'Eu gostaria de saber se a Vale indenizará os bombeiros', afirma leitor

Profissionais atuam em condições extremas no resgate em Brumadinho (MG)

Brumadinho

O Brasil é a prova viva da lei de Murphy. E, em um ambiente em que tudo é feito com desleixo, com certeza, algo dará errado. 

Cláudio Andrade (Taubaté, SP)

 

Chego aos 77 anos completamente desiludido com o meu país. Somente nos últimos 30 anos acordei para a dura realidade em que vivemos graças a pessoas clarividentes, a exemplo de Vladimir Safatle. O colunista tem total razão quando afirma o que nos aguarda: lama e tiros.

Ademar G. Feiteiro, advogado (São Paulo, SP)

 

Eu gostaria de saber se a Vale vai indenizar ou dar algum bônus para os bombeiros pelos sacrifícios que estão fazendo (“Com salário parcelado, bombeiros chegam a nadar na lama em MG”). Eles estão expostos ao sol e a produtos extremamente tóxicos, que futuramente poderão comprometer a saúde deles. Com a palavra, a Vale.

Ivan Bastos Fóscolo (Belo Horizonte, MG)

 

A polêmica que se formou nas redes sociais acerca da presença de israelenses em Brumadinho revela que, para certos grupos da sociedade, tragédias como a que ocorreu no município mineiro são monopólio nacional (“Tropas de Israel encerram operação sem localizar sobreviventes na lama”). Será que só mensagens de solidariedade seriam bem-vindas?

Sheila Sacks (Rio de Janeiro, RJ)

Meio ambiente

O fato de sermos privilegiados em exuberância florestal e fertilidade agrícola não nos exime da responsabilidade de buscar a preservação ambiental. Podemos, com evolução tecnológica e consciência ecológica, avançar cada vez mais em progresso econômico sustentável, sem abrir mão do nosso patrimônio vegetal e geográfico. Antes de sermos brasileiros, somos terráqueos e a inviabilização da existência da Terra nos incluirá.

Ari Cosme Francois (Ribeirão Preto, SP)


Charge

Manifesto profunda indignação com a charge “Lama Alma”, publicada na edição desta Folha na última quinta (31). Reconheço a acidez como a característica da charge, mas não posso deixar de ressaltar a infelicidade a que os engenheiros civis foram expostos. Uma generalização tosca, que ofendeu milhares de profissionais que trabalham para o desenvolvimento sustentável do país. A engenharia civil brasileira é reconhecida por sua qualidade e expertise e não merece ser retratada dessa forma.

Joel Krüger, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Brasília, DF)


Inteligência artificial

Excelentes ponderações sobre o futuro do emprego no editorial “Futuro robótico”. De fato, o rápido avanço de tecnologias causará forte impacto não apenas na oferta de trabalho braçal mas também em profissões intelectuais antes tidas como inalcançáveis pela automação, a exemplo da advocacia. Diante desse quadro sombrio, só haverá espaço ao profissional do futuro que desenvolver habilidades humanas ainda não abrangidas pela robotização, especialmente no campo da inteligência emocional.

Gustavo Rogério, especialista em direito digital e compliance (Limeira, SP)


Governo Bolsonaro

Grandioso o texto de Fernanda Torres (“Perdidos no espaço”). Como se vê, estamos de fato perdidos no espaço diante de tantas incertezas de um governo que só oferece riscos à estabilidade do país. O tom jocoso do texto ressalta as investidas da trupe que habita o Planalto e cercanias, com seus encarregados da bajulação.

Wanderley Wasconcelos (Barra do Garças, MT)


Lula

É desalentador que o poder encarregado de aplicar a justiça seja tão parcial, cruel e desumano. Impedir Lula de comparecer ao velório do irmão é um ato não só legal mas também humilhante, vingativo e impiedoso. Os responsáveis por esse descalabro deveriam saber o que significam compaixão e misericórdia. Certamente seriam mais humanos (“Após batalha na Justiça, Lula perde enterro de irmão e crítica Supremo”).

Rita de Cássia Machado Lopes (São Paulo, SP)

 

A decisão da Polícia Federal não foi algo controverso, já que a população brasileira quer algo bastante trivial: a prisão de criminosos sob a regra da lei e sem interferência do poder político e econômico (“‘Não era possível’, diz delegado sobre saída de Lula”). Parabéns à PF.

Hildebrando Teixeira (Piumhi, MG)


Professores

Todos os interessados no desenvolvimento do país deveriam ler e reler o texto de Claudia Costin (“A profissão de professor”). A colunista toca na ferida: o Brasil só terá um futuro digno se investir na educação. A colunista lembra que o fator mais importante no processo educacional é o professor. Enquanto em países como Coreia do Sul, Finlândia e Espanha jovens desejam mais ser professores que engenheiros, em nosso país só 2,4% desejam seguir a carreira. Ou reconhecemos essa realidade e reagimos, ou seguiremos periféricos.

Ivan Chaves de Sousa (Ribeirão Preto, SP)

 

Concordo com a colunista quando ela diz que “é importante pagar salários melhores e contratar os docentes para jornadas semanais menos fragmentadas e, de preferência, numa única escola.” Há décadas os sindicatos da categoria no país lutam pela inclusão dessa medida nos planos de carreira. Contudo, gestores dos sistemas de ensino público e privado desconsideram tal reivindicação e tentam desqualificá-la, acusando–a de ser excessivamente corporativista e até marcada de viés ideológico.

Nilson da Matta (São Paulo, SP)


‘Programas proibidos’

Afirmar que não houve ingerência política no procedimento é querer tapar o sol com peneiras (“TV pública para surdos exclui vídeos sobre esquerda e filósofos”). Sejam honestos e admitam a verdade, pois terão mais credibilidade. O que estão fazendo é retirar de pessoas surdas conhecimentos da história universal. Continuem a fazer tais escândalos que o povo, com o passar do tempo, entenderá e tomará atitudes.

Arthur Diniz Filho (Divinópolis, MG)

 

Duas incongruências para o país, “esquerda e filósofo”.

Antonio Celso Carvalho (Americana, SP)


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