Leitores divergem sobre missão israelense enviada a Brumadinho

Equipe estrangeira encerrou atuação sem encontrar sobreviventes

Forças israelenses atuam no resgate de vítimas em Brumadinho após rompimento de barragem
Israelenses atua no resgate de vítimas em Brumadinho - Divulgação

Brumadinho
Obrigado, Israel. Cada vez maiores são a nossa gratidão e o nosso encantamento com a sua generosidade (“Tropas de Israel encerram operação sem localizar sobreviventes na lama”). Além disso, como perguntar não ofende e filosofar não faz mal, essa lama de Brumadinho não é irmã daquela lama de Mariana que, não faz muito, sepultou vários de nossos irmãos, e ambas as lamas não são filhas da mesma incúria, negligência e irresponsabilidade de nossos incautos administradores públicos e/ou privados?
Hélio Vicente Vieira da Costa, advogado e professor de filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte, MG)

 

A cidadania e a habilidade militar brasileira foram desprezadas e desrespeitadas, pois, após dias de trabalho de campo, o grupamento militar israelense encerrou a sua atuação sem cumprir o objetivo primordial, o de encontrar sobreviventes.
Nagib Nassar, professor emérito da Universidade de Brasília (Brasília, DF)

 

A responsabilização da tragédia de Mariana não aconteceu e os processos continuam dormindo nas gavetas de um Judiciário que não presta contas à sociedade. A certeza de impunidade e a falta de ética instalada nos três poderes produziram Brumadinho. Que o novo governo nos mostre que desta vez será diferente.
José Carlos de Oliveira Ferrei 
(Salvador, BA)


Engenheiros
A engenharia nacional está em dívida com a nação brasileira. Serve de escada à roubalheira, vide Petrobras e outros tantos casos. Aceita riscos, como a instalação de uma barragem perto de um refeitório. Negligencia responsabilidades, a exemplo dos episódios com viadutos de São Paulo. Enfim, pensa no dinheiro, no emprego, no prestígio e nas benesses e se esquece de seu dever e responsabilidade fundamental com a vida do cidadão, com a honesta gestão e com a boa técnica.
Paulo Della Vedova 
(Mogi das Cruzes, SP)

BNDES
Em texto do dia 1º, a Folha informa que as linhas de crédito à exportação do BNDES para a Venezuela são lastreadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e que o Banco está sendo ressarcido pelo Tesouro (“Brasil avalia renegociar dívidas da Venezuela para ajudar Juan Guaidó”). O BNDES esclarece que, embora as indenizações por atraso nesses financiamentos sejam pagas pelo Tesouro, o FGE compõe-se de prêmios pagos pelos próprios importadores dos bens e serviços brasileiros e encontra-se superavitário, não tendo havido uso de recursos públicos nessas indenizações.
Helena Tenório Veiga de Almeida, superintendente de comunicação e relacionamento institucional do BNDES 


Lula
Não pretendo discutir se houve desumanidade ou se as razões invocadas para indeferir o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram infundadas. Até acho que foram. Mas a redação do artigo 120 da Lei de Execução Penal não me parece ambígua: os condenados “poderão obter permissão para sair do estabelecimento”. Se “poderão”, não se trata de direito líquido e certo, e sim de benefício sujeito à apreciação da autoridade competente (“Papelão, de Hélio Schwartsman).
Antonio Carlos Augusto Gama (Ribeirão Preto, SP)

Privatização em São Paulo
Roberto Dias escreveu: “Na cidade de São Paulo, a gestão Doria/Covas muito prometeu e nada privatizou”. Na verdade, a prefeitura está com um Plano de Desestatização inédito e em menos de dois anos pôs no mercado seis editais para concessão e privatização. Outros serão lançados em breve, visando melhorar a prestação de serviço à população e arrecadar recursos para áreas prioritárias como saúde, educação, segurança, habitação. A gestão Covas continua trabalhando e acreditando no plano de desestatização.
Rogério Perna, secretário-adjunto de Desestatização e Parcerias (São Paulo, SP)


Governo Bolsonaro
O vice Hamilton Mourão é o único que parece usar a razão nas questões que comenta (“Interino, Mourão gera crítica no núcleo duro de Bolsonaro”). Num governo ideológico, cujo núcleo é constituído por pessoas mal preparadas, ele se destaca por seu equilíbrio e ponderação. Suas intenções ainda desconhecemos, mas ele tem se mostrado mais talhado para a política do que Bolsonaro, cujo clã reage rispidamente contra as acusações que o acuam, comprovando não ter condições mínimas para transitar em ambiente democrático.
Leandro de Souza (Barueri, SP)

 

Diante de condutas e afirmações risíveis de tantos ministros, o atual governo parece uma ópera-bufa, com um “maestro” que não deixa a desejar (“Sem diploma, Damares já disse que era mestre”).
José Felipe Ledur (Porto Alegre, RS)

 

Sergio Moro é um brasileiro excessivamente ambicioso (“Sergio Bolsomoro”, de José Padilha). Deixou isso bem claro quando decidiu trocar a então mais bem-sucedida carreira de um magistrado no Brasil, ao menos sob o ponto de vista midiático, por uma aventura em um governo evidentemente populista e dado a polêmicas, muitas vezes desnecessárias. Na prática, Moro abandonou a toga para se parear a um estafe presidencial esquisito, com colegas de ideias conflituosas em relação à elite pensante mundial, quiçá obscurantistas.
Glauber Carneiro Lorenzini (Boa Vista, RR)

Colunista
Quero parabenizar a Folha por ter  Fernanda Torres entre seus colunistas e a própria por ser tão competente. O texto “Perdidos no espaço” foi uma aula para professor nenhum deixar passar.
Nádea Chaud, professora aposentada (São Paulo, SP)

Ilustração
Marta Mello/Folhapress


Conceitualmente o texto da Fernanda é brilhante, mas a forma é muito “inteligentinha” para o meu gosto. E peca, também, por não considerar a herança maldita dos governos anteriores.
Jorge Antonio Mercanti (Campinas, SP)


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