prevalece sobre outros critérios não vedados por lei. A pergunta é se a nomeação é legal ou ilegal. Se for legal, nada há do que reclamar.

Silvio Souza (Franca, SP)

 

O caso, no mínimo, é contrário ao princípio da moralidade pública. Uma das promessas do presidente Jair Bolsonaro, quando candidato, era a de não adotar as práticas da “velha política”, que sempre favorecem familiares de políticos que fazem da função pública um meio para se tornarem ricos ou enriquecerem mais.

Nehru Gabriel (Santos, SP)


Guedes e Moro

O brasileiro precisa de um jornalismo imparcial e capaz de explicar, com clareza e profundidade, a confusão política, econômica e social em que vivemos. O governo Bolsonaro não é infalível, porém tem boa intenção. O seu sucesso depende de duas áreas fundamentais: economia e combate ao crime organizado (incluindo a corrupção). Portanto, o sossego dos brasileiros depende do sucesso dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça, Sergio Moro.

Benone Augusto de Paiva (São Paulo, SP)

Ex-assessor Fabrício Queiroz

O caso já está virando piada, uma total desmoralização do Ministério Público (“Familiares de Queiroz não comparecem a depoimento”).  Até quando?

Antônio Carlos de Paula (Mogi Mirim, SP)


Palavra do ano

Discordo da leitora que elegeu “destrambelhado” como candidata ao título de palavra de 2019. Para mim, não restam dúvidas de que a palavra do ano será “obscurantismo”.

Alexandre Gonçalves (São Paulo, SP)


Venezuela

Brilhante a opinião de Abraham Lowenthal e David Smiled sobre a situação da Venezuela (“País precisa de diplomacia, não de intervenção militar”). Será que os líderes mundiais ainda não aprenderam que intervenções estrangeiras, além de ineficientes, são trágicas?

José Dieguez (São Carlos, SP)

Andrea Matarazzo

As críticas camufladas de Andrea Matarazzo à administração municipal parecem motivadas pela síndrome de Mick Jagger (“#SPabandonada”). Tetraderrotado por João Doria, primeiro nas prévias do PSDB, depois como candidato a vice de Marta Suplicy na eleição municipal de 2016 e mais recentemente na disputa para governador como aliado de Paulo Skaf no primeiro turno e de Márcio França no segundo, o conde parece não ter assimilado que o tempo em que a nobreza ditava os caminhos da sociedade passou.

Cássio Navarro, deputado líder de bancada do PSDB na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo)


Teto previdenciário

Cumprimento a repórter Ana Estela de Sousa Pinto pela excelente reportagem em que são comparadas propostas de reforma da Previdência (“Novas propostas de reforma chegam a dobrar economia na Previdência”). Sugiro a ela que faça também uma comparação do teto previdenciário. É importante que a imprensa dê mais importância ao teto, que é de praticamente seis salários mínimos. A reforma é necessária, mas não deve atingi-lo. O teto previdenciário é a garantia maior que grande parte da população tem de uma velhice digna.

Luiz Carlos Bresser-Pereira (São Paulo, SP)


Concessão de rodovia

A intenção de adotar o modelo paulista para a concessão de rodovias é péssima (“Equipe de Bolsonaro estuda outorga para concessão de rodovia”). A arrecadação por meio de “outorgas bilionárias” nada mais é do que a cobrança de um imposto disfarçado de altíssimos valores de pedágio —a tarifa, na verdade, deve ser suficiente só para a manutenção das rodovias, despesas operacionais do sistema e lucro da concessionária. A ideia trará mais encargos aos usuários das rodovias federais.

José Carlos Tonin, engenheiro civil (Indaiatuba, SP)


Tombamento

O artigo “Tombamento não precisa ser um castigo”, do presidente do Conpresp, Cyro Laurenza, é simples, direto e apresenta uma proposta clara, que funciona. Sua urgência é inquestionável. E a Folha mais uma vez presta um grande serviço. Só resta pedir às autoridades do setor que ponham mãos à obra.

Carlos Figueiredo (São Paulo, SP)

 

Indispensável a reflexão proposta pelo presidente do Conpresp. Se queremos preservar nossa cultura por meio do tombamento, tal ato não pode representar um castigo ao proprietário. No entanto, devem ser encontrados mecanismos compensatórios que estimulem sua preservação.

Ricardo Hunziker (São Paulo, SP)


Violência no Ceará

Tenho procurado alertar para o risco de manipulação política em torno dos lamentáveis acontecimentos que atingem o Ceará, justo nas regiões onde a população é mais vulnerável, como na periferia de Fortaleza e municípios do interior. Avalio que outras linhas de investigação deveriam ser pesquisadas. Não devem ficar somente com a explicação mais imediata, a meu ver, reducionista, de que seja uma rebelião comandada por facções em retaliação à nomeação do secretário da Administração Penitenciária (“Sequência de ataques põe turistas em alerta no Ceará”).

Patrícia Porto da Silva (Rio de Janeiro, RJ)

Pós-modernidade

Contardo Calligaris bota o país no divã em “O Brasil pós-moderno?”! Profunda análise do momento com a ilustração da genial Mariza Dias Costa!

José Antonio Garbino (Bauru, SP)


Colunista

O Ruy Castro é o meu motivo para continuar insistentemente enfrentando a “imparcialidade” desta Folha. O cara me faz rir muito quando diz a um taxista, que compra livros pela internet, que vai começar a andar de Uber e mostra sua genialidade suave ao expor ideias retrógradas utilizando animais famosos dos gibis e da televisão (“Não adianta, Damares”). Ruy, continue sendo essa pluma entre elefantes e te seguiremos.

Joel Jacobovicz (Curitiba, PR)


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