Apesar de evidências, talvez só a ira de Carlos Bolsonaro derrube ministros, diz leitor

Leitores reclamam de contradição de presidente e de Sergio Moro a respeito de membros do governo alvos de 'acusações robustas'

Governo Bolsonaro

O que Bolsonaro aguarda para exonerar Marcelo Álvaro Antônio, Ricardo Salles e Onyx Lorenzoni? Cabe à imprensa cobrar do presidente e do ministro da Justiça a promessa feita: ministros que sofressem acusações robustas seriam demitidos. Levando em conta a permanência dos três, parece que as falcatruas não são suficientes para a queda de um ministro; talvez só a ira de Carlos Bolsonaro seja.

Rafael Soares dos Santos Silva (Porto Alegre, RS)

 

Peço permissão ao Manual da Redação para sugerir que temos um presidente da república que simplesmente mente. Seus filhos estão diariamente nos jornais por razões nada republicanas, com ao menos um deles, senador, suspeito de ligações para lá de perigosas com milícias e seu processo de septicemia nas instituições públicas do Rio, de que os assassinatos de Marielle Franco e seu motorista são os tumores mais medonhos.

Clarilton Ribas (Florianópolis, SC)


Reforma da Previdência

Trabalhador no Brasil não tem privilégios. O país não vai falir por causa da previdência como está. A roubalheira de anos ainda não conseguiu quebrar o país e não vão ser os benefícios de trabalhadores comuns aposentados que vão. Mais uma vez, os militares ficaram de fora com promessa para depois, o que significa ficar no ora-veja. Afora juízes, parlamentares e outros servidores que causam prejuízo com os privilégios adquiridos.

Eliton Rosa (Rio de Janeiro, RJ)

 

Inconsequente o comentário de Bruno Boghossian em sua coluna (Opinião, 21/2), quando diz que Michel Temer encenou um clássico ao apresentar seu projeto de reforma. Sabemos que a PEC apresentada pelo ex-presidente foi atropelada pelas gravações de Joesley Batista. Bolsonaro mostra firmeza de propósito indo pessoalmente ao Congresso levar indispensáveis medidas que podem salvar nosso país.

Osvaldo Cesar Tavares (São Paulo, SP)

 

A discussão do projeto de reforma da Previdência será o grande teste deste Congresso renovado. Polêmicas são esperadas e fazem parte do processo, desde que se atenham à reforma propriamente dita e ao futuro da nação. Não há mais espaço para interesses corporativos ou politicagem rasteira; a opinião pública deve permanecer atenta e vigilante. É preciso cobrar e chamar os parlamentares à responsabilidade.

Luciano Harary (São Paulo, SP)

 

Será abolida a abolição da escravatura com a atual proposta. A trabalhadora e o trabalhador rurais terão de atuar até os 60 anos. Como resistirão? Como sobreviver a condições como chuva, frio, calor e falta de banheiro ou refeitório? A ministra da Agricultura achou ótimo: “Tenho 64 anos e ainda quero trabalhar bastante”. Que tal experimentar a rotina diária no campo?

Francisco José Bedê e Castro (São Paulo, SP)

 

A julgar pelos comentários de autoridades envolvidas no projeto de reforma da Previdência, todos os aposentados que possuem benefícios acima de um ou dois salários mínimos são privilegiados. É uma afronta com aqueles que, como eu, recolheram pontualmente durante mais de 40 anos as contribuições necessárias ao recebimento de valor inferior ao que recebia na ativa.

Rodolpho Odair Sverzutti Cava (Cafelândia, SP)


Fábrica da Ford

A Ford está fechando a fábrica do ABC por prejuízos e falta de perspectiva. A demanda de caminhões não vai sumir, Mercedes e Volkswagen vão comprar mais autopeças e empregar mais gente. Não há por que o governo se meter nisto. É assim que funciona em países ricos. Empresas que têm lucro sobrevivem, e quem tem prejuízo fecha.

Igor Cornelsen (São Paulo, SP)


Venezuela

O Brasil não pode ficar a reboque dos interesses do governo Trump, arriscando-se a tomar atitude que possa ser considerada provocativa ou de agressão e desencadear reação armada da Venezuela. A consequência, até aqui impensável, mas factível, é o país entrar em guerra com um vizinho, o que não acontece desde o conflito com o Paraguai.

Luís Roberto Nunes Ferreira (Santos, SP)

 

Se os EUA querem o uso de força militar na Venezuela, que a usem eles, que o fazem muito bem e sempre, e não impinjam ao Brasil, que tem histórico de paz, pôr em risco a vida de brasileiros, criando-nos uma encrenca internacional.

Roberto Cecil Vaz de Carvalho (São Paulo, SP)


Racismo

Para discriminar e segregar, todos sabem quem são negros e mulatos (“Usuários e motoristas relatam racismo em apps de transporte”, Cotidiano, 21/2). Mas quando é para beneficiar com política afirmativa, surgem editoriais, colunistas e especialistas afirmando que, por causa da miscigenação, fica difícil apontar quem é negro no Brasil.

Pedro Valentim (Bauru, SP)

João Artur Carvalho da Luz, 37, é motorista de aplicativo e diz que já sofreu racismo durante o trabalho
João Artur Carvalho da Luz, 37, é motorista de aplicativo e diz que já sofreu racismo durante o trabalho - Jardiel Carvalho/Folhapress

Tendências / Debates

Aprender com os erros é fundamental para ampliar o conhecimento. Além de ponderado e elegante, o artigo do professor Vahan Agopyan foi muito instrutivo (“A engenharia não é uma ciência exata”, 21/2). A questão é se as tragédias minerais no Brasil ficarão só em desculpas e paliativos ou se algo mais sério em termos de tecnologia e avaliação de riscos advirá.

Adilson Roberto Gonçalves (Campinas, SP)


Cadastro positivo

O cadastro positivo é um cadastro negativo sob disfarce, mais rigoroso e arbitrário. Exclui quem tenha tido um atraso, mesmo que eventual e justificado. Enquanto o cadastro negativo prevê que o nome de quem salda o débito seja removido, no positivo um devedor eventual jamais voltará a ser considerado bom pagador. Cabe verificar a constitucionalidade desse projeto, pois cria tratamento desigual a iguais.

Patricia Porto da Silva (Rio de Janeiro, RJ)


Ricardo Boechat

O quadro marcante que tenho foi quando Ibrahim Sued fez 30 anos de colunismo, em 1983, no Copacabana Palace. Chovia, e Boechat, incansável, anunciava os convidados ao anfitrião. Depois, eu o vi lançar “Copacabana Palace - um Hotel e sua História”, em 1999, quando recebi o autógrafo: “Ao querido Jota Mape, colunista de primeira grandeza e amigo de longa data”. Em Vitória foi onde ele conheceu a “doce Veruska”, e onde soube e chorei sua morte.

Jota Mape (Goiânia, GO)


Folha, 98

A Folha agradece as mensagens pelos seus 98 anos recebidas de Antonio Sergio Ferreira Brandão, diretor do colégio Oféria Fonseca, Luiz Carlos Motta, deputado federal, Paulo Maluf e Andrea Matarazzo.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.